Como Instituições de Ensino Podem Investir em Tecnologia Educacional em 2018

11 de dezembro de 2017

O ensino básico já está demonstrando, há alguns anos, que o seu futuro passa por agregar ferramentas tecnológicas aos métodos tradicionais de educação. Por um lado, professores que não largam mão dos livros didáticos vem se adaptando para incluir em suas aulas os conteúdos educacionais proporcionados por meios tecnológicos, como smartphones ou tablets, por exemplo, que há poucos anos sequer existiam. Dessa forma, aplicativos foram levados para as salas, conforme o currículo escolar vai sendo cumprido. O objetivo é um só: diversificar os métodos de ensino, para incluir novas formas de conhecimento ao aluno.

Por outro lado, os gestores de instituições de ensino se conscientizaram de que, procurando certo, as ferramentas poderiam ser uma “mão na roda” e economizar um tempo precioso gasto com atividades burocráticas. Investir em ferramentas de gestão de provas pode significar menor desperdício de tempo e, consequentemente, maior qualidade de vida por parte dos docentes. Ao mesmo tempo, dispor de software que te ajuda a organizar tarefas vitais para o funcionamento de uma escola permite que o gestor possa se dedicar a outras tarefas mais estratégicas.

No ensino superior, a tendência de investimento em tecnologia não é diferente. De forma global, a tendência é que as redes sociais assumam um papel de protagonismo na questão educacional. Pode parecer um pouco assustador, mas são as redes que tem a capacidade de popularizar qualquer tipo de serviço ou conteúdo. Duvida? Uma pesquisa da Business Insider mostra que 2 bilhões e 700 milhões de pessoas (o equivalente a 40% da população mundial) está inserida neste contexto. No caso do Brasil, bem como em outros países latino-americanos, as universidades têm encontrado o caminho para se adaptar a uma realidade muito mais dinâmica, seja por meio do fomento à educação à distância ou ao ensino colaborativo.

Brasil: ensino online é tendência para o futuro

O Panorama Tecnológico das universidades brasileiras foi elaborado em 2014 pela NMC (New Media Consortium) e mostra quais são as principais tendências para tecnologia educacional no nosso país. Segundo o estudo, nos próximos dois anos, o foco das atenções será na popularização do ensino online no país, a ponto de que se torne uma alternativa viável para alguns casos de ensino presencial. Isso porque o investimento em educação online pode flexibilizar, facilitar o acesso e oferecer uma maior integração de recursos tecnológicos com os conteúdos pedagógicos.

No mesmo período, o ensino híbrido – que alia o estudo em ambiente virtual, num primeiro momento e, mais tarde, o contato com colegas para a troca de conhecimento – também ganhará forças no país, porque vai equilibrar os ambientes virtuais e presenciais para que os alunos tirem melhor proveito de cada um deles. Neste cenário, o professor deve assumir nova postura. Em vez de ser a única fonte de informação, o docente passa a ocupar um papel de tutor, aquele que dá um suporte ao aluno e que facilita e promove o desenvolvimento independente dos estudantes.

Já para o período de três a cinco anos, a previsão é para o fortalecimento do open source, que são plataformas que possuem o código aberto. Isso significa que, com acesso livre ao código dos softwares, os alunos podem customizar as plataformas como preferirem ou até mesmo compartilhar este código para o desenvolvimento de novas tecnologias.

Os cursos livres, como MOOCs, Teds , Wikipedia e a Khan Academy também estarão em alta. Além disso, o relatório prevê o crescimento de empreendedores e start-ups na área de educação no país.

A cultura maker – que estimula os alunos a criarem o próprio conteúdo e compartilharem na web via redes sociais – também é uma marca forte a médio prazo. Essa iniciativa também fortalecerá o ensino de design e empreendedorismo nas universidades, já que são áreas que têm a cultura maker no DNA.O ensino via aplicativosem dispositivos móveis também está na pauta do futuro da educação brasileira.

Em um prazo de cinco anos ou mais, a tendência da tecnologia na educação para o Brasil é de mudança na abordagem pedagógica: a tendência será de priorizar modelos de educação mais ágeis e de adaptação mais fácil. O uso de dados (big data) para a produção da área acadêmica também é prevista como ponto forte. Realidade aumentada, internet das coisas e inteligência de localização já serão realidade no cotidiano das universidades brasileiras daqui a cinco anos.

Se quiser saber como é que serão as escolas daqui a 30 anos, clique aqui.

Colaboração é chave para a educação na América Latina

Para a América Latina, a tendência mais forte para os próximos dois anos, segundo documento elaborado pela NMC, é do desenvolvimento e fortalecimento do ensino colaborativo. Em outras palavras, trata-se de um modelo de ensino que conecta pessoas que querem ensinar a pessoas que querem aprender, permitindo a troca de informações de diversas redes sobre qualquer tipo de área de conhecimento.

Também neste período, está previsto o fortalecimento do ensino móvel (por meio de smartphones e outros gadgets) do open source e, também, do compartilhamento de conhecimento e conteúdo acadêmico via redes sociais.

No prazo de dois a três anos, ainda de acordo com o estudo do NMC, a grande novidade no ensino na América Latina será o uso da realidade aumentada (RA), especialmente quando há a necessidade de ensino de conceitos abstratos. Esse tipo de tecnologia aproxima o mundo real do ambiente virtual, permitindo uma troca de informações práticas e úteis em tempo real. O learning analytics, que trata de uma forma de mensurar o aprendizado também aparece como ponto a ser largamente utilizado na região.

Em longo prazo, o grande destaque fica para o aprendizado mecânico. A novidade para o uso de robôs dentro da sala de aula é tão grande que esta é a primeira vez que o termo aparece no relatório da NMC. Em outras palavras, o ensino mecânico trata-se da capacidade dos computadores de agirem e reagirem sem terem sido programados especificamente para uma determinada ação ou reação. Dessa forma, os sistemas não apenas reconhecem e interpretam informações, como também aprendem com elas.

O relatório de tendências de tecnologia educacional nas universidades da América Latina também aponta um ponto forte de convergência a aprendizagem móvel, também presente nos relatórios realizados no ano anterior que tiveram como base o ensino no mundo e nos países ibéricos (Espanha e Portugal).

Baixe grátis o nosso [Checklist] da Transformação Digital na Educação