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Vida de professor

O mais completo guia para correção de provas

A expressão “semana de provas” não é um tormento somente para os alunos que tem pouco tempo para revisar uma grande quantidade de conteúdo, dividir o horário de estudos entre diversas matérias e se preparar física e psicologicamente para resolver uma maratona de testes, questões, redações e simulados. Mas também é um problema para os professores. No caso dos estudantes, porém, o trabalho termina quando a última questão é passada à caneta para o gabarito e há uma certa sensação de alívio. No entanto, para os professores, é aí que começa uma outra etapa que pode ser desgastante, demorada e, sobretudo, estressante: a correção de provas.

Quem é professor, conhece como ninguém a situação que envolve pilhas e mais pilhas de folhas de papel de diversos alunos, turmas e, em muitos casos, de mais de uma escola, prazo pequeno para entrega que, muitas vezes, é bastante apertado para o volume de trabalho, já que as avaliações fazem sentido se entregues o mais rápido possível e, o pior:  um tempão que se perde nesse processo. Além disso corrigir provas significa quase sempre levar trabalho para casa. O tempo livre, portanto, fica ainda mais espremido em meio a mais essa tarefa profissional.

Aliás, com todo esse tempo gasto, você poderia preparar melhor suas próximas aulas, desenvolver materiais didáticos mais elaborados e pensar em atividades complementares para melhorar o aprendizado e desempenho de seus alunos. Isso sem falar no comprometimento da qualidade de vida do próprio professor. Neste artigo apresentamos varias técnicas para diminuir o tempo que você gasta com correção de provas e mostrar métodos utilizados em grandes exames e bancas organizadoras. Além disso, vamos provar porquê é importante que a tecnologia seja uma forte aliada para diminuir os problemas causados pela correção das provas. Boa leitura!

Planejando e dividindo tarefas

A principal palavra que você deve ter em mente para não se perder nesse emaranhado de questões, papeis e, claro, funções, é: organização. Para isso, é importante anotar em um papel (ou no bloco de notas de seu smartphone, por que não?) algumas etapas desse processo:

  • Quais turmas tiveram provas?
  • Quantos alunos há em cada turma?
  • Quais os assuntos de cada prova?
  • Qual a prioridade de correção?
  • Quanto tempo eu tenho para corrigir?

A partir daí, você pode começar a definir prioridades. A primeira delas, por exemplo, é definir qual turma deve ter suas provas entregues (corrigidas) primeiro. O mais lógico é que seja a sala cujos alunos realizaram os testes primeiro. No entanto, algumas situações exigem que esses prazos sejam remanejados. Esse método, que parece bastante óbvio, ajuda a evitar cobranças de alunos ansiosos pelos resultados das provas e, consequentemente, professores sob pressão para ter que entregar os testes corrigidos apressadamente. Um ambiente escolar com menos ansiedade, é um ambiente mais saudável. Outro detalhe é que, quanto menos tempo você tem para entregar os testes, maior é a probabilidade de que algum erro passe e, consequentemente, aumentam as chances de mais desgaste. Feito esse “esquema” inicial, é hora de passar para outras dicas.

guia para correção de provas

Uma questão de cada vez

Uma das técnicas utilizadas por professores para economizar tempo é corrigir, em sequência,  a mesma questão ou um bloco de questões de toda a pilha de provas de uma determinada turma ou série. Isso permite que você foque em um determinado tipo de resposta esperada, em vez de corrigir uma prova por vez passando por todas as questões, o que causa uma dispersão maior.

Você pode escolher, por exemplo, corrigir todas as questões número 1 das provas ou optar por blocos de 5 questões, por exemplo, principalmente se elas dizem respeito a um assunto mais ou menos parecido. Outra vantagem desse método é a garantia de imparcialidade durante a correção, fator importante e demandado dos professores. Caso você opte por corrigir uma prova inteira de uma vez, vai avaliar o desempenho de cada aluno de acordo com todas as demais respostas da mesma avaliação, além de levar em consideração outros aspectos, como o comportamento do estudante em aula. Já se você decide corrigir todas as questões 1 das provas, não se atém a quem é o autor e garante isonomia na correção.

