Como as avaliações externas ajudam na aprendizagem?

26 de outubro de 2016

Adotadas pelo Ministério da Educação (MEC) a partir da década de 90, as avaliações externas têm se tornado cada vez mais um mecanismo de orientação para instituições de ensino, municípios e Estados que querem obter um bom resultado de ensino baseado nas aferições determinadas pelos testes. No Brasil, as avaliações externas surgiram a partir da criação do Sistema Nacional de Avaliação da Educação Básica (Saeb), em 1990, por meio do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep).

Hoje em dia, alguns exames são essenciais para entender a qualidade do aprendizado de alunos e direcionar recursos do MEC para ações responsáveis por solucionar problemas mais graves da educação no país. Podemos destacar, entre eles, a Avaliação Nacional da Educação Básica (Aneb), a Prova Brasil, Avaliação Nacional de Alfabetização (ANA) e o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). Há também avaliações internacionais como o Programa Internacional de Avaliação de Alunos (Pisa) que têm respaldo importante entre os educadores.

O que é avaliado?

Cada um desses exames é diferente entre si e tem um objetivo diferente. O Enem, por exemplo, além de ser a principal porta de entrada para o ensino superior no Brasil, também é uma ferramenta de avaliação de alunos que estão concluindo o Ensino Médio. E, dessa maneira, ele é mais completo já que o conteúdo avaliado abrange tudo o que foi ensinado nos três anos do período.

Outras avaliações externas são mais restritas mas, nem por isso, menos importantes. Caso da Prova Brasil, que avalia o nível de aprendizado dos alunos do 5º e 9º anos do Ensino Fundamental, além do 3º ano do Ensino Médio, nas disciplinas de Língua Portuguesa, Matemática e Ciências (disciplina incluída a partir de 2013). Já a Aneb avalia o desempenho em Português e Matemática dos estudantes de escolas das zonas urbana e rural que estão no 4º, 5º, 8º e 9º anos do Ensino Fundamental e 3º ano do Ensino Médio.

A ANA é uma avaliação anual para verificar os níveis de alfabetização de alunos da 3ª série do Ensino Fundamental das escolas públicas.

Explore os dados ao máximo

Depois de os alunos serem submetidos a exames, como os citados acima, é hora de aproveitar os resultados da melhor forma possível. O MEC criou uma ferramenta destinada especialmente para este fim. A Plataforma Devolutivas Pedagógicas permite visualizar o desempenho dos estudantes de sua escola e comparar os resultados com outras instituições de ensino que sejam referência para sua escola. Também é possível comparar as notas entre dois Estados.

Especialistas alertam que basear a formulação de políticas públicas somente nos dados obtidos pelas avaliações externas pode ser perigoso, embora, esses resultados possam servir como diagnóstico para adotar mudanças mais ou menos profundas em uma instituição ou mesmo pelo Ministério da Educação.

No entanto, uma pesquisa feita pela Fundação Lemann, Itaú BBA e Instituto Credit Suisse Hedging-Griffo mostrou que as escolas que têm controle das avaliações externas podem colher resultados melhores. O levantamento apontou que seis escolas públicas do Rio de Janeiro que estão alcançando bons resultados nos anos finais do Ensino Fundamental realizam a Prova Brasil e outras avaliações externas estaduais e municipais que ajudam a rever práticas, “revisão do planejamento de aulas, aspectos metodológicos e avaliações internas”.

As avaliações externas contribuem para mudanças de procedimentos na sua instituição? Conte para a gente nos comentários aqui embaixo.

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