Avaliação por rubrica: conheça mais sobre a “avaliação sem notas” e entenda como ela é fundamental no Ensino Híbrido

9 de julho de 2021
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A rubrica de avaliação é uma solução muito interessante, especialmente em tempos em que o Ensino Híbrido está em ascensão.

Você conhece a avaliação por rubrica? Também chamada de rubrica de avaliação ou rubrica avaliativa, ela propõe uma nova forma de avaliar os alunos, diferente do que acontece com as notas tradicionalmente distribuídas de acordo com o desempenho de cada um nas atividades.

Porém, ao mesmo tempo em que ela se coloca como uma solução diferente, a rubrica avaliativa não entra para substituir os diferentes tipos de avaliação, mas sim para complementá-los, e conhecer novas alternativas é sempre bem-vindo em uma área tão aberta à evolução quanto a Educação.

Inclusive, a diversificação das avaliações é super importante, não apenas nos modelos avaliativos propriamente ditos como também nas ferramentas utilizadas. Afinal, ao invés de focar apenas nas notas, é muito mais valioso acompanhar o processo de aprendizagem e a evolução das habilidades dos alunos.

Nos acompanhe na leitura para aprender mais sobre a rubrica de avaliação, seus benefícios, um exemplo prático para facilitar sua compreensão e muito mais.

O que é a avaliação por rubrica?

“Uma rubrica é uma ferramenta de avaliação que define as expectativas das tarefas em uma grade.”

Essa é a definição que consta em um artigo da Portland State University, de Danielle D. Stevens e Antonia Levi, traduzido livremente. Ele explica, de maneira concisa e direta, o que são as rubricas avaliativas.

Em outras palavras, a avaliação por rubrica consiste em um modelo de avaliação de parâmetros, o qual visa identificar se as expectativas de aprendizagem foram atingidas, além de demonstrar essas informações com fácil visualização, o que é positivo tanto para o professor quanto para os alunos.

As rubricas de avaliação devem ser desenvolvidas especialmente de acordo com cada atividade, já que os campos da tabela serão preenchidos pelos critérios avaliativos e pelos níveis de desempenho dentro de cada critério.

Então, depois de pronta, o professor pode avaliar os alunos de acordo com os padrões que foram estabelecidos na rubrica, o que agiliza significativamente o processo de correção e ainda permite que os feedbacks sejam mais claros.

Exemplo de avaliação por rubrica

Mesmo com uma explicação sobre sua definição, a melhor forma de entender seu funcionamento é recorrer a exemplos de rubricas de avaliação.

Nosso exemplo foi baseado em um projeto em grupo, com elaboração de trabalho e apresentação. As linhas trazem as diferentes categorias de avaliação da atividade – da compreensão da proposta até a apresentação – , enquanto as colunas indicam os níveis de desempenho a serem atingidos para cada critério: iniciante, aprendiz, avançado e mestre.

CategoriaInicianteAprendizAvançadoMestre
EntendimentoMostrou que compreendeu pouco da propostaMostrou entender a proposta, mas recorreu constantemente ao auxílio de terceiros ou do material de apoio até nas fases mais avançadasEntendeu claramente o tema, mas não propôs nenhuma nova reflexão ou não colocou seu entendimento em prática com autonomia.Não somente dominou o assunto, como tomou frente da sua exposição e da proposição de novos pontos.
ConteúdoMostrou pouca proatividade na construção do conteúdo.Contribuiu para a construção do conteúdo, mas ainda deixou a desejar, deixando lacunas no resultado final.Contribuiu significativamente para o conteúdo.Contribuiu significativamente para o conteúdo, dominando assim as respostas aos pontos de reflexão propostos.
Trabalho ColaborativoMostrou não interagir bem ou não se mover para o trabalho colaborativo.Participou do trabalho colaborativo com dificuldade.Trabalhou bem em equipe.Trabalhou bem em equipe, tomando frente quando devia e, ainda assim, ouvindo e respeitando o outro.
ApresentaçãoTeve muita dificuldade ou má vontade na apresentação do projeto.Apresentou o projeto com muita ajuda, mostrando não dominar totalmente a atividade.Mostrou entendimento do projeto e preparação para a apresentação.Apresentou o projeto com fluidez, liderança e domínio do assunto.

O que deve compor uma rubrica?

