Desafios para o T.I. Educacional: softwares multiserviços e integração

28 de maio de 2020

Adoção é apenas questão de tempo para instituições que querem otimizar sua produtividade e eficiência

Nós vivemos em uma sociedade em que a tecnologia se desenvolve de maneira acelerada. Soluções que pareciam tão distantes há alguns anos já fazem parte de nossa realidade, e não é de se duvidar que devaneios e sonhos tecnológicos para o futuro estejam disponíveis antes que possamos imaginar.

Da mesma forma que tal evolução acontece rapidamente, ela demanda uma adaptação por parte de quem a utiliza, o que por vezes se transforma em um grande desafio, principalmente nas instituições que são mais tradicionais e menos adeptas da tecnologia.

Agora, em nossa série de desafios para 2020, vamos abordar o uso de softwares responsáveis pelo desempenho de diferentes atividades e a integração que se faz necessária entre eles, algo que ganhará importância a cada dia que passa, dadas as novidades que são lançadas no mercado.
Antes disso, porém, vamos conhecer algumas estatísticas relevantes sobre os softwares, que abrirão os seus olhos e comprovarão como é essencial, não mais opcional, tornar a tecnologia uma constante no dia a dia de uma Instituição de Ensino Superior.

Quão importantes são os softwares hoje em dia?

Muito. Com a facilidade trazida pela tecnologia, é evidente que eles ganhariam um espaço sensacional no mercado.

De acordo com o portal Statista, no período de julho de 2018 a junho de 2019, as despesas mundiais com softwares atingiram US$ 1,12 trilhão. Isso equivale a US$ 3,068 bilhões por dia, US$ 127,853 milhões por hora, US$ 2,130 milhões por minuto e US$ 35.515 por segundo!

A mesma pesquisa ainda classificou o tipo de cada software e sua respectiva participação no mercado:

  • Aplicativos (52,3%, US$ 585,76 bilhões)
  • Softwares de infraestrutura (17,7%, US$ 198,24 bilhões)
  • Software as a Service (SaaS, ou software como um serviço) (11,9%, US$ 133,28 bilhões)
  • Sistemas operacionais (6,6%, US$ 73,92 bilhões)
  • Softwares personalizados (5,8%, US$ 64,96 bilhões)
  • Bancos de dados (4,1%, US$ 45,92 bilhões)
  • Softwares analíticos (1,5%, US$ 16,80 bilhões)

Outra pesquisa ainda mais específica sobre o tema aparece no relatório “2019-2025 Global Education Software Market Report”, feito pela Market Study Report, com informações voltadas ao mercado da educação.

De acordo com tal relatório, o mercado global de software de educação atingiu o valor de US$ 2,33 bilhões no ano de 2018, o qual deve chegar a US$ 5,37 bilhões até o final de 2025, resultando em uma taxa de crescimento anual composta (CAGR, ou Compound Annual Growth Rate) de 11%.

O número chama a atenção, já que em um intervalo de apenas 7 anos, o crescimento deve chegar à casa dos 230%, o que mostra como as instituições de ensino terão mudanças diretas em seu modus operandi.
Com isso, temos que o uso de hardware e software na área da educação, que se iniciou no início da década de 1940, com pesquisadores estadunidenses que desenvolveram simuladores de voo com computadores analógicos para a geração de dados instrumentais simulados à bordo, galgaram um bom espaço no mercado.

Veja também: O que é um sistema de gestão de provas?

Como os softwares multiserviços e sua integração se relacionam com os ambientes acadêmicos?

De inúmeras formas, o que passa tanto pela gestão da IES quanto pelo que acontece dentro de uma sala de aula.

Pense, por exemplo, em um sistema de gerenciamento de provas, o qual é responsável por centralizar as atividades realizadas por todas as turmas. Com isto, a maneira de lidar com as provas fica bem facilitada.

O mesmo também se aplica ao uso de um software para leitura de gabaritos, sistema para correção de provas, à realização de uma prova online e a tudo mais que dependa de recursos computacionais para funcionar.

Essas e outras soluções já existem, de fato, mas imagine se elas fossem independentes. O trabalho não seria tão menor do que não usar nenhum sistema, já que a alimentação dos dados teria que ser feita de forma manual e repetitiva, o que toma muito tempo e ainda aumenta as chances de falhas humanas.

