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Avaliação docente: qual sua importância?

Nas instituições de ensino, o mais comum é os alunos serem analisados e receberem uma nota condizente com o conhecimento apresentado. No entanto, a avaliação docente também é fundamental. Por meio dela, é possível melhorar a qualidade do ensino e fazer até os alunos aprenderem mais.

Os benefícios dessa prática são significativos. Tanto que muitas instituições já adotam esse modelo. O motivo é simples: verificar a capacidade do professor de impactar os alunos e sua aprendizagem. Afinal, mais importante que cumprir regras, dominar tecnologias e ser um pesquisador, o docente precisa ter competência.

Para entender melhor esse assunto, neste artigo vamos explicar por que vale a pena apostar na avaliação de mão dupla e quais polêmicas envolvem esse tema, inclusive a obrigatoriedade pelo Ministério da Educação (MEC). Que tal saber mais?

O conceito de avaliação docente

A ideia de avaliar os professores é verificar seu nível de conhecimentos e a capacidade de transformá-los em competência docente. Assim, mais que verificar se o profissional é assíduo, pontual e está de acordo com as prerrogativas esperadas nos quesitos comportamentais, a instituição de ensino identifica a qualidade da intervenção pedagógica.

Essa explicação deixa claro que se aperfeiçoar, alcançar novos aprendizados e ter uma formação qualificada é essencial. No entanto, é preciso ir além. Se esses critérios não estiverem relacionados ao aprendizado dos estudantes, de nada adiantam.

A importância da avaliação docente

Mais que mensurar a qualidade do ensino dos professores, a avaliação direcionada a eles tem como objetivo verificar de que modo os profissionais lidam com os alunos em sala de aula. Parece estranho? Na verdade, é bastante simples.

Assim como em outras profissões, o propósito é adequar o ensino-aprendizagem às práticas que realmente surtem resultados positivos. No entanto, essa análise muda de uma sala para outra — portanto, é preciso se manter atento.

Essa situação já foi, inclusive, verificada pelo professor da Nova Zelândia John Hattie. Ele desenvolveu um estudo com as Universidades de Melbourne e de Auckland para mensurar a educação, os modelos de ensino-aprendizagem e as medidas de criatividade.

Depois de 15 anos de estudo, ficou claro que os professores que apresentam um impacto maior na aprendizagem dos estudantes são aqueles que adequam suas intervenções didático-pedagógicas com frequência, a partir de suas observações. Assim, caso o aluno não entenda, ele tem a oportunidade de aprender de outra forma, que seja mais apropriada para o seu tipo de inteligência.

Devido a todas essas características, a avaliação docente também é um instrumento eficiente de gestão educacional. Como é normal inexistirem análises efetivas sobre a situação atual dos estudantes e o que é necessário para alcançar a aprendizagem desejada, essa ferramenta é uma boa alternativa para identificar o nível de proficiência em algumas disciplinas ou o desenvolvimento da leitura de um aluno, por exemplo.

As exigências do MEC no que se refere à avaliação docente

De forma direta, o MEC não possui nenhum instrumento de avaliação dos professores. No entanto, esses aspectos estão sendo reformulados e, no caso do Ensino Superior, essa análise faz parte dos critérios de qualidade.

Essa verificação é feita com base no corpo docente e na organização didático-pedagógica. O primeiro quesito considera a titulação dos professores, a composição e atuação do Núcleo Docente Estruturante e o grupo de profissionais da instituição responsável pela implementação das diretrizes curriculares.

Em relação à organização didático-pedagógica, a análise considera o processo de avaliação da aprendizagem e a integração do estudante à prática educativa. Além disso, é importante destacar que o Inep divulgou, em 2018, mudanças dos critérios de avaliação das Instituições de Ensino Superior (IES).

Desde então, os critérios se tornaram mais qualitativos. Essa mudança de análise será implementada de maneira efetiva a partir da capacitação dos avaliadores que fazem parte do Sistema Nacional de Avaliação da Educação Superior (Sinaes), já que são subjetivos e dependem da capacidade de percepção e interpretação.

