Aprendizagem Adaptativa na universidade

13 de novembro de 2014
aprendizagem adaptativa na universidade

O mercado de trabalho está cada vez mais carente de profissionais capacitados, responsáveis com suas tarefas e, principalmente, interessados em se reciclar dentro de suas respectivas áreas de atuação. O volume de novas faculdades fez com que a concorrência entre elas na busca pelos alunos aumentasse e, consequentemente, diminuísse o esforço dos candidatos para ingressar no ensino superior.

Diante deste cenário, a figura do professor na reestruturação das metodologias utilizadas hoje por essas instituições se faz muito importante, principalmente no que diz respeito ao incentivo de novas tecnologias aplicadas ao sistema de ensino.

Claro que a formação de um profissional capacitado e interessado depende muito do desempenho do aluno. Entretanto, os professores podem aprimorar este processo e até mesmo otimizar seu trabalho, se começarem a olhar para novas tecnologias como recursos estratégicos a serem aplicados em salas de aula. O big data, por exemplo, tecnologia que permite analisar qualquer tipo de informação em tempo real, pode ser um aliado importantíssimo para os professores e para a instituição como um todo, que terá as informações sobre seus alunos compiladas de uma forma muito mais sistêmica e objetiva.

Outra tendência que já pode ser colocadas em prática pelas instituições são grupos de discussões realizados por meio de plataformas online. Se isso é realidade nas matérias EAD, pode se tornar uma extensão dos estudos também para os alunos que frequentam matérias presenciais. As oportunidades de compartilhar conhecimento são únicas e, se estendidas para além das salas de aula, fazem com que os futuros profissionais se dediquem cada vez mais as suas áreas de formação.

O Learning Analytics – ferramenta empregada para apontar tendências a partir de big data disponível sobre o aprendizado dos alunos – ainda é um recurso um pouco distante da realidade do ensino superior brasileiro, mas que já precisa ser inserido nas discussões sobre os caminhos pelos quais a IES quer seguir. Esta ferramenta é bem focada na aprendizagem adaptativa, usada para entender quais são as necessidades dos alunos, o que personaliza o ensino. Tais estratégias contribuem tanto para a formação de profissionais mais capacitados quanto para um planejamento mais estruturado dos professores.

São várias as oportunidades tecnológicas disponíveis no mercado. Algumas facilmente aplicáveis, outras ainda em estudo e evolução. Se frente ao mercado competitivo determinadas instituições não conseguem se adaptar às novas mudanças e sequer correm atrás do diferencial, certamente estas contribuíram para a formação de profissionais medianos, incapacitados de competir no mercado.

Se esta não é a realidade que você quer ver na instituição para a qual você trabalha, é hora de pesquisar, viabilizar e aplicar novas tecnologias, seja em sala de aula, em palestras ou eventos realizados pela faculdade. O importante é estar atento às novas tendências.

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