5 coisas que podem melhorar a relação professor-aluno através da tecnologia

14 de outubro de 2014

Ser professor é uma delícia, mas também é um trabalho bem árduo. Quem é, que o diga: ano após ano é preciso saber lidar com personalidades diferentes – e, além de paciência, é preciso ter trejeito com a garotada. Afinal, são centenas de alunos que passam por cada professor anualmente, e é essencial que o profissional tenha maneiras de ensinar e entreter os alunos, senão vai ficar para trás no quesito “interesse pela aula”.

E a gente sabe que com o advento das novas tecnologias – e seu acesso cada vez mais facilitado, inclusive financeiramente – fica ainda mais difícil se adaptar às novas turmas e suas realidades. Por isso separamos aqui cinco coisas que podem melhorar a relação entre professores e alunos usando a tecnologia como pano de fundo.

Essa, sim, é a forma mais sustentável de entender e lidar com novidades que, muitas vezes, eles parecem ter mais facilidade do que os próprios mestres.

 

OS PILARES DA TECNOLOGIA EM SALA DE AULA

Não adianta ter apenas boas intenções: é preciso transformar a tecnologia em um ativo dentro de sala de aula se você quer reter melhor a atenção dos alunos – e até mesmo a simpatia deles por sua matéria.

Veja aqui os cinco principais pilares da inovação tecnológica dentro de sala e aproveite para rever seus conceitos sobre qualquer um deles.

  1. É preciso entender que a tecnologia faz parte da vida deles: eu sei, somos saudosistas. Adoramos falar que “no meu tempo era diferente”, dentro ou fora de sala de aula, e lembrar daquela época como “aquele que era tempo bom”. Memórias fazem parte da vida e do caráter de todos nós. Mas é preciso entender e aceitar que, hoje, não conseguimos mais dissociar tecnologia, avanço e educação. Se você parar para pensar, crianças de poucos meses de idade já sabem manusear tablets e celulares. Você pode até não gostar desse movimento tecnológico, mas acredite: não dá para lutar contra isso.
  2. Jogos e celulares são bem vindos: outra coisa que muito professor gostava de proibir – e com razão – era a utilização de celular em sala de aula. Mas a proibição não é o único caminho: a regulamentação, essa sim, é a melhor forma de fazer com que os alunos entendam que o dispositivo pode ser usado da melhor forma e com o objetivo de complementar o ensino.
  3. É preciso reforçar a conexão social – mesmo que virtual: mesmo que muitos jovens, principalmente em fase adolescente, estejam deixando o Facebook, é bom sempre conversar em sala sobre as redes sociais disponíveis e a melhor forma de utilizá-las, inclusive para organizar grupos de estudos. O Facebook é apenas um exemplo: dá para mostrar aos alunos o quanto qualquer rede social digital pode melhorar seu conhecimento, se usada de forma sustentável – e até seus relacionamentos interpessoais dentro da escola.
  4. O uso de dispositivos tecnológicos em sala não é mais “coisa do futuro”: não adianta, mesmo, falar que tecnologia é “algo muito positivo, mas ainda não está na hora de usar. Vamos esperar alguns anos, décadas ou séculos para ver o que vai dar”. Esse tipo de pensamento, além de retrógrado, pode ser muito perigoso. Entenda que as instituições de ensino concorrentes já estão justamente pensando o contrário: como elas vão dar o primeiro passo, hoje, para aliar tecnologia e sala de aula? A hora é sempre agora.
  5. A tecnologia deve ser vista como aliada – e não como inimiga: por fim, para seguir com afinco todos esses passos, é preciso ver a tecnologia como uma verdadeira aliada da educação. Mais uma vez, saudosismo é bacana, mas não deve acompanhar as etapas do progresso. Lembra quando prova era rodada no mimeógrafo? Por mais que aquele cheirinho dê saudades, não dá mais para voltar atrás ou demonizar as provas virtuais. É preciso se atualizar conforme o seu tempo pede para que sua instituição de ensino seja levada a sério.