Avaliação diagnóstica: prepare seus alunos para o retorno às aulas

30 de julho de 2020

Em tempos de distanciamento social, instrumento se mostra ainda mais importante.

2020 é um ano que entrou para a história, já que o mundo teve de se adaptar a uma nova realidade pós-pandemia, o que será sucedido pelo tão comentado “novo normal”. No cenário da educação, um instrumento ganha ainda mais força: a avaliação diagnóstica.

Longe de ser uma novidade (ela sempre foi importante, de fato), sua aplicação se torna simplesmente fundamental em meio à situação em que vivenciamos, em que o retorno às aulas presenciais ainda é incerto.

Para que seja possível seguir o “novo normal”, é indispensável contar com a avaliação diagnóstica da aprendizagem, ferramenta capaz de ajudar rumo a um ensino mais democrático e equilibrado a partir do momento que as aulas presenciais conseguirem retomar sua tração.

Continue conosco para entender melhor como ela pode (e deve) ajudar sua instituição de ensino a voltar para a normalidade, ou pelo menos o mais próximo disso.

O que é avaliação diagnóstica?

Antes de partirmos para a aplicação, é importante entender qual é a teoria que está por trás de uma prática tão relevante no contexto educacional.

Há vários tipos de avaliação de aprendizagem, cada um com a sua finalidade, e quem busca saber o que é avaliação diagnóstica deve entender que seu objetivo é identificar os conteúdos e o conhecimentos dos estudantes para que o professor melhore o processo de ensino-aprendizagem.

Através deste verdadeiro diagnóstico, ele consegue ter um panorama sobre as condições atuais dos alunos e, então, elaborar aulas que se baseiam naquilo que eles já aprenderam e visam oferecer uma continuação neste ensino.

Professores e instituições que entendem os objetivos para avaliação diagnóstica têm em mente que o melhor momento para aplicá-la é no início do processo de ensino, como no começo do ano ou do semestre letivo, por exemplo. Assim, o corpo docente saberá como proceder dali em diante.

Algumas formas de fazer a avaliação diagnóstica da aprendizagem são as seguintes:

  • Exercícios ;
  • Simulações;
  • Produção de redações;
  • Consulta ao histórico escolar;
  • Leitura e interpretação de textos;
  • Elaboração de questionários;
  • Debates;
  • Entrevistas com alunos;
  • Exercícios matemáticos;
  • Uso de soluções tecnológicas.

Para mais informações neste sentido, acesse nosso artigo sobre a importância da avaliação diagnóstica para a sua instituição.

Confira também: O que é relatório de avaliação escolar?

Por que a avaliação diagnóstica da aprendizagem é tão importante neste cenário?

Porque ela ajudará as instituições de ensino a entenderem como está o nível de aprendizagem de seus alunos, o que deve ter sido bastante impactado pelas consequências da pandemia, de modo que saibam como proceder com o ensino híbrido.

Em nosso artigo sobre Ensino Online x Ensino Remoto, comentamos sobre a situação do que está sendo ministrado em tempos de pandemia, que está mais para uma adaptação das aulas presenciais (ensino remoto) do que um planejamento voltado inteiramente ao digital (ensino online).

Ainda que a realidade esteja aquém do ideal, essa foi a solução encontrada para que não se deixasse o ensino totalmente de lado em uma época emergencial, em que a reunião de pessoas é fortemente desaconselhada.

Acontece que até mesmo por esse caráter emergencial, o ensino online em tempos de pandemia peca em um detalhe super importante: a democratização.

Nem todos os alunos possuem condições de estudar em casa e acompanhar aulas online, o que geralmente acontece pela falta de infraestrutura em seus lares, tanto de um cômodo dedicado aos estudos quanto pela falta de computador, celular e internet, por exemplo.

De acordo com dados da pesquisa TIC Domicílios 2019, mais importante levantamento sobre acesso a tecnologias da informação e comunicação, 74% dos brasileiros acessaram a internet pelo menos uma vez nos 3 meses anteriores à pesquisa, o que equivale a 134 milhões de pessoas.

Ao mesmo tempo em que o número de usuários aumentou em relação a pesquisas anteriores, entre as pessoas que ganham menos de um salário mínimo, apenas 61% acessaram a internet.

Outra informação relevante sobre este assunto é que 4,8 milhões de crianças e adolescentes de 9 a 17 anos não têm acesso à internet em casa, número que corresponde a 17% de todos os brasileiros nessa faixa etária, conforme pesquisa TIC Kids Online 2019, do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef).

Dado este cenário de desigualdade em relação ao acesso à internet, é inegável que alunos da mesma faixa etária não estarão no mesmo nível de aprendizagem, e é missão dos professores avaliar bem a situação para saber como será o andamento do ensino.

Porém, o retorno às aulas presenciais ainda não é uma unanimidade. Mesmo que ele retorne, as turmas serão fracionadas para respeitar o distanciamento social, o que significa que o ensino será ministrado de uma forma diferente do que acontecia até então.

É aí que entra o ensino híbrido, em que os alunos terão a opção de ir para as aulas presenciais ou de se manterem no ambiente virtual. Logo, as aulas terão que ser pensadas para os dois formatos, de modo a maximizar a aprendizagem.

Neste sentido entra a avaliação diagnóstica: na definição de uma “régua” que será adotada como ponto de continuidade para o ensino, tanto pela internet quanto presencial, de modo que o estágio de aprendizagem seja o mais equilibrado possível entre todos os alunos.

Ainda assim, o que acontecerá, na prática, é que esse conteúdo que deixou de ser ministrado nas aulas presenciais será compensado aos poucos nos anos seguintes, de modo a equilibrar o nível dos alunos.

Isso é tão verdade que o Governo de São Paulo confirmou a criação do 4º ano do Ensino Médio optativo, o qual será oferecido para alunos que estão atualmente no 3º ano do Ensino Médio e querem se preparar melhor para o vestibular, já que eles não teriam, na prática, um ano adicional para os estudos.

Veja também: Como a China manteve o ensino online frente à crise do Coronavírus?

Avaliação diagnóstica: instrumento fundamental em tempos de ensino híbrido

Não sabemos até quando o ensino híbrido será a solução adotada. Porém, ao que tudo indica, as aulas presenciais retornarão aos poucos em todo o Brasil, e cabe às instituições de ensino garantir que as grades curriculares sejam adaptadas para superar as lacunas que foram deixadas neste intervalo.

A avaliação diagnóstica da aprendizagem sempre foi fundamental e terá ainda um destaque ainda maior neste cenário de equalização da aprendizagem. Dessa forma, os alunos terão uma base em comum para seguir com seus estudos e, assim, condições mais justas de competir por vagas no ensino superior.

É inegável que a pandemia deixa reflexos catastróficos, muitos deles irreversíveis, mas não podemos negar que ela acabou “forçando” as instituições de ensino a adotarem a transformação digital na educação, que torna-se uma necessidade mais importante a cada dia que passa.

Ainda neste cenário de digitalização, fica a sugestão: realize a avaliação diagnóstica dos alunos da sua instituição de ensino com o auxílio das soluções do Prova Fácil. Assim, você dará um passo importante rumo aos novos tempos e ainda poderá extrair os melhores resultados possíveis com essa ferramenta!