Educação em 2021: os desafios dos jovens e o que sua instituição deve saber

11 de agosto de 2021

A educação representa o futuro de um país. Junto dela, estão os jovens, responsáveis por levar este compromisso a frente. Por isso, é importante prepará-los para este desafio.

O dia 12 de agosto é marcado como a data de comemoração do Dia Internacional do Jovem. O objetivo é conscientizar e educar os jovens para a relevância que eles possuem no planeta: o de serem os representantes das futuras gerações. E nessa discussão, onde entra a educação em 2021?

Justamente no fato de que a sociedade e instituições escolares precisam focar no potencial desses indivíduos, dando-lhes o suporte e orientação necessários para enfrentar os desafios do mundo moderno.

Por isso, hoje vamos entender melhor sobre como será a educação em 2021 e o que as instituições de ensino podem oferecer  para esse público em termos de educação e preparação para o mercado de trabalho. Acompanhe!

Educação em 2021: qual a realidade dos jovens no Brasil?

A realidade dos jovens brasileiros é muito diversificada, dado que a sua situação econômica e grau de instrução sofrem variações a depender de múltiplos fatores. 

Além disso, nos últimos anos vêm surgindo novas demandas, abrindo também possibilidades de novas formas de aprender e trabalhar.

Conheça a seguir os fatores que influenciam na forma como esse público vem lidando com a educação em 2021.

Os jovens e o agravamento da pandemia de Covid-19

Segundo uma pesquisa do IDados, de 2020, muitos jovens graduados estão em empregos desqualificados, isto é, que não são compatíveis com sua área de formação.

As possíveis causas seriam as sucessivas crises econômicas, como a causada pela recessão de 2015 para cá, e da pandemia da Covid-19. Ainda assim, verifica-se que aqueles que têm um curso superior têm menores taxas de desemprego.

Outra situação interessante é que já no primeiro semestre de 2021, os jovens estavam animados para iniciar um curso superior, conforme pesquisa da Educa Insights e ABMES

Esse índice cresceu em decorrência da valorização da tecnologia na pandemia, dado que um total de 46% desejavam cursar um curso EAD nos primeiros três meses de 2021. 

Porém, devido ao agravamento da pandemia e a pouca perspectiva em relação às vacinas, essa faixa etária está adiando o início do curso superior, parcela que corresponde a aproximadamente 38% dos entrevistados.

Mas, de maneira geral, o levantamento mostrou que a pandemia só reforçou o impacto positivo da tecnologia como ferramenta de aprendizagem. 

E embora faltem alguns passos, é fato que o ensino híbrido será o maior aprendizado deixado para a educação em 2021, ou seja, o segredo do sucesso educacional está entre tirar o melhor entre os dois ensinos: o presencial e o on-line.

Desigualdade social e dificuldade em conciliar os estudos e trabalho

Uma pesquisa realizada pelo MEC, OEI e Flacso em 2013 revelou que o trabalho faz parte da juventude brasileira. Tanto é que cerca de 60% dos jovens brasileiros já tiveram que dividir os horários entre o trabalho e a escola.

Porém, diante da falta de recursos para se preparar para a entrada no curso superior, uma parte considerável opta por sair do ensino médio e ir direto para o mercado de trabalho, em profissões que não exigem diploma de nível superior.

É o caso, por exemplo, de estudantes que saem do 2° grau com um certificado de curso profissionalizante ou técnico. 

Além disso, é interessante que o interesse em continuar os estudos após terminar o ensino médio depende do nível socioeconômico dos estudantes, de acordo com pesquisa do Iede, feita em 2018.

Enquanto 43,5% dos alunos da rede pública ambicionam o curso superior, os das escolas particulares registram um patamar bem mais elevado: 68,8%. 

Mercado de trabalho competitivo e aumento do desemprego

A falta de pessoas qualificadas para as diversas áreas de atuação laboral vai influenciar em menos trabalhadores para os desafios do pós-pandemia.

Sendo assim, é importante entender o porquê dessa situação: esses estudantes que desejam entrar na universidade mas estão inseguros quanto a essa escolha deve essa situação a três fatos: 

  • Expectativa deficiente pela imunização; 
  • Altos índices de desemprego e; 
  • A experiência com o ENEM presencial.

Nessa última, vale destacar que os alunos tiveram medo de começar a faculdade agora, tomando como base a falta de estrutura na realização do ENEM 2020.

Logo, as instituições precisam investir em estratégias de captação eficazes com o objetivo de atrair esses alunos, aliado também à adaptabilidade de sua unidade educacional para esse “novo normal”.

Outro estudo da FGV expõe a vulnerabilidade dos jovens brasileiros durante a pandemia. São jovens que não trabalham nem estudam e esse número tem chamado a atenção de especialistas, chegando a 29,33% em 2020. 

O mesmo levantamento informa que essas pessoas entre 15 e 29 anos que não trabalham nem estudam têm crescido, um número preocupante para a educação em 2021

Para os estudiosos, o estado em que se encontra o mercado de trabalho é a causa principal dessa realidade, sendo que esse foi o grupo que mais sofreu danos nesse sentido. 

E apesar da pesquisa retratar o último semestre de 2020, esse talvez seja o retrato mais real que temos até agora. E ele traz alguns pontos importantes, afinal, o maior  percentual de pessoas enquadradas na geração “nem-nem” está concentrado em: 

  • Mulheres;
  • Pretos;
  • Nordestinos;
  • Moradores da periferia de grandes metrópoles e;
  • Chefes de família.

Ou seja, a maioria vem de quem é menos escolarizado e são provedores de famílias.

O que a minha instituição pode fazer para melhorar essa situação?

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Oferecer uma relação mais humanizada para candidatos e alunos

Os alunos que conciliam trabalho e estudo possuem mais dificuldades para se manter na universidade e requerem melhores oportunidades de valorização.

Por isso, essa pode ser a chance dos professores e da instituição como um todo preparar melhor os conteúdos, de forma a aumentar a oferta de materiais educacionais condizentes com a realidade desses indivíduos.

Oferecer condições especiais para os futuros alunos

É notável que é preciso fazer ações para ajudar o jovem a escolher o curso de seu interesse e, nesse sentido, as faculdades podem focar em eventos desse tipo, como feiras de profissões e entrevistas/palestras com profissionais de diferentes áreas.

Concurso para bolsas de estudo e/ou desconto também são uma excelente maneira de incentivar essa geração a obter melhores oportunidades na educação em 2021.

Fechar parcerias com empresas também é proveitoso, no sentido de ofertar oportunidades de estágio para os alunos da sua instituição.

Se manter atualizada diante das tecnologias educacionais

Diante das últimas pesquisas, podemos entender que se esses jovens não forem trabalhados para que tenham novas perspectivas, são grandes as chances deles perderem essa etapa crucial de suas vidas, que é onde os mesmos escolhem o curso superior/técnico.

Logo, não dá para deixar de lado a Educação a Distância (EAD), principalmente para esse novo grupo digital, que tem a tecnologia como aliada inseparável. Assim, investir em novos meios de aprendizagem é está pronto para suprir as necessidades desse público.

Então, seguindo esses passos, a sua instituição tende a melhorar a relação com os jovens em relação aos desafios da educação em 2021. Dessa maneira, o dia 12 de agosto terá um motivo real para a comemoração!

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