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Vida de professor

Descubra os melhores métodos de avaliação para seus alunos

O uso das tecnologias educacionais em sala de aula e o próprio perfil dos alunos que ingressaram na escola no século XXI têm causado uma verdadeira revolução na escola como a conhecemos. Isso pode ser sentido de forma clara quando comparamos as instituições, os professores e os alunos de meados do século passado com os mesmos personagens de hoje em dia.

Se recordarmos como funcionava na metade do século XX, vamos pensar em um ambiente de maior disciplina e austeridade em que a única pessoas autorizada a falar era o professor. Havia pouco debate e compartilhamento de informações. Esse perfil de colégio se refletia também na forma como os alunos eram avaliados. Nas décadas de 1970 e 1980, por exemplo, os professores cobravam que os estudantes decorassem o conteúdo que era passado em sala de aula, inclusive com a memorização de alguns detalhes que, embora não fossem tão importantes para o aprendizado, em tese, demonstravam que o aluno tinha prestado atenção à aula e memorizado o conteúdo ensinado.

O culto da memorização criou um termo que depois foi se revelando pejorativo no ambiente de ensino: a decoreba. Esse era um método utilizado por alunos para “decorar” as informações passadas pelo professor em sala de aula e, assim, garantir uma boa nota na prova. Ainda hoje a prova é utilizada em larga escala para avaliar o desempenho dos alunos e o grau de apreensão do conteúdo, mas existem outras várias formas que também podem levar a resultados interessantes. O importante, nesse caso, é ter possibilidades diversas para avaliar o conhecimento individual, o trabalho em equipe, o compartilhamento de informações, a capacidade de apreender e sintetizar um conteúdo, dentre outros aspectos relevantes para a aprendizagem do estudante.

Há alguns dias, falamos sobre os métodos de avaliação nas escolas em 2050. Hoje, vamos mostrar quais os principais métodos utilizados hoje em dia nas escolas, suas vantagens e desvantagens. Confira!

1 – Prova objetiva

As provas objetivas são o método mais conhecido e difundido de avaliação e, provavelmente, é a primeira coisa que vem à sua mente em uma conversa sobre avaliação escolar. Trata-se de elaborar uma série de perguntas diretas sobre o conteúdo ensinado em sala de aula em que só existe uma única resposta. As provas objetivas podem ser seguidas por opções de múltipla escolha em que o professor elabora cerca de quatro ou cinco opções de resposta para o enunciado mas que só uma é 100% verdadeira.

O objetivo principal da prova objetiva, enquanto método de avaliação, é mensurar o quanto o aluno apreendeu das informações específicas do conteúdo transmitido em sala de aula. A vantagem principal é que esse método é conhecido pelos alunos (que em algum momento da vida escolar já se depararam com ele) e é capaz de abranger boa parte dos temas da disciplina. O ponto negativo é que, como a prova já apresenta opções de resposta prontas, em que apenas uma é verdadeira, o aluno pode acertar uma questão mesmo sem ter certeza se ela responde corretamente a questão, o que dificulta o papel do professor de identificar onde está a principal dificuldade do aluno ou suas aptidões.

Existe um método de avaliação que minimiza o peso dos acertos de questões feitos por meio dos “chutes”. A Teoria de Resposta ao Item (TRI) é um sistema capaz de verificar se o estudante acertou a questão porque realmente sabia ou se ele marcou uma resposta ao acaso. O método é utilizado no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) e funciona da seguinte forma: as questões são divididas previamente em diferentes graus de dificuldade – fácil, médio ou difícil – e dispostas na prova. Ao final, por meio de métodos estatísticos, o sistema identifica alunos que acertaram questões consideradas mais difíceis e erraram as mais fáceis, e sua nota cai em relação a outros candidatos.

Ao final de cada prova de múltipla escolha, é importante que o docente faça uma espécie de relatório sobre o desempenho de cada aluno e compare seus resultados com o do resto da turma. Isso permite acompanhar a evolução do aluno ao longo do tempo e direcionar uma atenção mais específica àqueles que apresentarem maiores dificuldades em um determinado tema.

guia para correção de provas

2 – Prova dissertativa

Esse é outro método bastante utilizado nas escolas e com uma série de vantagens. Consiste na elaboração de uma série de questões que exigem maior envolvimento e trabalho por parte do aluno. Ao contrário das provas objetivas, as dissertativas não apresentam opções de resposta e os enunciados são menos diretos. Dessa forma, os alunos são estimulados a estabelecer relações entre informações, dados e conteúdos, resumir, analisar, julgar, estabelecer relações de prioridade, hierarquizar, etc.

