Aprendizagem baseada em desafios: como colocar em prática?

30 de março de 2021
aprendizagem baseada em desafios

Conheça a metodologia de Challenge Based Learning e veja como ela pode transformar (para melhor) o processo de ensino-aprendizagem.

Ensinar e aprender sempre foram pilares da educação. Porém, hoje é notório que não existe apenas uma forma de fazer isso, mas sim uma série de metodologias que podem ser aplicadas, como é o caso da aprendizagem baseada em desafios.

Esta é uma metodologia ativa com um princípio muito interessante e que pode mudar a forma com a qual os alunos e professores lidam com o processo de ensino-aprendizagem, de forma que todos eles dividam o protagonismo e, assim, desenvolvam suas habilidades e conhecimentos em conjunto.

Nos acompanhe na leitura para aprender como funciona esta metodologia e o que a sua instituição tem a ganhar com sua aplicação, independentemente de qual seja o nível de ensino em que ela atua.

O que é aprendizagem baseada em desafios?

aprendizagem baseada em desafios

É uma metodologia ativa e colaborativa, que proporciona a todos os participantes um ambiente eficiente de aprendizagem por meio da solução de desafios do mundo real.

Sua aplicação permite que professores, alunos, familiares e membros da comunidade desfrutem do seguinte:

  • Identificar grandes ideias;
  • Fazer boas perguntas;
  • Descobrir e solucionar desafios;
  • Adquirir conhecimento profundo sobre as áreas do conhecimento tratadas;
  • Compartilhar seus pensamentos com o mundo;
  • Desenvolver habilidades do século XXI.

A metodologia foi originalmente chamada de Challenge Based Learning, traduzida como aprendizagem baseada em desafios e também pode ser referida pela sigla em inglês CBL. Todas as formas estão corretas.

A CBL se originou em abril de 2008, por meio do documento “Apple Classrooms of Tomorrow – Today”, abreviado como “ACOT²”, projeto iniciado para identificar os princípios essenciais de design do ambiente de aprendizagem do século XXI.

Partindo de tais princípios, a Apple trabalhou com educadores renomados para desenvolver e testar a CBL, que se baseia na aprendizagem por experiências.

A CBL também se apoia no conhecimento de uma longa história de ideias progressivas, além da participação de ideias inovadoras da educação, mídia, entretenimento, tecnologia, recreação, sociedade e ambiente de trabalho.

A metodologia foi desenvolvida para ser flexível, personalizável e permitir vários pontos de entrada.

Quais são os benefícios da Challenge Based Learning?

challenge based learning

São muitos, mas alguns que se destacam são os seguintes:

  • Professor/aluno e aluno/professor. O acesso à informação e à tecnologia permite quebrar a estrutura hierárquica das escolas e, assim, coloca todos os participantes como professores e aprendizes.
  • Incentivo à aprendizagem. Situações ou atividades desafiadoras instigam a aprendizagem e fazem com que ela se desenvolva de uma maneira mais rápida e acionável.
  • Espaço e liberdade para falhar. Cria-se um espaço seguro para que todos os aprendizes pensem com criatividade, tentem aplicar novas ideias, falhem, recebam feedback e tentem novamente. Todas essas etapas estão contempladas na metodologia.
  • Uso autêntico da tecnologia. Ela é utilizada para pesquisar, comunicar, organizar, avaliar, criar, documentar e persuadir, ou seja, é indispensável para o funcionamento da aprendizagem baseada em desafios.
  • Foco tanto no processo quanto no resultado. Todo o processo percorrido para se chegar à solução é tão importante quanto a solução propriamente dita.
  • Ampla documentação das etapas. A cada passo do desafio, os aprendizes documentam o que estão fazendo e publicam isso por meio de textos, vídeos, fotos e áudios.

Leia também: Como a tecnologia ajuda na aprendizagem?

Como aplicar a Aprendizagem baseada em desafios?

challenge based learning

Basicamente, a estrutura da aprendizagem baseada em desafios pode ser dividida em três etapas interconectadas, as quais incluem atividades que preparam os aprendizes para a etapa seguinte, sublinhadas para destaque. São elas:

Fase 1: Engajar

Através de um processo de perguntas essenciais, os aprendizes transformam uma grande ideia abstrata em um desafio concreto e acionável.

  • Grandes ideias são conceitos amplos explorados de várias formas e relevantes aos aprendizes, bem como à comunidade mais ampla (por exemplo, a saúde).
  • Os questionamentos essenciais permitem aos aprendizes contextualizar e personalizar a grande ideia. O produto final será uma única questão essencial que será relevante para o participante ou para o grupo (por exemplo: O que preciso fazer para ser mais saudável?)
  • Desafios transformam os questionamentos essenciais em uma chamada para a ação, encarregando os participantes de aprender sobre o assunto e desenvolver uma solução. Os desafios devem ser imediatos e acionáveis.

Fase 2: Investigar

Aqui, todos os aprendizes planejam e participam de uma jornada que constrói os fundamentos para as soluções e endereçam os requisitos acadêmicos.

  • Questões de guia apontam em direção ao conhecimento que os aprendizes precisarão para desenvolver uma solução para aquele desafio. Categorizar e priorizar as questões continuará a tornar a experiência imersiva.
  • Questões e recursos de guia são usados para responder às questões de guia desenvolvidas pelos aprendizes. Essas questões e recursos incluem todos os métodos e ferramentas disponíveis.
  • A análise das lições aprendidas durante as questões de guia proporcionam uma base para a eventual identificação de soluções.

Fase 3: Agir

Soluções baseadas em evidências são desenvolvidas, implementadas com uma audiência autêntica e, então, avaliadas com base nos resultados obtidos.

  • Os conceitos de solução surgem do que se observou durante a fase de investigação. Ao usar o ciclo de design, os aprendizes podem prototipar, testar e refinar seus conceitos de solução.
  • A implementação da solução se dá dentro de uma configuração real com uma audiência autêntica. A idade dos aprendizes e a quantidade de tempo e recursos disponíveis guiarão a profundidade e a largura da implementação.
  • A avaliação proporciona a oportunidade de entender a efetividade da solução, fazer ajustes e aprofundar os conhecimentos naquela área.

Se quiser conhecer mais sobre a metodologia da aprendizagem baseada em desafios, vale conferir o “CBL Guide”, da Digital Promise, de onde retiramos este passo a passo. O capítulo 3 aborda-os com maior riqueza de detalhes.

Confira também: Escola moderna: como a tecnologia ajuda na educação?

Como aplicar a aprendizagem baseada em desafios usando as tecnologias?

aprendizagem baseada em desafios

Como vimos, a CBL baseia-se fortemente na tecnologia, indispensável para seu modus operandi. Isso, inclusive, faz com que ela mereça um lugar entre as melhores práticas na Educação Híbrida, pois ambas áreas se correlacionam muito bem.

Para isso, é importante contar com o auxílio das melhores ferramentas disponíveis no mercado, como o Prova Fácil Avaliações Regulares, capaz de te proporcionar avaliações mais inteligentes e levar a interação, a conectividade e a solução de problemas a um patamar muito mais alto.

Com ela, todos os participantes saem ganhando: os alunos farão suas atividades em uma plataforma rápida e intuitiva; os professores conseguirão analisar o desempenho e dar feedback com muito mais facilidade; e a instituição atingirá um novo nível de análise de resultados.

Para que a aprendizagem baseada em desafios funcione em sua plenitude, conte com a tecnologia do Prova Fácil Avaliações Regulares, em um investimento que resultará em um custo-benefício magnífico para a sua instituição de ensino.