Estatísticas sobre educação no Brasil

6 de outubro de 2014
educação no Brasil

Educação no Brasil: o que vem logo à sua mente ao ouvir estas palavras? Descaso, desigualdade, lentidão, preocupação? Antes mesmo de falar sobre todos os problemas, avanços e, por fim, números, precisamos lembrar que o processo de expansão da escolarização básica no país começou somente em meados do século XX – e que o crescimento da rede pública de ensino se deu no fim dos anos 1970 e início dos anos 1980.

Ao se situar do cenário de criação e expansão do sistema educacional no país, começam a fazer sentido alguns números alarmantes trazidos por renomados institutos de pesquisas: 28% é a taxa de analfabetismo funcional entre pessoas de 15 a 64 anos segundo dados do IBOPE/2009; 34% é o índice de alunos que chegam ao 5º ano de escolarização sem saber ler (Todos pela Educação); 20% é a porcentagem de  jovens que concluem o ensino fundamental, e que moram nas grandes cidades, mas não dominam o uso da leitura e da escrita (Todos pela Educação); e, por fim, professores recebem menos que o piso salarial – e não é preciso creditar a nenhuma pesquisa essa realidade.

 Em 2014 o ENEM  bateu seu recorde de inscrições, somando 9,5 milhões de inscritos, um aumento de 21,8% se comparado a 2013.

educação no brasil

Os números são reflexos de uma série de problemas que envolvem política, sistema, capacitação e mais uma série de elementos. Em matéria veiculada pela BBC Brasil, o país ficou em penúltimo lugar em um ranking global de educação que comparou 40 países levando em conta notas de testes e qualidade de professores, dentre outros fatores. Em primeiro lugar está a Finlândia, seguida da Coreia do Sul e de Hong Kong.

Em contrapartida a esse cenário pessimista, em 2014, o ENEM (Exame Nacional do Ensino Médio) bateu seu recorde de inscrições, somando 9,5 milhões de inscritos, um aumento de 21,8% se comparado a 2013.

Contudo, os números voltam a preocupar se analisarmos o Anuário Brasil da Educação Básica 2014, realizado pelo movimento da sociedade brasileira Todos pela Educação, que tem como missão contribuir para que, até 2022, ano do bicentenário da Independência do Brasil, o país assegure a todas as crianças e jovens o direito a Educação Básica de qualidade.

  • Dados sobre a educação brasileira em 2014

75% dos jovens do quartil mais rico da população estão matriculados nas escolas de nível médio;

44,2% do quartil mais pobre da população não conseguiu chegar ao nível médio escolar;

– O salário médio de um cidadão de 18 a 29 anos com ensino superior completo chega a R$ 2,3 mil, enquanto das pessoas que não completaram o Ensino Médio ficam em R$ 752,00;

– O rendimento das pessoas com superior completo é 259% maior que o daquelas sem instrução;

– O Brasil tem 13,2 milhões de analfabetos adultos, segundo levantamento feito pela UNESCO.

 

– Oferecer, no mínimo, 25% das matrículas de Educação de Jovens e Adultos na forma integrada à Educação profissional;

– Triplicar as matrículas da Educação Profissional Técnica de nível médio, assegurando a qualidade da oferta e pelo menos 50% da expansão no segmento público;

– Elevar a taxa bruta de matrícula na Educação Superior para 50% e a taxa líquida para 33% da população de 18 a 24 anos, asseguradas a qualidade da oferta e a expansão para, pelo menos, 40% das novas matrículas no segmento público;

– Elevar gradualmente o número de matrículas na pós-graduação stricto sensu, de modo a atingir a titulação anual de 60 mil mestres e 25 mil doutores.

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