Depois de terminada a correção da última questão é hora de somar os acertos e dar as notas para cada aluno. De posse desses números, você pode traçar estatísticas de acertos e de erros, ver e analisar as questões que tiveram as melhores e piores respostas e já começar a planejar as próximas provas, com base nesses conhecimentos.

Aproveitando o tempo livre para não levar trabalho para casa

Outra dica, que pode refletir em uma melhor qualidade de vida para o docente acostumado a aplicar provas todas as semanas, é organizar seu horário e aproveitar as brechas para corrigir os testes dos alunos. Muito melhor que confiar somente na memória é ter um quadro de horários anotado em sua agenda – ou os compromissos agendados em um aplicativo para smartphone, como o Google Agenda, por exemplo. Com os horários em mãos, é hora de pensar no planejamento do dia.

Não é raro que professores tenham as chamadas “janelas de espera” entre uma aula e outra, seja de 50 minutos, equivalente a uma aula, ou 1 hora e 40 minutos, referente a duas aulas. Utilizar esse horário “morto” para corrigir as provas acumuladas é uma boa ideia. Um bom lugar pode ser a sala de professores, que após o intervalo voltará a estar vazia para que você possa se concentrar.

Outro tempo livre que pode surgir em meio a uma rotina desgastante é a da aplicação de provas e trabalhos. Enquanto os alunos se mantém entretidos em resolver a atividade avaliativa, o professor pode aproveitar esse tempo para focar na correção de testes de outras turmas.

O objetivo principal aqui é reduzir o volume de trabalho para levar em casa. Quanto maior o tempo livre, maior também é a qualidade de vida do professor. Além do mais, isso permite também dedicar um tempo maior às leituras, preparação de aulas e com a família.

Planilhas: como elas podem te ajudar

Funciona bem para provas objetivas: criar uma planilha em ferramentas como o Excel ou o Google Sheets pode ajudar a otimizar o tempo de correção de provas. Primeiro, é necessário passar para a primeira coluna da planilha os números de cada questão: se são 25 itens, enumere de 1 a 25 as questões, uma em cada linha. Na segunda coluna, coloque as letras correspondentes às respostas do gabarito oficial, A, B, C, D ou E.

Escreva os nomes dos alunos e as respostas marcadas por eles em cada uma das colunas subsequentes. Colocando as questões marcadas e, depois, as notas de cada aluno em uma planilha é possível traçar, com mais rapidez, um paralelo entre as notas de cada um e comparar resultados do estudante ao longo do semestre ou do ano letivo. Entenda como neste vídeo.

Você pode utilizar outras ferramentas de planilhas como o Excel ou o Google Sheets para te ajudar em outros aspectos. Marque de verde as questões acertadas por cada aluno e, de vermelho, as respostas que ele errou. Com a planilha toda montada é possível ver quais foram as questões mais fáceis e em que tipo de conteúdo os alunos tiveram um desempenho pior. Além disso é possível comparar os resultados de um estudante com outro e, a partir daí, avaliar se um ou outro precisam de algum tipo de acompanhamento mais de perto.

ENEM e o uso de um método inovador

tecnologia na sala de aula

A correção de provas, no entanto, não depende somente dessas técnicas que cada professor aplica para que ela tenha sucesso. Além disso, existem diferentes métodos de correção que, dependendo de como são feitos, podem alterar os resultados dos testes, valorizando, por exemplo, o esforço que o aluno empregou para se chegar a uma resposta em uma questão difícil e desvalorizando os acertos nos “chutes”.  É assim que é feito no caso do Enem, por exemplo, como veremos abaixo.

De outubro em diante os estudantes brasileiros ficam bastante ansiosos, pois é quando acontece o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) que hoje é a principal porta de entrada para o ensino superior no país. Tendo por base os números das últimas edições, cerca de 10 milhões de candidatos responderão às questões de múltipla escolha das provas de Ciências da Natureza e suas tecnologias; Ciências Humanas e suas tecnologias; Linguagens, Códigos e suas tecnologias e Matemática e suas tecnologias.  Ao todo, são 45 questões de cada assunto, resultando em 180 questões fechadas que devem ser respondidas em 4 horas e meia de prova.

