Aprendizagem centrada no aluno: saiba o que é e como oferecer em sua instituição de ensino

27 de agosto de 2021
aprendizagem centrada

A aprendizagem centrada no aluno busca substituir as aulas expositivas por métodos ativos, capazes de tornar os alunos protagonistas do próprio conhecimento.

Nos últimos anos, o processo de ensino vem mudando, sendo que o método tradicional não tem sido suficiente para suprir as demandas acadêmicas e profissionais dos egressos, tanto no ensino básico como no ensino superior. Nesse cenário, nasceu a aprendizagem centrada no aluno.

Essa metodologia chama a atenção dos líderes educacionais ao redor do mundo, dado que com ela os alunos apresentam mais autonomia na maneira de aprender, a qual utiliza os recursos individuais de cada estudante.

Quer saber como funciona a aprendizagem centrada no aluno, seus benefícios e como implementá-la na sua instituição? Então, confira este artigo!

O que é aprendizagem centrada no aluno?

É uma didática de aprendizagem em que o aluno é o protagonista do seu processo de aprendizagem, onde o professor atua como um facilitador, ajudando o discente a formular sua própria solução às questões e problemas.

Diferente do ensino tradicional, em que o educador é o único detentor do conhecimento, a aprendizagem centrada no aluno valoriza a autonomia dos estudantes, dando-lhes oportunidade de pensar e refletir sobre o conteúdo. 

Assim, eles conseguem desenvolver melhor suas competências e habilidades na prática.

Quais seus benefícios?

Como as aulas deste estilo são dinâmicas, criativas e sem mecanização, as crianças e jovens conseguem obter mais facilidade para absorver novos conceitos, consumindo o conteúdo de modo mais intenso, tendo uma visão ampla do assunto.

Além disso, a aprendizagem centrada no aluno assegura outros benefícios, tais como:

Desenvolvimento de habilidades socioemocionais

Ser protagonista do próprio aprendizado favorece o aprendizado das competências socioemocionais, dado que eles aprendem a lidar com frustrações e imprevistos.

Aprendizagem pensada na realidade

Uma vez que são apresentados problemas para resolução, o grupo entende, na prática, que é possível “desvendar” aquele desafio, aproximando-os assim os aprendizes do mundo real, contribuindo para a formação de um adulto reflexivo e independente.

Teoria e prática andam juntas

Como bem assegura Carl Rogers, com o aluno no centro do saber, o mesmo aprende por meio da prática, do erro e acerto, resultando num aprendizado significativo para a sua vida.

Melhor retenção do conhecimento

Quando usada corretamente, a abordagem aumenta a motivação em aprender, favorecendo a retenção do saber.

As pesquisas apontam a tendência por práticas inovadoras, como mostra uma página do Google Edu sobre aprendizagem centrada no aluno.

Dados do Pew Research Center indicam que 67% da população geral da Espanha achava mais relevante implantar práticas criativas e que favorecessem o pensamento independente dos alunos, tendo a disciplina ficado em segundo plano.

No mesmo conteúdo citado acima constam também dados da Nureva, que publicou em 2016 que 65% dos professores dos Estados Unidos colocavam a aprendizagem centrada no aluno como um recurso essencial no desenvolvimento de competências para o século XXI.

No Brasil, a técnica mostrou-se eficaz no ensino superior, segundo uma amostra feita em uma universidade paulista. 

Um artigo publicado na Revista Eletrônica RAGC apontou uma diferença gritante nas notas obtidas através do método centrado no aluno e o ensino tradicional: 88% contra 66%, respectivamente.

Portanto, mais que uma hipótese, esse modelo de ensino tem comprovação de resultados favoráveis para escolas e instituições de educação superior, o que leva a possibilidade de mais países o implementarem a fim de alcançar melhores índices de aprendizagem.

Como colocar em prática?

