7 dicas para elaborar um dever de casa online

14 de dezembro de 2015

Entre as mudanças provocadas pelo encontro da educação com a tecnologia está a transformação no papel do professor. Quando grande parte do conteúdo absorvido pelo aluno passa a vir de outras fontes, como pesquisas na web, e não da sala de aula, o mestre passa a assumir um novo papel: é ele quem guia o ensino, quem estimula e direciona a busca por novos conteúdos, percebe como personalizar o ensino de acordo com cada aluno e quem tira suas dúvidas.

Dessa forma, o “para-casa”, atividade extra e tradicionalmente enviada para que o aluno continue os estudos de forma autônoma em casa, assume um novo formato. Trata-se da sala de aula invertida, que é quando o aluno estuda em casa e tem um tempo de aula reservado para a resolução de exercícios sobre a monitoria dos professores. Esta é, inclusive, listada como uma forte tendência para a educação no Brasil e na América Latina nos próximos anos.

dever de casa online

No entanto, independente se esta já é uma prática adotada na sua escola ou não, reunimos aqui algumas dicas de como fazer com que o ‘para-casa’ torne-se uma atividade prazerosa e efetiva para o ensino dos alunos.

  1. Estimule a realização de atividades online: a pesquisa RadarJovem, realizada em 2014, aponta que os jovens brasileiros passam pelo menos seis horas por dia na internet via celular. Mais do que lutar contra este hábito na sala de aula, é importante saber aproveitá-lo a seu favor, especialmente nas horas fora da sala de aula. É possível elaborar exercícios online através da plataforma SGP – Sistema de Gestão de Provas, desenvolvido pela empresa brasileira de tecnologia em educação, Starline. Assim, os alunos podem realizá-los em casa e conferirem imediatamente as respostas – o que otimiza o tempo do professor e já apresenta um diagnóstico rápido para o estudante sobre seus conhecimentos.
  2. Acordando com seus alunos o envio consistente de para-casas online, é preciso certificar-se de que eles dominam o uso das ferramentas online e que têm acesso fácil à elas em casa. Entre os estudiosos e entusiastas da tecnologia educacional, há sempre menção à importância de se reservar uma parte da grade de conteúdo para o ensino e prática do uso de novas ferramentas, o que forma os alunos de acordo com as novas competências exigidas no mundo.
  3. Elabore exercícios que estimulem o protagonismo do estudante: possibilitar ao aluno a oportunidade de manifestar seus interesses e conduzir seu próprio aprendizado é também uma forma importante de estimular o envolvimento dos alunos. Recentemente, educadores manifestaram na mídia como sentir-se responsável pelo próprio aprendizado foi importante para que os alunos secundaristas de São Paulo manifestassem contrários à reorganização escolar promovida pelo governo estadual. É importante que eles sintam que seus interesses têm valor na elaboração dos exercícios enviados para casa.
  4. Ao elaborar o “para-casa” online, aproveite do recurso para personalizar o ensino de acordo com o perfil de seus alunos. Em sala de aula, a personalização do ensino costuma ser um desafio porque as atividades são coletivas. No entanto, quando é o momento do aluno estudar sozinho, é importante apresentar à ele os conteúdos que lhe despertem mais interesse. Esta é uma das formais mais efetivas de engajamento possibilitada pela tecnologia educacional.
  5. Apresente ao seu aluno novas formas de obter conteúdo além das redes sociais e da busca do Google. A web é uma rede ampla de conteúdos e existem aqui fóruns de discussões e redes e portais de ensino que proporcionam descobertas valiosas no campo da educação. É neste momento que deve tornar-se claro o papel do professor como tutor: é você quem direciona o aluno a novas descobertas por já ter percorrido este caminho antes e com mais repertório. Amplie o horizonte de uso da internet de seus alunos através dos para-casas.
  6. Países como a Finlândia já reconhecem o ensino por competências como uma estratégia importante para a formação de cidadãos que resolvam os desafios futuros da sociedade. Desta forma, o desenvolvimento de competências toma frente ao ensino de disciplinas tradicionais, sem extingui-las completamente. Considerando esta como uma tendência forte a ser adotada na área da educação, não perca a oportunidade de reservar alguns exercícios para prática de competências em seus alunos, como o desenvolvimento de liderança, comunicação, empatia, entre outros.
  7. Ainda que o “para-casa” apresente vantagens como o fato de não ter limite de tempo curto para a realização – como acontece em sala de aula – e por ser, geralmente, uma forma individual de ensino, estimular trabalhos colaborativos é também função importante a ser exercida nestas atividades. O trabalho colaborativo é apresentado como um dos grandes trunfos do futuro tanto para educação quanto para o mercado de trabalho. Saber assimilar perfis e competências diversas em um trabalho conjunto é o caminho para encontrar soluções inovadoras para problemas antigos. Esta é uma das bases para a inovação, que é um diferencial competitivo no mercado de trabalho de hoje, e é também uma prática importante a ser estimulada entre os alunos.

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Levando estes sete itens como um direcionamento importante no momento de produzir e elaborar o para-casa dos alunos, é importante também dimensionar o tamanho das tarefas de acordo com um limite de tempo suficiente que dê ao aluno também a possibilidade do tempo livre – momento importante para o desenvolvimento humano fora das escolas. Além disso, é preciso preocupar-se sempre para que o conteúdo ministrado dentro e fora de sala de aula sejam muito bem costurados e tenham aplicabilidade prática na vida dos alunos – item fundamental para um ensino eficiente.