Coronavírus: como instituições de ensino podem se preparar para o EaD

1 de abril de 2020

Desde o início do ano, diversos países ao redor do mundo tiveram que mudar drasticamente o seus modos de vida por conta da proliferação do novo coronavírus. Com isso, as relações de trabalho e consumo também tiveram que se adaptar e, a educação, não fica de fora dessa. Até porque o atraso no pagamento de mensalidade pode vir a ser uma realidade que os colégios terão que enfrentar.

No Brasil, a maioria dos estados suspenderam as aulas nas redes pública e privada, desde a educação infantil até o ensino superior, mas se para muitas universidades o ensino a distância já é uma realidade, para as escolas e os colégios, o cenário é outro.

Como uma escola pode adotar o ensino a distância?

Adotar o ensino a distância não é fácil, requer planejamento e investimento, porém, a crise na qual o mundo se encontra exige que as instituições apresentem soluções para resolver o problema neste primeiro momento.

Diferente das universidades, o universo da educação básica brasileira é amplo e diverso. De acordo com o Censo Escolar de 2019, divulgado pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisa (INEP), o Brasil conta com quase 48 milhões de alunos, de 0 a 18 anos, matriculados nas instituições das redes públicas e privada. 

Visto isso, para falar sobre educação a distância, precisamos primeiro entender a realidade do nosso país.

Atualmente, existem mais de 180 mil escolas, desde creches até o ensino médio espalhadas ao redor do Brasil. Dentre elas, 90% estão localizadas em contexto urbano e o restante se encontram em zonas rurais. Além disso, questões como infraestrutura da escola, quantidade de alunos e condições de ensino também variam muito de uma instituição para outra. 

Este cenário é complexo e torna o desafio de ministrar aulas a distância muito maior, pois uma medida tomada de maneira generalizada pode ressaltar ainda mais as desigualdades já existentes. 

Então, como fazer isso?

Muitas instituições já possuem a tecnologia e estrutura necessárias, bem como profissionais capacitados para transmitir aulas onlines, mas isto representa uma pequena parcela das instituições de ensino do país.

Porém, existem algumas medidas que podem ser feitas para dar seguimento às aulas, mesmo a distância. Confira:

  • Crie um canal único de comunicação

Ter um canal único de comunicação é importantíssimo para centralizar as informações e entender as expectativas de todos os envolvidos no processo. O ideal é ter uma plataforma específica com os professores e equipe interna, outra com os pais e uma apenas com os alunos.

  • Capacite os profissionais

Apesar de a internet e a tecnologia estarem muito presentes em nossas vidas, ela ainda não é tão utilizada no âmbito escolar, principalmente quando falamos de ensino básico.

Definir uma plataforma para realizar as aulas, seja pela elaboração de  e-books, transmissões ao vivo, podcast, ou WhatsApp é importante, mas o resultado não será tão eficiente se os profissionais, no caso, os professores, não estiverem minimamente familiarizados com o meio escolhido. 

Capacitar e exigir que o profissional domine a ferramenta é injusto, mas é possível mostrar o caminho e orientá-lo para que ele possa fazer o melhor possível dentro do cenário atual e das suas limitações.

  • Tenha um planejamento de ensino

Planejar o conteúdo que será transmitido é um passo fundamental para escola adotar o ensino a distância. Para isso, é preciso que a equipe docente esteja alinhada e que faça a seleção do que será ensinado: serão passados matérias e conteúdos específicos ou projetos que integrem diferentes disciplinas? 

 O ensino presencial é insubstituível, mas a organização e a criatividade podem fazer a diferença nas aulas online. 

  • Garanta que todos alunos participem

O principal papel do ensino a distância neste momento é garantir que as crianças e adolescentes possam dar continuidade aos seus estudos, visto que ainda não há uma data certa para o retorno às escolas.

Sendo assim, é papel da instituição de ensino se certificar de que todos os alunos terão acesso ao conteúdo divulgado e que eles tenham o equipamento a disposição para assistir às aulas, seja um computador, tablet ou smartphone. 

Plataformas gratuitas para o ensino a distância

Algumas escolas possuem a tecnologia, infraestrutura e investimento necessários para criar uma plataforma própria, mas isso é exceção. 

Porém, empresas como o Google e a Microsoft possuem ferramentas gratuitas para que os colégios possam gerenciar aulas e armazenar conteúdos e atividades, como o Google Sala de Aula e o Microsoft Teams

Outras plataformas, como Zoom e Whereby também são boas alternativas para a realização de videoconferências, com custo zero nas opções mais básicas. 

Virar a chave do ensino presencial para o ensino a distância em um período tão curto de tempo, não será fácil e nem factível para muitas escolas. Mas, é certo dizer que a pandemia do covid-19 acelerará uma questão que há muito tempo vem sendo discutida entre educadores do mundo inteiro: as vantagens e desvantagens do EaD na educação de crianças e adolescentes.

Esse artigo foi escrito pela Melhor Escola, uma startup que conecta alunos a vagas com desconto, sendo o maior marketplace de ensino básico com milhões de usuários e mais de 7 mil escolas parceiras. Leia mais conteúdos como esse clicando aqui.