[Infográfico] História das avaliações: de onde surgiram?

Esse post é um trecho do Infográfico História das Avaliações, um material que mostra um apanhado histórico das avaliações no Brasil e no mundo até a atualidade, bem como sua importância no desenvolvimento da maneira como aprendemos. Baixe nosso material para ter acesso ao conteúdo completo.


Você já se perguntou sobre a história das avaliações de aprendizagem? Apesar de todas as situações levarem a algum tipo de ensinamento, entender como a educação formal foi estruturada no Brasil é uma forma de compreender o presente e vislumbrar o futuro.

Mais que um assunto interessante a educadores, esse tema também é válido a gestores, coordenadores e estudantes. É assim que podemos refletir sobre os aspectos físicos e psicológicos que envolvem o ensino e verificar de que maneira é possível aperfeiçoar as práticas pedagógicas.

Então, que tal saber mais sobre a história das avaliações? Confira este artigo e veja como ela se estruturou e passou a ser aplicada.

A história das avaliações de aprendizagem

O Brasil já era povoado antes de 1500, quando os portugueses chegaram ao nosso País. A organização começou ainda no período colonial. O objetivo era bem diferente do atual e quem tocava o ensino eram os jesuítas. Porém, foi o que levou à definição que temos hoje. Para entender essa linha do tempo, que tal ver suas particularidades?

Período colonial

A educação no Brasil começou com a Companhia de Jesus, na época dos jesuítas, logo após a chegada dos portugueses. Apesar de ter o foco na religiosidade, a fim de catequizar os índios, foi o início da educação no País. A primeira missão começou ainda em 1549.

Em 1759, houve a expulsão dos jesuítas por conta das reformas pombalinas. Foi nesse momento que o ensino laico e público foi criada por meio das Aulas Régias. A implantação oficial foi em 1772.

Período da família real

A chegada da família real portuguesa em 1808 mudou o contexto educacional. Dom João VI criou, ainda no ano — e nos períodos seguintes — que aportou no Brasil:

  • Escolas de Medicina;
  • Academias Militares;
  • Museu Real;
  • Biblioteca Real;
  • Jardim Botânico;
  • Imprensa Régia.

A Escola Nacional de Belas Artes foi criada a partir do convite a artistas franceses em 1816. Ainda assim, a educação tinha uma importância secundária. Na época, não existia faculdade no Brasil, enquanto em colônias espanholas elas já haviam sido fundadas. Um exemplo é a Universidade de São Domingos, fundada em 1538.

Período imperial

As transformações realizadas a partir da chegada da família real foram significativas e culminaram com a declaração de Independência, em 1822. Em 1824, foi elaborada a primeira Constituição brasileira, que mantinha a liberdade de ensino e a instrução primária gratuita a todos os cidadãos — escravos não se enquadravam ainda nessa categoria.

Em 1827, foi aprovada a primeira lei sobre o então Ensino Elementar, que hoje é chamado de Educação Básica. Em vigor até 1946, essa legislação determinava a criação de escolas em todas as cidades e de instituições de ensino voltadas para meninas em municípios mais populosos.

Primeira República

Esse foi um momento de grandes mudanças na educação brasileira. Sob o controle dos militares, o ensino seguia os princípios de centralização, formalização e autoritarismo. Houve iniciativas de formar um currículo unificado.

Era Vargas

O ano de 1930 marcou profundas mudanças, inclusive na educação. Uma delas foi a criação do Ministério dos Negócios da Educação e Saúde Pública. Houve uma reforma do Ensino Secundário e, depois, a organização do Conselho Nacional de Educação.

A Constituição de 1934 determinou a elaboração de um plano nacional. Os intelectuais da época — como Anísio Teixeira (que hoje dá nome ao Inep), Lourenço Filho e Fernando de Azevedo — voltaram suas atenções para a educação e perceberam que o ensino não atendia às exigências do mundo da época.

Regime Militar

Seu início foi em 1964. Cinco anos depois, a disciplina Educação Moral e Cívica passou a ser obrigatória em todos os níveis de ensino. No Secundário era chamada de Organização Social e Política Brasileira (OSPB).

Retorno da democracia

A Constituição de 1988, válida até hoje, determinou o prazo de 10 anos para universalizar o ensino e acabar com o analfabetismo. Até hoje, não aconteceu. No Brasil, 7% da população com 15 anos ou mais ainda é analfabeta, conforme a Pnad Contínua. 

A LDB foi revista em 1996, sendo que um ano antes foi recriado o Conselho Nacional de Educação. Outras questões importantes foram:

  • organização do Sistema de Avaliação do Ensino Básico (SAEB), em 1990;
  • surgimento do Fundo de Manutenção do Desenvolvimento do Ensino Fundamental (Fundef), em 1996 — houve sua substituição pelo Fundeb em 2006.

O Fundef foi especialmente relevante porque obrigou estados e municípios a dedicarem um percentual para a educação.

Futuro da educação

Apesar de toda a evolução verificada no Brasil, a educação ainda tem muito a se desenvolver. Já está sendo implementada a Base Nacional Comum Curricular (BNCC), que apresentará as propostas pedagógicas e os currículos a serem seguidos por todas as instituições de ensino do País.
Além disso, a tecnologia contribui para o alcance de bons resultados. É o caso dos softwares de gestão de provas, Inteligência Artificial (IA), machine learning, Big Data, entre outros. Porém, as tendências em avaliações do futuro e a transformação digital na educação precisam considerar o que aconteceu no passado para que os erros não se repitam.

Assim, a história das avaliações é fundamental para garantir um futuro de qualidade. Modificar o ensino-aprendizagem de acordo com as novas prerrogativas é a expectativa, porque somente dessa forma o conhecimento é construído em bases sólidas.

E você, o que acha? Deixe seu comentário e comente o que acredita ser relevante sobre o passado, o presente e o futuro da educação!