Portanto, não basta apenas recorrer a um sistema para correção de provas e a todos os outros citados: é essencial que eles se conversem, de modo que a eficiência na IES realmente melhore.

De acordo com o QS University Ranking 2020, estudo que classifica as 1.000 melhores instituições de ensino do mundo, todas as 19 universidades brasileiras que aparecem no ranking caíram de posição em relação à penúltima edição.

É claro que este é um universo pequeno quando comparado às mais de 2.500 IES no Brasil, de acordo com o “Censo da Educação Superior 2018”, da Diretoria de Estatísticas Educacionais (Deed), mas se as melhores IES caíram no ranking, é de se esperar que as demais também se deparam com dificuldades.

O que fazer para mudar a situação para melhor?

A influência do setor de TI ajuda muito neste sentido, não apenas por este deter uma boa parte do poder de decisão neste sentido mas, principalmente, por seu conhecimento de causa, tanto técnico quanto prático, capaz de elucidar os benefícios reais que tal decisão pode trazer.

A relevância do setor de Tecnologia da Informação e Comunicação (TIC) é tão grande que ele foi responsável por 7% do PIB brasileiro no ano de 2018, de acordo com a Associação Brasileira das Empresas de Tecnologia da Informação e Comunicação (Brasscom), e é evidente a sua importância também nas IES.

Algumas alternativas às quais os colaboradores do setor de TI podem recorrer para superar este desafio são as seguintes:

  • Informar os responsáveis pela tomada de decisões. Como diz uma frase atribuída ao filósofo Francis Bacon, conhecimento é poder. Os profissionais de TI sabem o que é um software para elaborar prova, por exemplo, algo que nem sempre é conhecido pelos diretores e gestores da instituição. Ao informá-los sobre o assunto, as chances de sua implantação aumentam consideravelmente.
  • Mostrar exemplos práticos de eficiência. Outra famosa frase diz que contra fatos não há argumentos. Uma forma simples de ajudar os gestores e diretores da IES a entenderem como os sistemas funcionam é fazer uma demonstração prática, com os potenciais benefícios de que a instituição poderá usufruir já a curto prazo.
  • Combater os sistemas monolíticos. Esses são aqueles sistemas antigos, ultrapassados e pesados utilizados por uma série de empresas e, entre elas, as Instituições de Ensino Superior. Ao invés disso, é muito melhor investir na arquitetura de microsserviços, que consiste em coleções de pequenos serviços autônomos em aplicações desmembradas, as quais ganham em eficiência e agilidade.
  • Propor o uso de softwares multiserviços. Um passo importante em direção à centralização das informações é utilizar programas multiserviços, que possuem uma versatilidade muito maior, impedem o uso de uma série de programas separados e, consequentemente, o abastecimento de diferentes bancos de dados.
  • Colocar a integração de sistemas como prioridade. Ainda que o ideal seja investir em sistemas versáteis, nem sempre é possível encontrar soluções que abranjam tudo o que a instituição precisa. Neste caso, deve-se delegar esforços para integrar os sistemas e, assim, mantê-los maximamente conectados.

Veja também: Entenda o que é API para integração e como ela pode aumentar a produtividade na sua instituição

Conte com a tecnologia e supere os desafios da IES!

Seja um sistema de provas online, um software para leitura de gabaritos, um sistema para correção de provas ou alguma outra solução que vise trazer praticidade, agilidade e segurança à Instituição de Ensino Superior, é certo que a tecnologia veio para somar.

Assim como acontece com outras novidades, é preciso passar por um período de adaptação, com o qual deve-se lidar da melhor maneira possível, tendo em vista todas as vantagens proporcionadas por esta decisão.

Fazer um curso EAD já é uma possibilidade perante as aulas presenciais, as provas podem ser ministradas através da internet ao invés de manualmente e corrigidas com o auxílio de computadores no lugar dos antigos gabaritos, novidades que vieram para ficar.

Os softwares multiserviços e a integração devem ser colocados como prioridade em qualquer Instituição de Ensino Superior, independentemente de qual seja seu porte ou número de alunos, o que beneficiará a todos os envolvidos, dos estudantes aos gestores de TI, ou seja, os investimentos, inclusive financeiros, valem muito a pena.