Mas como funciona a correção de todas essas questões?

Se você respondeu que basta somar as corretas, de acordo com o gabarito, e chega-se à pontuação final, a resposta está errada. O ENEM utiliza um método de correção muito mais elaborado que este, o que previne que os alunos só cheguem à resposta correta pelo “chute”. Esse método é conhecido como Teoria de Resposta ao Item (TRI), mas existem outras formas de se corrigir provas de múltipla escolha. Vamos a elas.

TRI: um método anti-chute

O método de correção das provas utilizado no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), o TRI – Teoria de Resposta ao Item – é o mais conhecido deles. Trata-se de um sistema capaz de analisar as questões acertadas e erradas pelo aluno e dar um peso diferente para cada uma delas. Dessa forma, um aluno que acertou o mesmo número de questões que outro pode ter uma nota diferente, e isso não é nenhuma injustiça.

O TRI divide as questões em grupos de perguntas fáceis, médias e difíceis. As mais fáceis valem menos e as mais difíceis somam mais pontos para o estudante. Dessa forma, ele é punido menos por uma eventual desatenção ao resolver uma questão mais simples, mas é premiado ao utilizar o raciocínio correto para acertar uma pergunta mais elaborada.

De acordo com o Instituto de Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira, órgão do Ministério da Educação responsável por elaborar e aplicar os testes do Enem são três os parâmetros utilizados pela TRI para classificar um item (ou uma questão):

  • Poder de discriminação, que é a capacidade de um item distinguir os estudantes que têm a proficiência requisitada daqueles quem não a têm
  • Grau de dificuldade
  • Possibilidade de acerto ao acaso (chute)

O método parte do pressuposto de que um candidato tende a acertar os itens de nível de dificuldade menor que o de sua proficiência e errar aqueles com nível de dificuldade maior. Ou seja, o padrão de resposta do participante é considerado no cálculo do desempenho. Com a TRI, no entanto, não é possível comparar o número de acertos em uma área do conhecimento, como matemática, por exemplo, com o de outra, como linguagens. Pela teoria, o número de questões por nível de dificuldade em cada prova e as demais características dessas questões afetam o resultado. Ou seja, acertar 40 itens em uma área não significa, necessariamente, ter uma proficiência maior do que em outra, cujo número de acertos tenha sido 35. Além disso, por serem áreas do conhecimento distintas, não é possível fazer uma relação direta entre as escalas de proficiência.

Há ainda outras vantagens para quem utiliza a TRI como método de correção de questões. Uma delas é que é possível elaborar provas diferentes para os alunos de uma mesma classe, por exemplo, sem que isso gere algum desequilíbrio na dificuldade do teste como um todo, o que poderia suscitar questionamentos. Outra vantagem é que essas provas podem ser aplicadas em qualquer período do ano, com grau de dificuldade semelhante, o que permite com que os resultados possam ser comparados ao longo do tempo.

Um erro que pode custar muito

sistema de geração de provas

Outro método utilizado na correção de provas de múltipla escolha é o adotado pelo Centro de Seleção e de Promoção de Evento (Cespe) nos concursos públicos em que atua como banca realizadora de exame e no vestibular para a Universidade de Brasília (UnB). Esse método leva em consideração que, para cada questão que o candidato errar, ele terá uma resposta correta anulada. Isso siginifica que, em uma prova com 100 questões, por exemplo, se o candidato marcar todas no gabarito e errar 20 delas, em vez de tirar 80 pontos, somará apenas 60.

O método causa divergências de opiniões mas, segundo especialistas, assim como o TRI ele também consegue dificultar os acertos por “chute” nas questões. No entanto, no caso das provas do Enem, se o aluno “chutar” uma questão e errar, ele não perde ponto. Segundo a própria banca organizadora, o método permite selecionar os estudantes que têm a melhor capacidade de analisar, interpretar e responder a uma questão cujo conteúdo ele tenha aprendido.

Na hora de fazer a prova, o estudante tem que ser capaz de decidir, ainda, quando compensa deixar em branco uma questão que ele não esteja muito seguro sobre a resposta.

