Como Boas Avaliações ajudam na Aprendizagem?

13 de outubro de 2017

Como Boas Avaliações ajudam na Aprendizagem

aprimore educacional

 

Autora:

Daniella Gandra é especialista em EAD, revisora e fundadora do site Aprimore Educacional.

 

 

Atualmente os sistemas educacionais estão focados no processo de avaliação, tanto das escolas quanto do ensino e aprendizagem. Trata-se de um instrumento motivacional para professores e alunos com o objetivo de melhorar a qualidade da educação.

Alguns países como Suécia, Dinamarca e Noruega, o processo avaliativo independe de notas. No Brasil, por outro lado, o desempenho do aluno ainda é atribuído a um dado numérico, através de testes e provas.

Qualquer que seja, a forma de avaliação da aprendizagem só é válida quando bem utilizada a partir de uma visão mais descentralizadora do professor em relação ao seu aluno – no entanto, ainda como o mentor responsável.

COMO AVALIAR?

  • Avaliação abrangente — Todos os elementos envolvidos na aprendizagem, desde instituição acadêmica, ambiente de estudo, materiais, professores e alunos devem ser avaliados para que revelem certa coerência quanto aos objetivos de aprendizagem, que precisam estar alinhados às ações destes agentes;
  • Avaliação atendendo à avaliação — É importante também dispor de ferramentas avaliativas que se relacionem com as metas educacionais, em nível nacional;
  •  Foco nas práticas em sala de aula — Outro fator fundamental é a devida atenção ao que é realizado em sala de aula (presencial e virtual). Isto é, na prática, com a finalidade de levar o aluno a compreender como se utilizar daquilo que aprendeu em seu cotidiano;
  • Aluno como centro do processo ensino-aprendizagem — Não menos relevante mas, sim, peça essencial no processo avaliativo da aprendizagem é situar o aluno no centro do seu próprio processo de aprendizagem, fornecendo os recursos adequados e suficientes para que ele possa assumir uma autonomia que construa o seu conhecimento.

 

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Tratando-se então das boas práticas avaliativas, cabe ao professor considerar aquilo que o aluno já conhece e deixar de lado, durante esse processo de avaliação da aprendizagem, as respostas prontas, o certo ou o errado de uma questão. Demonstrar interesse em perceber o que fez o aluno chegar àquele entendimento, ou seja, valorizar o seu aluno é igualmente importante.

Ainda é necessário permitir que o aluno autorregule sua própria aprendizagem ao ser guiado pelo professor no decorrer do processo de avaliação e preparado para adquirir novas competências previamente observadas.

 

PRINCIPAIS AÇÕES QUE VIABILIZAM A APRENDIZAGEM:

  • Quando o aluno reconhece a razão de aprender o que aprende. Além de todos os critérios envolvidos, o feedback do aluno em relação ao professor e do professor em relação ao seu aluno deve ser claro e facilitador de reajuste da rota de aprendizagem.
  •  Na avaliação justa mede-se a melhoria da aprendizagem e a motivação do aluno, sendo imprescindível que o professor se valha de uma variedade de fontes alternativas durante o processo avaliativo para conhecer o seu aluno e adaptar método e conteúdo ao seu estilo de aprendizagem.
  •  Além disso, o apoio recorrente, constante e bidirecional durante o processo avaliativo entre professor e aluno precisa ser acessível, no sentido de ambos identificarem a necessidade de aprendizagem para averiguar o que deve ser ajustado. Tal processo deve estar também ancorado por dimensões sociais e culturais.
  •  Tais dimensões se tornam possíveis de se alinharem ao processo de avaliação da aprendizagem quando incluímos as próprias experiências e a cultura do aluno nas práticas avaliativas, favorecendo as situações de risco e erro, de forma a encorajar esse aluno a apropriar-se do seu conhecimento sem nenhum receio ou constrangimento.

Um mecanismo que pode ser usado para incorporar as dimensões sociais e culturais na avaliação de aprendizagem é baseado no conceito de Ako, da cultura Maori, originária da Nova Zelândia, e contextualizado na área da educação. Ele explica que a aprendizagem é mais facilmente alcançada quando aluno e professor estabelecem uma relação ou interação recíproca em que assumem papéis encadeados, cujo objetivo é a busca pelo conhecimento por meio da cooperação.

Manter uma atitude positiva mesmo diante do erro é a chave para abrir o leque de oportunidades de aprendizado. Quando o ato de errar é encarado como uma etapa a ser vencida e ao enfatizar o progresso e a realização do aluno e do professor, onde ambos são partícipes e aprendizes do conhecimento.