O objetivo principal da prova dissertativa é testar o aluno a analisar um determinado problema central, formular soluções para ele e colocar isso no papel, por meio de uma redação de tamanho pré-determinado. A vantagem é que o enunciado pode sugerir relações entre diferentes conteúdos aprendidos, o que obriga o aluno a estar sempre atualizado, identificar contextos e estabelecer pontes entre assuntos ensinados em diferentes momentos.

Ao contrário da prova objetiva, em que cada pergunta tem um determinado valor e só pode ser definida como certa ou errada, as questões de uma prova dissertativa têm mais nuances. Muitas vezes é possível identificar o raciocínio utilizado pelo aluno mesmo que isso não esteja tão claro no texto, o que dá liberdade ao professor para determinar notas levando em conta o raciocínio, a argumentação e a redação.  As questões dissertativas também favorecem um melhor acompanhamento dos alunos já que é possível comparar a evolução das questões ao longo do tempo. Caso o desempenho não seja satisfatório, o docente pode criar novas experiências com novos enfoques que permitam ao aluno chegar à formação dos conceitos mais importantes.

3. Trabalho em grupo

O trabalho em grupo pode ter diferentes formatos, dentre os mais comuns estão a apresentação oral, conteúdo escrito ou gráfico, por exemplo, mas seu principal objetivo é estimular o contato entre alunos com ideias, métodos e características diferentes.  Ao contrário das provas objetivas ou dissertativas, que avaliam o estudante de forma individual conforme o que ele, em tese, aprendeu sobre um determinado conteúdo, os trabalhos, muitas vezes têm o papel principal de avaliar como o aluno se relaciona com os colegas, se ele consegue dividir e executar as tarefas determinadas, como ele se comporta ao ter que compartilhar informações e ajudar as outras pessoas. Especialistas afirmam que trabalhos em grupo não devem ser a única maneira de avaliar seus alunos, já que alguns aspectos importantes relacionados à reflexão e domínio do conteúdo só podem ser melhor analisados em avaliações individuais.

Alguns docentes têm como prática dividir os grupos em que os alunos irão trabalhar de forma a colocar em uma mesma equipe estudantes com perfis diferentes e complementares, para que possam conviver em harmonia e compartilhar informações. Outros são favoráveis a deixar os alunos com essa responsabilidade e se organizarem sozinhos.

Cabe ao professor sugerir temas para um trabalho em grupo que se relacionam com algo trabalhado dentro da sala de aula e desenvolver a observação para poder avaliar os alunos. É importante verificar se todos participaram e colaboraram juntos e como foram tomadas as decisões dentro do grupo. As notas podem ser divididas conforme alguns quesitos: conteúdo, organização, trabalho em conjunto, colaboração.

4. Debate

Colocar os alunos frente a frente para defender posições sobre algum assunto polêmico pode ser uma valiosa forma de avaliação que foge dos tradicionais métodos de provas e trabalhos. Serve para estimular os estudantes a mostrarem seu ponto de vista e defenderem uma determinada ideia com base em argumentos, construídos com leituras, vídeos, textos e reportagens sugeridas pelo professor. Além de desenvolver habilidades como a oratória e a habilidade em falar em público, seja para uma plateia, ou para os próprios colegas de sala, o debate também tem papel fundamental de fazer o aluno ouvir posições contrárias às que ele acredita, respeitando quem pensa diferente.

O professor deve trabalhar na organização e desenvolver ele também uma estratégia importante (que muitas vezes pode ser útil também no cotidiano dentro da classe: a mediação).

Pense em um tema que está sendo discutido regional ou nacionalmente, faça uma aula prévia para que os alunos fiquem interessados no assunto e marque dia e hora para o debate – estimulando alunos a assumirem o lado em que se encontram. Como mediador, é importante dar oportunidades iguais de fala a cada lado, ainda que você mesmo se identifique com um deles. Marque um tempo para apresentação da ideia, réplicas e tréplicas, libere alunos indecisos a perguntarem e tirarem suas dúvidas.

