Melhores práticas: Adoção da matriz de referência para o ensino superior

11 de julho de 2014

Vivemos em um país onde a educação privada para cursos de graduação está mais ascendente do que nunca. Dependendo do curso, é mais fácil encontrar universidades ofertando a matéria do que alunos para fazê-la, já que a oferta, em alguns casos, supera consideravelmente a demanda. No entanto, nem todas as instituições de ensino que ofertam cursos de graduação podem se gabar da qualidade de seus produtos. Muitas vezes, alunos entram e saem da instituição com a errônea impressão de “pagou, passou” – e isso acaba fazendo com que a escola perca nome no mercado.

Para evitar esse tipo de repercussão, o ensino deve ser de extrema qualidade. E isso pode ser refletido, claro, nas avaliações para todos os cursos de graduação. Por conta dessa possibilidade, dezenas de instituições optam pela prática de adotar a matriz de referência de provas em cursos de graduação. Essa medida tem condições de melhorar o modo com que os estudantes fazem as avaliações, e também o respaldo com que saem delas.

Questões bem formuladas e indexadas a uma matriz de referência são capazes de avaliar conhecimentos diversos e, principalmente, o nível individual de cada aluno quanto à matéria dada. Assim, fica mais fácil acompanhar a turma, como um todo, e sua evolução durante o semestre. Além disso, os conteúdos e competências adquiridos pelos estudantes em sala de aula também são devidamente acompanhados pela matriz, através de ferramentas que podem ajudar a formular boas questões.

 

Uma “ajudinha” da gestão de provas

Se existe uma boa saída para fazer as melhores provas e, assim, tornar a prática da avaliação ainda mais consistente, é através das ferramentas de gestão, que podem auxiliar o corpo docente em duas vertentes distintas: a primeira é a formulação das provas, com possibilidade de questões inspiradas nas matrizes de referência, de forma quase “diagnóstica”: a partir do nível da sala, uma ferramenta de gestão de provas auxilia a escolha das melhores questões a se fazer para os alunos.

Por mais que a matriz seja usada com critério e zelo dentro de uma avaliação, de nada vai adiantar essa prática se a correção da prova não tiver qualidade similar à sua feitura. Nisso, a gestão de provas também ajuda, com a segunda vertente de seus benefícios, que é otimizar o tempo dos professores para que o desenvolvimento do conteúdo seja mais assertivo. Com a correção semi feita por uma inteligência artificial, os professores têm mais tempo “livre” para desenvolver novas questões e ajudar, inclusive, a construir novas matrizes de referência para os cursos de graduação.