As polêmicas que envolvem a avaliação docente

Muita gente, especialmente da área, acredita ser desnecessário avaliar os professores. A sociedade civil há anos pressiona o governo por uma educação de qualidade — e, de certa forma, essas críticas recaem sobre a docência. O problema são os resultados obtidos pelo País em avaliações internacionais.

Da parte dos professores, muitos oferecem resistência à prática. A justificativa é a diversidade de objetivos, efeitos e procedimentos a serem aplicados. Outro fator é as diferenças existentes sobre as concepções de ensino, sociedade e escola.

Nesse contexto, quais seriam os propósitos de uma avaliação docente? Os principais são:

  • melhoria do desempenho dos docentes;
  • prestação de contas pública e responsabilização;
  • aperfeiçoamento de procedimentos e práticas escolas;
  • compreensão dos problemas de aprendizagem e ensino, a fim de identificar soluções;
  • entendimento das experiências vividas por pessoas envolvidas na prática social.

Segundo Rodrigues, “ao se refletir sobre as cinco finalidades citadas, observa-se que elas se complementam e que a ideia de responsabilização é a que mais assusta aqueles que serão avaliados. Os professores justificam parte das dificuldades em promover o ensino de boa qualidade nas péssimas condições de trabalho a que são submetidos e, portanto, não querem ser responsabilizados por problemas estruturais. Assim, os medos e as dúvidas alimentam a polêmica discussão sobre os critérios e procedimentos mais adequados para cada modelo de avaliação docente”.

A questão é que a avaliação de professores é uma prática comum em vários países. Essa medida é tomada por ser um instrumento metodológico, que permite identificar o perfil do bom professor e mensurar as boas práticas docentes.

Além disso, a adoção dessa prática é uma forma de comprovar aos estudantes e aos pais (no caso da Educação Básica) que a instituição de ensino está preocupada com os resultados alcançados. Para o gestor, é a oportunidade de:

  • identificar situações de preocupação referentes à capacidade de atração da docência como carreira;
  • desenvolver conhecimentos e habilidades dos profissionais;
  • selecionar, contratar e empregar os professores;
  • reter os docentes mais eficazes na sua instituição de ensino.

Os comportamentos que ajudam no processo de aprendizagem

Os docentes podem adotar alguns comportamentos que facilitam a aprendizagem dos alunos. Veja, a partir de suas categorias:

  • atitudes: e preciso ser um avaliador/ativador, um agente de mudanças, oferecer feedback, utilizar o diálogo, apreciar o desafio, ter altas expectativas de todos os alunos, acolher os erros para explicá-los e promover a linguagem da aprendizagem;
  • planejamento cooperativo e crítico: deve utilizar objetivos de aprendizagem e critérios de sucesso, ter como meta o alcance de resultados superficiais e profundos (ao mesmo tempo), considerar avaliações anteriores e as atitudes dos alunos, ter alta expectativa e preencher o intervalo na aprendizagem dos estudantes;
  • especialização em aprendizagem adaptável: é preciso criar um ambiente de confiança, conhecer o poder dos colegas, adotar múltiplas estratégias, saber quando e como diferenciar alunos e práticas, estimular a concentração e desenvolver a confiança para ser bem-sucedido;
  • recepção de feedback: é importante saber como usar o feedback, dar e recebê-los e monitorar e interpretar a aprendizagem e o ensino.

Com essa explicação ampla, fica claro que a avaliação docente é fundamental para as instituições de ensino melhorarem e atingirem bons resultados. Mesmo que não seja obrigatório pelo MEC, é importante adotar essa prática. Com o tempo, você verá os objetivos estratégicos serem atingidos.

Agora que você já entende por que os professores precisam ser analisados, saiba mais sobre a avaliação da aprendizagem e o que é preciso identificar nos alunos.


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