Curva do Esquecimento: Como acontece e como agir?

11 de fevereiro de 2022
curva do esquecimento

Você já reparou quanto tempo levamos para esquecer algo que aprendemos? Já se perguntou por que algumas informações são esquecidas e outras não? As respostas para essas perguntas podem ser encontradas no estudo da curva do esquecimento.

O esquecimento nada mais é do que mais um dos múltiplos processos que fazem parte das nossas atividades cerebrais diárias.

E, assim como qualquer outro processo, ele tem suas funções, vantagens, desvantagens e perigos.

Venha entender cada um dos casos e como agir em cada situação!

Afinal, o que é a Curva do Esquecimento? 

A curva do esquecimento foi descoberta em 1885, pelo psicólogo alemão Hermann Ebbinghaus. 

Considerado um pioneiro no estudo da memória, Ebbinghaus chamou de “curva” o período que levamos para esquecer informações adquiridas no curto prazo.

Por que ela acontece? 

As razões por trás da curva do esquecimento são completamente naturais, não escondendo nenhum problema ou falha no aprendizado.

Ela faz parte das atividades habituais do cérebro para evitar uma sobrecarga de informações, jogando fora aquilo que ele não considera importante.

Se isso não acontecesse, nós provavelmente desenvolveríamos uma série de problemas psicológicos, incluindo falta de atenção e esgotamento mental, devido ao excesso de informação acumulada.

Como ela acontece?

Observando o gráfico acima, que representa a curva do esquecimento, podemos tirar algumas conclusões:

    • A curva é sempre decrescente, ou seja, as informações perdidas nunca são espontaneamente recuperadas.
    • O início do processo de esquecimento é quase imediato, já que apenas 20 minutos após o recebimento da informação já teremos perdido cerca de 58% dela.
  • O processo é rápido, sendo que, ao final do primeiro dia, dois terços da informação já terão sido perdidos.
  • Após o primeiro dia, a velocidade do esquecimento diminui, mas a perda de informação continua: ao final do primeiro mês, a pessoa se lembrará de apenas 1 ⁄ 5 do que foi inicialmente aprendido.

Como a Curva do Esquecimento pode afetar o desempenho dos meus alunos? 

Já entendemos que a curva do esquecimento tem sua função, sendo inclusive benéfica para a nossa mente. Mas o que acontece quando o cérebro decide descartar uma informação da qual precisaremos depois?

Isso é mais comum do que parece, especialmente no caso de estudantes, que acumulam uma grande quantidade de conhecimento todos os dias. 

Essas novas informações, por não estarem diretamente ligadas com nenhuma necessidade básica de sobrevivência humana, podem acabar entrando na fila para serem descartadas.

Possíveis consequências da curva do esquecimento na minha instituição

Caso não seja devidamente combatida através de estratégias eficientes, a curva do esquecimento pode prejudicar consideravelmente o desempenho dos alunos em sala de aula.

Como já vimos, o processo de esquecimento é rápido. Ao final de um dia de aula, o aluno pode ter esquecido mais de 50% do conteúdo ensinado.

Essa porcentagem pode ser ainda maior no caso de aulas inteiramente teóricas, onde o aluno apenas recebe passivamente as informações.

Como consequência, ele terá mais dificuldade em internalizar o conhecimento e aplicá-lo, tanto no seu dia a dia quanto nas avaliações.

Não dar atenção a esta questão pode gerar um efeito cascata, fazendo com que o aproveitamento de toda a turma caia. Isso acaba deixando o professor desmotivado, e prejudicando os índices de avaliação da instituição e sua reputação de um modo geral.

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Como combater a curva do esquecimento? 

curva do esquecimento

Incentive uma rotina de estudos adequada 

O primeiro passo para combater a curva do esquecimento é a criação e manutenção de uma rotina de estudos.

É importante que o aluno tenha um período fixo do dia reservado para estudar e que este seja seguido à risca.

O estudo deve ser realizado em um local limpo, iluminado e sem distrações.

Também é importante ter em mente a diferença entre estudo e revisão: 

O estudo é o momento em que o aluno vai adquirir ou fixar o conhecimento, através de leituras, atividades e das próprias aulas. 

Já a revisão é o momento em que o conhecimento adquirido será reforçado, revisitando aquilo que já foi visto anteriormente.

Criar uma rotina de revisão 

O hábito da revisão é fundamental para impedir a curva do esquecimento. Porém, não basta apenas ler novamente o conteúdo um dia antes da prova. 

As revisões devem ser feitas em momentos pré-determinados e da maneira correta.

Uma boa forma de organizar as revisões para garantir que o conteúdo não seja perdido é a seguinte:

  • 1ª Revisão: deve ser realizada imediatamente após o estudo. Por exemplo, se o aluno passou 50 minutos estudando, reservar os 5 minutos finais para uma revisão de tudo que foi visto.
  • 2ª Revisão: deve ser realizada 24 horas após o estudo, com duração média de 10 minutos.
  • 3ª Revisão: deve ser realizada 7 dias após o estudo, com duração máxima de 10 minutos.
  • 4ª Revisão: deve ser realizada 30 dias após o estudo, com duração média de 5 minutos.
  • Revisões seguintes: devem ser repetidas a cada 30 dias, com duração máxima de 5 minutos.

Reforce a importância do descanso 

Levando em conta que a curva do esquecimento é uma maneira de não sobrecarregar o cérebro, é importante cuidar para que ele não seja sobrecarregado com o excesso de estudo ou de preocupações.

Isso pode ocasionar uma aceleração no processo do esquecimento, além de dificultar o aprendizado de novos conteúdos.

Portanto, é fundamental respeitar os momentos de descanso e lazer, e não ultrapassar o tempo indicado em cada revisão.

Escolha boas e diferentes metodologias 

Por fim, metodologias dinâmicas e modernas, que tirem o aluno de uma condição passiva, também são indicadas.

Elas fazem o aluno ser mais participativo, permitindo uma melhor fixação do conteúdo e uma redução no impacto da curva do esquecimento.

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Como avaliar o impacto da curva do esquecimento na minha instituição?

Caso não seja devidamente combatida, a curva do esquecimento pode prejudicar não somente o desempenho do aluno, mas também os resultados da instituição como um todo.

E para avaliar o impacto deste e de outros fatores que atrapalham o rendimento dos alunos existe um método que é cada vez mais recomendado: a avaliação diagnóstica!

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