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BNCC e as avaliações: como adaptar as rotinas?

A Base Nacional Comum Curricular pretende equilibrar o ensino nas diferentes escolas brasileiras. Apesar de nem sempre ser o foco das discussões, as avaliações na BNCC também mudam de maneira significativa — e sua instituição de ensino precisa estar preparada.

No cenário atual, a avaliação serve como instrumento para verificação da aprendizagem. Por meio dela, é possível saber se a turma assimilou os conhecimentos e apresentou bons resultados, se é necessário fazer algum trabalho individual e até se as estratégias de ensino precisam ser modificadas.

No futuro, haverá uma matriz comum para todos. Com isso, habilidades e competências terão um foco diferenciado. Afinal, a ideia é desenvolver o estudante em suas mais diversas dimensões, como física, intelectual, cultural e emocional.

Para chegar a esse patamar, é necessário modificar as rotinas educacionais e as práticas exercidas em sala de aula. Somente dessa forma será possível incorporar as modificações exigidas pela BNCC nos mais diferentes âmbitos escolares.

Como aliar todos esses aspectos? Vamos discutir o assunto e apresentar algumas alternativas neste artigo. Confira!

O que é a BNCC e como ela funciona?

A BNCC faz parte de um projeto completo e complexo, cuja principal responsabilidade é determinar as diretrizes para a elaboração de currículos escolares. O propósito é acabar com as disparidades existentes no País e regulamentar as aprendizagens essenciais a serem trabalhadas em sala de aula.

A partir de sua implementação, a ideia é que tanto escolas públicas quanto privadas tenham o mesmo currículo a ser repassado para os educandos em seus diferentes níveis de ensino. Assim, o objetivo é igualar a construção do conhecimento para gerar objetivos de aprendizagem comuns a todos.

Por isso, a BNCC nasce com objetivos já determinados. Cada um deles passa por etapas, que permitirão avaliá-los e rastreá-los a nível nacional a partir de avaliações censitárias, a exemplo da Prova Brasil.

Para efetivar essa ideia, os objetivos são primeiro transformados em descritores. A partir disso, são elaborados itens com diferentes graus de dificuldades, para pré-aprovação. Aqueles que forem autorizados seguem para um banco de itens para escolha posterior, quando for necessário formar a avaliação.

Com o código específico e os dados de aplicação, será possível identificar as respostas dos estudantes. Além disso, as avaliações terão validade comparativa, porque as provas serão utilizadas no ano seguinte para equalizar a performance dos estudantes.

Esse processo também é passível de aplicação na sua instituição de ensino. Basta colocar em prática a mesma ideia a partir das diretrizes da BNCC e utilizar diferentes modelos de avaliação. Junto a isso, é importante adotar ferramentas de tecnologia capazes de monitorar o desempenho dos alunos e gerar relatórios com dados da educação.

É o caso de utilizar, portanto, softwares de gestão de provas. Eles ajudam a elaborar provas que realmente contribuem para a aprendizagem e ainda utilizam técnicas de Big Data e machine learning, por exemplo, para sinalizar quais são as melhores práticas pedagógicas. O resultado é a inserção da transformação digital na educação.

O que muda nas rotinas das avaliações formativas?

A BNCC muda as avaliações formativas, também chamadas de contínuas. Elas consistem em propostas avaliativas capazes de melhorar o processo de ensino a partir dos dados coletados na aplicação de provas e outros instrumentos. O objetivo é identificar dificuldades de aprendizagem para a correção rápida.

No âmbito nacional, as avaliações da BNCC ajudarão a definir um projeto educacional comum, com intenções e expectativas a serem cumpridas por todas as instituições de ensino do País. Assim, deixa de haver um estreitamento dos objetivos de aprendizagem, como ocorre hoje, o que provoca  uma revisão completa das matrizes e dos descritores adotados. 

A ideia é mudar o contexto, muitas vezes, aplicado hoje, ou seja, os conteúdos a serem ensinados em sala de aula devem ser determinados a partir do currículo nacional. 