O importante nesse processo não é apontar vencedores ou derrotados, mas estimular a participação e o fluxo de informações. Procure não inibir comentários e abra oportunidade para quem quiser se manifestar. A atividade pode ser complementada em um outro momento, por meio de uma redação que exponha o que foi discutido e peça a opinião do aluno.

5. Autoavaliação

Este é um método ainda pouco usado pelos professores e instituições de ensino no país, mas avaliado de forma positiva por especialistas da área do ensino. Em primeiro lugar é preciso saber que a autoavaliação só irá atender aos objetivos propostos pela escola e pelo docente se a relação professor-aluno ou professor-turma for de confiança. Isso porque o método prevê que os alunos falem ou escrevam sobre seu próprio processo de aprendizagem, estimulando a auto crítica.

Se, em sua avaliação, o ambiente escolar colabora para a adoção desse método avaliativo, ele pode ter um papel muito importante sobre o processo individual de aprendizagem do próprio aluno. A autoavaliação coloca o estudante como protagonista de seu próprio percurso de aprendizado já que ele terá que refletir sobre como aprendeu ao longo de um determinado período.

Cabe ao professor, nesse quesito, dois aspectos muito importantes e em momentos diferentes. O primeiro, antes mesmo da autoavaliação, ao determinar temas em que o aluno deverá discorrer – como comportamento, compromisso, disciplina, conteúdos, habilidades. O segundo, é uma avaliação sobre a autoavaliação. A partir do momento em que o estudante é orientado a avaliar seu processo de aprendizagem, ele também espera que algumas mudanças sejam feitas dali em diante por parte do professor, que deverá ter uma atenção individualizada maior para garantir que o aprendizado que sofreu algum tipo de obstáculo durante o ano seja corrigido dali em diante.

6. Seminário

Assim como ocorre com o debate, o seminário tem o objetivo de aprofundar o envolvimento do aluno com um determinado tema ensinado em sala de aula e estimulá-lo a falar sobre isso na presença de outras pessoas. Em geral, instituições de ensino que adotam o seminário como parte do processo avaliativo escolhem um determinado período do ano para que as turmas possam apresentá-los de modo que todo mundo acompanhe um grande número de apresentações e possa também mostrar o que preparou.

Além de estimular a pesquisa e o uso de material de apoio na hora da exposição, o seminário é um importante meio de avaliar a metodologia adotada pelo aluno (ou um grupo, se for o caso) para levar o conteúdo pesquisado ao público. É importante que o estudante adote alguns procedimentos para organizar a fala, como um roteiro, para que os espectadores tenham a sensação de que o conteúdo foi, de fato, relevante, com início, meio e fim.

O professor tem papel de apoio na preparação do conteúdo. Em primeiro lugar, na ajuda com a definição do tema, o recorte dado na apresentação e na sugestão da bibliografia (biblioteca, material didático, filmes, vídeos, gráficos, reportagens, charges, ilustrações, ou seja, tudo o que puder ser utilizado pelo aluno), além do esclarecimento de procedimentos da apresentação e ensaio dos alunos. Outro ponto importante é saber identificar pontos positivos e negativos dos alunos e ajudá-los a resolver problemas como dificuldades de oratória ou fala prolixa, de sistematização do conteúdo ou foco com a pesquisa.

7. Observação de aluno como método de avaliação

A observação dos alunos deve ser adotada durante todo o período letivo para que  a avaliação seja o retrato mais fiel possível do que apresentou o aluno dentro da sala de aula. Para isso, é importante adotar o hábito de fazer as anotações na hora, dentro de sala de aula, e não no fim do dia, evitar generalizações ou situações pontuais que foram resolvidas em classe.

Elabore uma planilha com itens discriminados a serem avaliados – habilidades, comportamento, participação, competências, assiduidade, envolvimento, solidariedade – para que haja uma percepção geral sobre os alunos e que os mesmos quesitos sejam percebidos para toda a turma. Como a observação se trata de um método mais subjetivo e que é mais difícil dar uma nota exata para os quesitos, faça anotações e opte por conceitos – A, B, C e D, por exemplo – para ter uma noção do que foi avaliado em cada caso.

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8. Relatório individual

O relatório individual é um texto produzido pelo aluno logo após a realização de atividades ou projetos temáticos pontuais. Ou seja, uma redação sobre um seminário que o estudante presenciou, uma feira de ciências ou um debate. Como o texto é produzido logo após o encerramento de uma atividade, ele consegue medir com exatidão o grau de apreensão do conteúdo por parte do aluno.