De olho nos erros das redações

No caso das redações, o processo demanda uma maior atenção e, por consequência, o tempo de correção dos textos é bem maior também. No caso do Enem, por exemplo, as redações dos estudantes tem nota que varia de 0 a 1000 pontos e, a cada ano, o Ministério da Educação aumenta o rigor nas avaliações. Para se ter uma ideia, somente na última edição do exame, mais de 4 mil corretores foram contratados para corrigir os textos.

E como funciona a correção?

Cada redação é lida e avaliada por, pelo menos, dois professores. Eles têm de dar nota entre 0 e 200 pontos ao texto e a pontuação final é uma média aritmética entre as duas notas. Caso a discrepância  entre uma nota e outra for grande (ultrapassando os 80 pontos, por exemplo), um terceiro corretor é acionado. Caso não haja acordo entre as notas dadas pelos três corretores, o texto será, finalmente, analisado por uma banca corretora composta por outros três docentes.

Os professores devem ficar atentos e avaliar 5 competências dos alunos em cada texto produzido. São elas:

  • Domínio da norma padrão da língua portuguesa
  • Compreensão da proposta de redação
  • Seleção e organização das informações
  • Demonstração de conhecimento da língua necessário para argumentação no texto
  • Elaboração de uma proposta de solução para os problemas abordados, respeitando os valores e considerando as diversidades socioculturais.

O edital do exame no ano passado previa, ainda, 7 situações em que a redação do candidato poderia ser anulada.

  • Fuga total ao tema;
  • Não obediência à estrutura dissertativo-argumentativa;
  • Texto com até 7 linhas;
  • Impropérios, desenhos e outras formas propositais de anulação ou parte do texto deliberadamente desconectada do tema proposto;
  • Desrespeito aos direitos humanos;
  • Redação em branco, mesmo com texto em rascunho.
  • Cópia do texto motivador

Mesmo com todos esses critérios, algumas incorreções acabam escapando e nas últimas edições, assim quando o governo federal divulga os espelhos de cada redação, surgem os exemplos de redações mal-feitas, com piadas e textos desconexos e que não são anuladas como deveriam. Isso reforça a complexidade da aplicação de um exame.

A tecnologia pode ajudar (e muito)

guia para correção de provas

No caso do Enem dá para ter ideia do aperto: imagina o tamanho da equipe responsável por corrigir e calcular os resultados de cada um dos mais de 10 milhões de candidatos que devem fazer as provas no fim deste mês. Imaginou? Seja em um megaexame, como no caso do Enem, ou em algumas turmas de escolas, o tempo gasto para a correção de provas de múltipla escolha poderia muito bem ser melhor aproveitado se essa tarefa fosse praticamente automatizada.

E a tecnologia pode ajudar nesse processo. Algumas ferramentas foram criadas para reduzir o tempo gasto com a correção de questões de múltipla escolha. Uma delas é o Prova Fácil, um software desenvolvido pela Starline, uma empresa nacional de tecnologia em educação e que utiliza de ferramentas simples para garantir segurança e otimização desse processo.

Funciona da seguinte forma: no software, o professor programa as respostas em um gabarito digital. Com as folhas de respostas dos alunos em mãos, o professor escaneia a prova com a câmera de seu smartphone e o aplicativo faz o restante do trabalho, ou seja, em poucos minutos, aponta quais foram as respostas acertadas e qual a pontuação de direito do estudante. Confira neste vídeo como funciona o Prova Fácil.

Com essa facilidade, assim que o último aluno entregar o teste feito,  o professor pode gerar um relatório sobre o desempenho de toda a turma e saber quais foram as questões com maior e menor índice de acertos. Isso não representa só um ganho estatístico, mas permite que, com um raio-X da turma feito, seja possível desenhar um acompanhamento mais próximo dos alunos que estão tendo dificuldades em aprender todo ou parte do conteúdo.

Outras vantagens do uso da tecnologia são:

  • Acompanhar a evolução dos estudantes
  • Gerenciar um banco de questões para provas futuras e simulados
  • Diagramar as próprias provas
  • Otimizar o processo de aprendizagem
  • Economizar tempo com a correção

Dados da Starline, empresa brasileira especializada em tecnologia da educação mostram que mais de mil escolas brasileiras já adotam a correção automática de provas.


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