Primeiramente, os educadores precisam conhecer a realidade dos seus alunos, identificando o perfil de cada um deles, para que depois sejam definidos os fatores que reforçam e dificultam a aprendizagem individual.

Em segundo lugar, faz-se útil adquirir um sistema de avaliação contínua, que viabiliza os subsídios para o professor dar uma orientação adequada a cada aluno. 

Além disso, outros passos são importantes no intuito de colocar em prática o aprendizado focado no aluno:

  • O conhecimento prévio do aluno tem de ser valorizado, dando chances de ele expor sua visão de mundo sobre diferentes assuntos;
  • A didática de aula precisa ser moldável e adaptada ao contexto dos discentes;
  • O conteúdo não pode ser igualmente distribuído para todos os aprendizes, pois é necessário adequar o objetivo educativo ao nível de aprendizagem do aluno. Aqui, vale a pena usar a taxonomia de Bloom;
  • A exposição não pode ser restrita ao professor, uma vez que o estudante pode e deve participar ativamente das discussões temáticas.

O que dizem os especialistas?

Os estudiosos acreditam no potencial dessa metodologia, considerando que ela ensina como “aprender a aprender”, ainda mais porque quando os alunos se sentem motivados, eles aprendem mais facilmente o conteúdo, podendo usá-lo na prática cotidiana futura.

Por outro lado, eles alertam que deve haver um equilíbrio quanto aos resultados, pois ainda que a literatura e os cases tenham demonstrado eficiência, nem sempre os benefícios são vistos de modo imediato  e/ou automático.

Yuhei Yamauchi, professor da Universidade de Tóquio, disse em uma entrevista, replicada na página do Google Edu citada anteriormente, que a partir do momento que o aluno aprende a ter suas próprias questões, eles revelam interesse pela resposta e o aprendizado profundo ocorre.

Isso significa que o estudante tem de possuir um motivo específico para estudar um determinado assunto.

Já para Rob Houben, diretor do Agora School, as instituições educacionais estão percebendo que a chave do sucesso não está no QI, mas sim na motivação daquilo que os alunos têm de melhor. 

Na visão dele, professores devem instigar a aprendizagem pessoal dos alunos, ajudando-a a refletir e não entregando “o mapa da mina”.

Como as soluções tecnológicas podem ser usadas nesse método de aprendizagem?

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Conforme aponta a teoria de Carl Rogers, psicólogo norte-americano, independente do nível de ensino que a pessoa esteja, desde a educação infantil até a pós-graduação, os métodos de ensino devem ser otimizados e flexíveis a mudanças.

E tendo em vista que o ser humano é capaz de se adaptar a novos modos de vida, assim também é a aprendizagem; por isso, o conhecimento precisa passar por inovações constantes. 

Assim, diante das transformações tecnológicas e comunicativas que o mundo vem atravessando nos últimos 20 anos, as instituições de ensino não podem ficar de fora dessas inovações, para não correr o risco de se tornar obsoleta, e pior: entregar alunos despreparados para o mercado de trabalho atual.

Portanto, a aprendizagem centrada no aluno vai de encontro à realidade que vivemos, na qual busca adultos preparados e independentes. 

Nesse sentido, as escolas e IES devem implementar soluções inovadoras, possibilitando uma aprendizagem e práticas avaliativas eficazes.

Dessa maneira o desafio dos educadores do ensino básico e superior é conseguir não só ensinar pensando no aluno, mas também de que forma os estudantes podem avaliá-los. 

Aqui, a tecnologia ganha terreno e é de grande valia no processo de avaliação, já que as avaliações são pautadas com base no progresso individual, considerando o propósito inicial e o caminho percorrido. 

Assim, somente um bom programa de avaliação, como as soluções Prova Fácil, tem a capacidade de diagnosticar e apontar com precisão os resultados da aprendizagem centrada no aluno, o que tende a beneficiar direta e significativamente a trajetória dos estudantes.

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