E é justamente essa fidelidade com relação ao aprendizado do aluno o maior trunfo desse tipo de avaliação. Isso porque o relatório individual pode ser utilizado pelo professor de modo a realizar uma reorientação nesse processo, já que ele é um ótimo indicador do ponto em que os alunos se encontram na compreensão dos conteúdos trabalhados. A partir dos resultados, o professor pode planejar um acompanhamento individualizado específico conforme a dificuldade apresentada em cada relatório.

9. Conselho de classe

Temido pelos alunos, o Conselho de Classe é uma instituição presente na maior parte das escolas e serve para deliberar sobre assuntos diversos da comunidade escolar – incluindo assuntos de interesse dos estudantes (como provas, recuperação, notas, etc, por isso o “temor”). O Conselho de Classe, por se tratar de uma reunião dos professores das mais diversas áreas e coordenadores pedagógicos serve como espaço de deliberação e, frequentemente, é usado também como método avaliativo.

Como se trata de uma reunião trimestral ou semestral, por exemplo, é uma excelente oportunidade para discutir sobre o perfil de uma determinada turma ou de um aluno individualmente de modo geral, já que cada professor pode trazer um aspecto diferente do que ocorre dentro da sala de aula, o que acaba por embasar a tomada de decisões.

Os docentes devem tomar cuidado para evitar rotular um aluno e buscar sempre falar de forma objetiva sobre uma determinada impressão. Outra generalização que deve ser evitada é transformar a reunião de Conselho de Classe em uma confirmação de aprovação ou reprovação. A intenção é outra: servir como um espaço de troca de informações, diagnosticar problemas em comum, buscar soluções e avaliar tanto o processo de aprendizagem e desempenho dos alunos como as próprias ferramentas de ensino por parte dos professores.

Conclusão

No texto de hoje destacamos nove diferentes métodos de avaliação para alunos que podem ser utilizadas na sua instituição de ensino. É importante lembrar que cada um deles tem vantagens e desvantagens e, por isso, o docente não deve se apegar a um único método para avaliar os estudantes durante todo o período letivo. Isso porque as provas objetivas e dissertativas são fundamentais para avaliar a compreensão do aluno de forma individual, sua capacidade de apreensão do conteúdo de forma objetiva e de relacionar um conteúdo a outro. Já os relatórios individuais medem a capacidade do aluno em sintetizar um aprendizado logo após tem acesso a um determinado conteúdo.

Atividades em duplas, trios ou em grupo, como trabalhos e exercícios, são importantes ferramentas para que o estudante desenvolva uma capacidade de convivência harmônica com outras pessoas, aprendam a dividir tarefas, compartilhar informações e coloquem o conjunto à frente da sua própria individualidade. Outros trabalhos em grupo como debates e seminários têm o objetivo, ainda, de aperfeiçoar a capacidade do aluno em falar para outras pessoas, bem como ouvir opiniões muitas vezes frontalmente divergentes e saber conviver com a hora de falar e a de ouvir.

Autoavaliação é um importante método para que o próprio aluno possa refletir sobre si mesmo e sobre a trajetória de ensino que vem fazendo dentro da escola. Isso pode contribuir para seu amadurecimento enquanto aluno (e indivíduo, claro) e gerar mudanças de maior impacto a partir do momento em que ele consiga ver necessidade de mudar hábitos e comportamentos para ter uma melhor rendimento e aprendizado na escola.

Há ainda outros métodos que dependem exclusivamente do empenho do professor, como é o caso da observação de alunos e do Conselho de Classe. Ambos exigem uma presença do docente no ambiente de ensino de forma a traçar o perfil de cada aluno (e da turma como um todo), reconhecer potencialidades e fraquezas e permite ainda a autoavaliação do próprio docente, para que possa aperfeiçoar os métodos de ensino a cada dia. Isso ajuda também a agir pontualmente em uma determinada situação.

O ideal é que o professor consiga, sempre, mesclar as avaliações de acordo com esse diagnóstico do perfil da turma para que obtenha o melhor resultado com relação à aprendizagem.

Agora que você já sabe quais são os nove métodos de avaliação mais utilizados nas escolas brasileiras, não deixe de comentar o que achou e compartilhar esse artigo com os seus colegas! Vamos juntos melhorar a educação do país, que tal?

 


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