Como será a Educação do futuro?

23 de janeiro de 2017

Antes de entendermos como os estudantes serão avaliados no futuro, precisamos fazer um exercício nada simples: como será o ensino e os níveis educacionais daqui a três décadas? Uma pesquisa realizada pelo Instituto Internacional de Análise de Sistemas Avançados (IIASA) dá algumas pistas. O levantamento, baseado em dados sobre a educação brasileira, prevê que chegaremos em 2050 com um índice de pessoas com “nenhuma educação” próximo a 2% da população. Para podermos comparar, em 1970 nada menos que um terço de todo o país estava incluído nessa lista.
Outro dado importante, que nos permite saber um pouco mais sobre o nosso futuro, é o número de pessoas graduadas. Se, em 1970 era muito difícil encontrar alguém formado em alguma universidade, em 2050 deveremos chegar aos 32 milhões de graduados – para compararmos, em 2015 esse número era de 12,6 milhões.

Se a certeza é de que mais pessoas estarão incluídas no sistema de ensino formal, seja no primeiro, segundo ou terceiro grau, diminuindo a quantidade de pessoas que hoje não passam pelas escolas, também devemos nos perguntar como será essa educação do futuro e como essas pessoas serão avaliadas. Isso já passou pela sua cabeça?

As avaliações em 2050 são tema do nosso texto de hoje. Confira!

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A escola do futuro

Uma projeção acertada que podemos fazer para a educação em 2050 é a maior integração entre as novas tecnologias e a aprendizagem. Hoje, professores, diretores e alunos ainda estão se adaptando com a entrada de algumas ferramentas como dispositivos móveis, aplicativos e telas sensíveis ao toque em sala de aula. No entanto, em três décadas será praticamente impossível imaginar a educação como conhecemos hoje, com poucos recursos tecnológicos. Até lá, no entanto, gestores têm que entender que tipo de tecnologia e como ela será integrada à rotina da escola. Separamos alguns exemplos do que pode ser tendência no ensino até lá.

Menos fronteiras e mais conteúdo

No futuro, o ensino estará presente em todo lugar, não somente no espaço de tempo destinado a ele dentro da escola. Isso só é possível graças à conectividade. Além das aulas presenciais, o conteúdo poderá ser assimilado online por diversas plataformas, como dispositivos móveis e novos tipos de telas que surgirão até lá. A tendência é que ensino à distância e presencial se complementem e que o conteúdo seja cada vez mais fácil de ser acessado.

Escola das coisas

Uma das maiores expectativas para amantes da tecnologia é a popularização da Internet das Coisas. Esse tipo de tecnologia do futuro converte cada objeto em uma espécie de dispositivo conectado. Dessa forma, será possível programar determinadas atividades domésticas por meio de um aparelho como celular. Na escola, isso também promete ser tendência e a integração entre alunos, professores, e objetos pode ser total. Dessa forma, o smartphone será um mecanismo ao alcance das mãos para acessar os livros disponíveis na biblioteca ou os recursos do laboratório, marcar reuniões ou pedir lanches na cantina da escola.

Tele-telas

Nos últimos anos vimos surgir uma infinidade de telas e a maior interação delas com o usuário. Isso ocorreu com smartphones, tablets e SmarTVs. Para o futuro, a tendência é de que qualquer suporte seja transformado em uma tela em potencial, aumentando a forma de interação entre as pessoas. Nas escolas, por exemplo, as lousas poderão ser totalmente digitais, projetando textos, vídeos, imagens a partir de diversos pontos, como os smartphones. Cadernos e a própria carteira poderão ser convertidas em telas conectadas com a lousa, ampliando a forma como o aluno participa da aula.

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Ensino por ciclos e não por séries

Desde que a escola como conhecemos foi criada, alunos são divididos conforme suas idades e cumprem rigorosamente um currículo elaborado para que seja aplicado a todos, sem exceção. A escola do futuro rompe com essa noção de séries e transforma a experiência de ensino em algo mais personalizado. Ou seja, os alunos devem cumprir alguns ciclos em comum, mas terão mais liberdade para estudar o que têm mais afinidade, conforme uma determinada área do conhecimento. Esse método de ensino permite que alunos de diferentes idades frequentem os mesmos ambientes e troquem experiência.

A avaliação em 2050

Cada uma dessas mudanças impactará na forma de avaliação do futuro. Ao longo das últimas décadas, isso já veio sendo alterado gradativamente. Nos anos 70 e 80, por exemplo, os professores cobravam que os alunos decorassem todo o conteúdo e as avaliações se baseavam na capacidade de memorização de detalhes por meio dos estudantes. De lá para cá outros métodos foram criados e estimulados, como os trabalhos em grupo, avaliações individuais com ou sem consulta a livros, exercícios online, avaliações orais.

No futuro, as provas como conhecemos irão desaparecer. Alguns especialistas acreditam que os alunos terão mais liberdade para escolher conteúdo e data das avaliações escritas (se elas existirem até lá). Outros apostam em uma tendência maior para compartilhamento dessas atividades, que poderão ser realizadas com auxílio das novas tecnologias. O que também ganhará força é a avaliação por meio de jogos, conhecido como gamification, em que o estudante é estimulado a resolver desafios para avançar fases.

O que deverá mudar também é a forma como as avaliações são corrigidas, inclusive com uma presença maior do aluno nesse processo. Hoje em dia já existem algumas tecnologias, como aplicativos de correção de prova automático, que auxiliam o professor na correção de gabaritos de provas de múltipla escolha.

Quem imagina que isso vai demorar muito para se concretizar pode estar enganado. Todas essas tecnologias citadas neste texto, de fato, já existem. O desafio, agora, é criar uma infraestrutura capaz de conectar objetos, alunos e professores e facilitar o uso da internet (que está cada vez mais disseminado) nas escolas. O que você gostaria de ver na escola do futuro e como imagina que será a avaliação em 2050?

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