Mesmo que tenhamos trazido um exemplo acima, ainda é importante mencionar sobre os componentes que devem estar presentes em qualquer rubrica avaliativa, o que te ajudará com sua elaboração, independentemente de qual seja o tipo de avaliação. Confira:

  • Descrição detalhada da tarefa: é fundamental explicar bem o que se espera dos alunos naquela atividade, de modo que eles saibam o que fazer para atingir os resultados de ensino-aprendizagem esperados.
  • Dimensões da tarefa: aqui, devem constar os aspectos que serão avaliados na atividade, como Entendimento, Conteúdo, Trabalho Colaborativo e Apresentação no exemplo anterior.
  • Escala de desempenho: a rubrica também deve trazer uma escala com diferentes níveis de desempenho, como Iniciante, Aprendiz, Avançado e Mestre no exemplo anterior.
  • Descrição dos níveis de desempenho: por fim, a rubrica avaliativa precisa trazer uma descrição do que os alunos precisarão atingir para conquistar cada nível de desempenho da atividade solicitada, como consta nos quadrinhos que se encontram entre a parte de dimensões e desempenho da rubrica que usamos como exemplo anteriormente.

Ao seguir esse modelo, torna-se possível criar uma rubrica avaliativa para diferentes tipos de avaliação.

Quais são os benefícios da rubrica de avaliação?

Algumas das principais vantagens de adotar as rubricas avaliativas são as seguintes:

  • Agilizar a correção das avaliações. Com uma escala avaliativa, os professores ganham tempo na correção, já que seu trabalho será reduzido, tendo em vista que precisarão ver qual nível de desempenho previamente determinado mais se aproxima ao que o aluno apresentou.
  • Maior transparência. Como os estudantes também terão acesso às rubricas, eles conseguirão entender melhor porque atingiram o desempenho apresentado pelos professores.
  • Mapeamento mais preciso do desempenho dos estudantes. Os professores terão uma visão mais personalizada do desempenho de cada aluno. Afinal, se ele atingiu o nível de desempenho “5” em uma escala de 1 a 5, o professor conclui que ele apresentou o melhor resultado esperado para aquela atividade.
  • Conceitos ao invés de notas. As notas nem sempre levam em consideração o real desempenho dos alunos. Com a avaliação por rubrica, o professor consegue trabalhar com conceitos, que são menos “frios” que as notas propriamente ditas.
  • Versatilidade para aplicação em diferentes tipos de avaliação. Como a rubrica é, na verdade, uma ferramenta, ela pode ser utilizada com diferentes tipos de avaliação da aprendizagem, de acordo com o que o professor julgar mais adequado em cada caso.

Leia também: 7 modelos de provas diferentes para ter uma avaliação inovadora em sua escola

Como obter bons resultados na avaliação por rubrica?

Algumas sugestões são valiosas para conseguir otimizar os resultados por meio da aplicação das rubricas avaliativas, como as seguintes:

  • Explique aos alunos sobre as rubricas de aprendizagem. Como essa é uma ferramenta que nem sempre é utilizada, vale explicar bem como ela funciona para os alunos antes da aplicação da atividade.
  • Compartilhe a rubrica com os alunos. É importante que eles tenham acesso à rubrica para saber quais são os níveis de desempenho esperados para a atividade.
  • Mantenha a clareza e a transparência. Indique quais critérios são importantes para se atingir naquela atividade, além de uma eventual ordem de importância (caso haja). Assim, os alunos saberão exatamente o que se espera deles.

Qual é a relação da avaliação por rubrica com o Ensino Híbrido?

Em nosso artigo com as dúvidas sobre o Ensino Híbrido, nós mostramos que ele é uma ótima alternativa para a volta às aulas em um cenário de pandemia. Além disso, também comentamos sobre os diferentes tipos de avaliação que podem ser aplicados neste contexto.

Quando pensamos na implementação do Novo Ensino Médio, nós vemos que há uma série de mudanças em relação ao que era praticado antes, como os itinerários formativos e as diferentes habilidades que precisarão ser avaliadas, como as competências socioemocionais, por exemplo.

Porém, as mudanças também devem se estender para estágios anteriores da Educação, de modo que os alunos cheguem ao Ensino Médio mais preparados para lidar com essa nova realidade. Logo, as mudanças podem vir desde os primeiros contatos com a Educação Básica.

As rubricas avaliativas são ferramentas valiosas para medir as competências socioemocionais e comportamentais, além de também poderem ser aplicadas às competências técnicas, o que a transforma em uma solução bastante versátil – e, portanto, preparada para as novas demandas do Ensino Híbrido.

Ainda comentando sobre a diversificação e aliando a isso o uso da tecnologia, tão importante no cenário do Ensino Híbrido e Remoto, novas soluções avaliativas são determinantes para otimizar o desempenho de todos os envolvidos, de alunos a todo o corpo docente e gestor das instituições de ensino.

Além da avaliação por rubrica, se você deseja dar mais um passo rumo à evolução em sua instituição de ensino, conheça as soluções da Prova Fácil e veja como a tecnologia te colocará em outro patamar em relação à inteligência de dados, o que, por sua vez, é um diferencial competitivo e tanto em uma área tão concorrida!

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