A inversão dessa ordem permite obter melhorias educacionais. É claro que, para isso, é preciso atentar ao fato de que a BNCC não tem o propósito de intervir na metodologia de ensino, atividades e sequências didáticas desenvolvidas e definição de projetos.

Ainda assim, várias são as rotinas a serem modificadas para o docente, que precisa se tornar cada vez mais um professor 3.0. Entre as principais alterações estão:

Intensificação do protagonismo do aluno

O estudante como centro do ensino-aprendizagem e as metodologias que favorecem a personalização é o foco atual. Esse modelo é uma ruptura de paradigma, já que, até alguns poucos anos atrás, o professor era o único detentor do conhecimento.

Agora, a ideia é a atuação do docente como orientador, dentro do contexto de aprendizagem adaptativa. Uma metodologia viável é o Team Based Learning (TBL), que favorece a avaliação dos alunos no contexto de uma estratégia em grupos e colaborativa, ao mesmo tempo que verifica a atuação individual.

Inserção da tecnologia

A BNCC propicia o aumento da inserção da tecnologia na sala de aula, a fim de aumentar a construção do conhecimento por meio dessas ferramentas. A proposta está determinada na Competência 5 do documento, que sinaliza:

“Compreender, utilizar e criar tecnologias digitais de informação e comunicação de forma crítica, significativa, reflexiva e ética nas diversas práticas sociais (incluindo as escolares) para se comunicar, acessar e disseminar informações, produzir conhecimentos, resolver problemas e exercer protagonismo e autoria na vida pessoal e coletiva”.

Com essa medida, é possível facilitar a elaboração de provas e ter estudantes mais engajados e capazes de analisar diferentes situações. Isso contribui para a melhoria do processo decisório e desenvolvimento de habilidades.

Mudanças na perspectiva do planejamento escolar e do PPP

O Projeto Político Pedagógico da escola precisa mudar, com novos pontos de vista aplicados pela gestão. A proposta é fazer uma atualização constante, com construção coletiva para entender e contemplar a realidade dos alunos.

Modificação no formato de avaliação

A prova pela BNCC tem o objetivo de fazer uma análise global e integral do estudante. É aí que entra a avaliação formativa, que deve considerar “os contextos e as condições de aprendizagem, tomando tais registros como referência para melhorar o desempenho da escola, dos professores e dos alunos”, destaca o documento.

Além disso, o processo de aprendizagem deve analisar as diferentes culturas, infâncias e juventudes, além dos desafios da própria sociedade. Ao implementar essa avaliação global, há uma contribuição mais direta para o desenvolvimento do educando.

Como as escolas devem repensar as avaliações na BNCC?

Esse novo cenário exige uma mudança de postura por parte dos professores e da gestão. O que fazer? As mudanças nas rotinas da avaliação formativa já evidenciam parte do que precisa ser feito. Mas ainda existem outras dicas importantes, que vamos mostrar agora. Veja!

Aposte nas novas formas de avaliação

As avaliações na BNCC continuam tendo importância. No entanto, existem outras formas de fazer essa análise global, tão desejada pelo novo documento. Entre as opções, as principais são:

Feedback 360º

Uma avaliação em grupo que tem o objetivo de analisar os estudantes em âmbitos individual e grupal. Apesar de ser uma estratégia do mundo corporativo, chegou às escolas por sua fácil aplicação. Para isso, é preciso:

  • elaborar um formulário com perguntas que estimulem a reflexão;
  • orientar os alunos a fazerem uma autoavaliação com base nas perguntas;
  • solicitar a apresentação das respostas;
  • indicar à turma para avaliar os colegas.

Entre as diferentes possibilidades, é possível avaliar o desenvolvimento do estudante em um projeto ou período, ou sua colaboração entre os membros da equipe.

Portfólio

Esse arquivo pessoal de atividades armazena as produções dos alunos com o passar do tempo. Com isso, é possível verificar o desenvolvimento de habilidades e competências. Entre suas facilidades está a possibilidade de trabalhar com: resenhas, narrativas, dissertações, desenhos, imagens, coleção de notícias e reflexão sobre informações. Para ser eficiente, execute os seguintes passos:

  • estabeleça os objetivos de aprendizagem do período;
  • defina as atividades continuadas;
  • oriente os estudantes a arquivarem suas atividades no período;
  • ofereça uma reflexão ao final sobre a melhoria das habilidades e competências.

Rubrica

A ideia é fazer uma avaliação de parâmetros para identificar as expectativas de aprendizagem e torná-las visíveis para saber se o desenvolvimento esperado está sendo atingido. Por isso, o foco é o processo e o desenvolvimento da atividade. Para aplicar a rubrica, é importante:

  • definir as expectativas de aprendizagem e de desempenho;
  • elaborar uma tabela com os objetivos;
  • estabelecer níveis de aprendizagem para identificar o domínio dos alunos;
  • orientar a reflexão dos estudantes sobre o aprendizado.

Entre as possibilidades de avaliação estão: dimensões de esforço e dedicação, proficiência ou avanço pelas etapas da atividade, e habilidades e competências exercidas.

Qualifique os docentes

Os professores precisam aperfeiçoar suas competências e habilidades para lidar com os estudantes nesse novo cenário. Eles precisam se adequar ao novo contexto pedagógico e ter capacidade para lidar com a estrutura curricular diferenciada.

Isso significa aperfeiçoar as práticas pedagógicas e também se adaptar às novas necessidades da sociedade, a partir da consideração da transformação digital e da indústria 4.0. Para basear as ações, é importante capacitar os docentes para correlacionar conhecimentos e apostar na inovação.

Esse aspecto é fundamental para a melhoria da educação nas instituições de ensino. Afinal, o País estava na 69ª posição do Ranking de Inovação em 2017, enquanto em 2011 havia conquistado o 47º lugar.

Invista na autonomia dos estudantes

A aprendizagem adaptativa e o desenvolvimento da criatividade, do autoconhecimento, da cooperação e da resiliência são fundamentais para o processo de ensino-aprendizagem amplo. Essa é uma maneira do aluno estar preparado para continuar os estudos, cuidar de sua saúde física e mental, além de ter uma renda mais estável.

Nesse processo, o papel dos professores é essencial. Eles precisam rever suas posturas e comportamentos, assim como refletir sobre as contribuições de sua disciplina para o desenvolvimento das 10 competências esperadas pela BNCC.

Ao mesmo tempo, é preciso estabelecer uma parceria com a coordenação pedagógica, a fim de reavaliar as práticas adotadas. Vale a pena implementar um plano de capacitação com formatos diferentes para alcançar esse propósito.

Utilize a tecnologia

A BNCC prevê o uso da tecnologia nos componentes curriculares. Um software de gestão de provas contribui para a melhoria dos resultados por otimizar os processos e gerar relatórios com as notas obtidas por aluno e turma.

Essas soluções ainda facilitam a elaboração de provas e contribuem para que as avaliações na BNCC sejam mais eficientes, inclusive com a possibilidade de trabalhar a personalização do ensino.

Junto a isso, estabeleça um perfil de liderança pedagógica para o aluno assumir o protagonismo de seu aprendizado. Implemente espaços de convivência para diálogos e debates de ideias — eles são relevantes nesse novo contexto.

Com todas essas propostas, fica mais fácil implementar a avaliação formativa em sala de aula e estabelecer uma aprendizagem constante por meio de diferentes atividades. Isso facilita o desenvolvimento de competências, o planejamento de práticas específicas e a identificação de dificuldades.

Assim, mais que estabelecer um currículo comum, as avaliações na BNCC são aspectos fundamentais, que contribuem para o desenvolvimento dos estudantes. A tendência é ter educandos mais autônomos e profissionais mais experientes no futuro, capazes de tomar suas decisões de forma inteligente.

Entendeu como a BNCC é relevante para as rotinas pedagógicas? Saiba mais sobre como esse documento mudará o ensino a partir do impacto de suas mudanças no vestibular.


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