Quais são atualmente os melhores métodos de estudo?

5 de fevereiro de 2016
melhores métodos de estudo

Nas últimas décadas professores e alunos têm tentado de diferentes maneiras formular uma equação comum que permita a ambas as partes chegarem a um acordo: um método que faça com que os estudantes aprendam mais e os docentes ensinem melhor. Essa é uma clássica relação ganha-ganha, em que os dois lados obtém vantagens se conseguirem chegar a um resultado positivo – os estudantes por apreenderem o conhecimento e os professores por passá-lo de uma maneira melhor. Está mais do que claro para ambas as partes que o modelo tradicional de ensino falha em muitos aspectos nessa questão.

É preciso pensar uma forma de adequar o ensino de hoje ao que o século XXI nos exige e nos oferece. Os métodos tradicionais, que engessam o aprendizado do estudante às paredes de uma escola e prendem o ensinamento do professor ao que ele transmite dentro de sala de aula, foram ultrapassados. A cada ano que passa novas possibilidades são oferecidas – a alunos e professores – e é preciso saber separar o que é bom do que é ruim. De certa forma, o aluno do século XXI, que nasceu conectado a um mundo em que a tecnologia está presente em todas as esferas, necessita de um ensino que possa aliar o conteúdo transmitido dentro da sala de aula, pelo professor, com os conhecimentos que estão disponíveis fora de sala de aula.

E o que se espera de um professor moderno, atento a esse cenário? Uma adaptação. Aliar sua prática de transmitir conhecimento com as facilidades proporcionadas pela tecnologia.

No artigo de hoje vamos falar sobre as vantagens dos exercícios no aprendizado de seus alunos e como a tecnologia também já chegou até eles (o que pode, inclusive, melhorar a relação professor-aluno. Boa leitura!

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Exercícios: o melhor método de estudo

Se alguém te perguntar qual o melhor método para que você possa aprender, com qualidade, uma matéria, provavelmente, com sua experiência de ensino em sala de aula, você dirá que é: praticar. Sim, fazer exercícios, testes e simulados é a melhor técnica para memorizar o conteúdo e garantir o aprendizado. As vantagens desse método foram constatadas também cientificamente, a partir de uma pesquisa elaborada por psicólogos e publicada pela Association for Psychological Science, uma organização sem fins lucrativos dos Estados Unidos. A pesquisa listou 10 métodos de estudo e organizou um ranking com os mais e os menos eficientes.

Em primeiro lugar, estão os exercícios. Conforme a pesquisa, alunos que têm o hábito de responder a questões e resolver simulados para testar seus conhecimentos levam vantagem em relação a outros métodos. O estudo classificou esse método como de “alta efetividade” por causa da variedade de formatos. Isso porque questões de múltipla escolha, testes de preencher lacunas e questões dissertativas, por exemplo, são frequentes nesses tipos de exercícios. Uma segunda vantagem é a melhor fixação do conteúdo, principalmente ao repetir o teste feito quando você não acerta a questão. Ver uma mesma pergunta pela segunda vez, depois de um tempo e não logo depois de tê-la visto pela primeira vez ajuda na fixação do conteúdo.

Aplicar exercícios é um método utilizado pela grande maioria dos professores. Isso porque esses testes conseguem medir o grau de aprendizado de um determinado aluno com relação ao conteúdo que foi transmitido nas últimas aulas com certa eficácia. A partir daí tanto o professor (com os testes da classe em mãos) quanto o aluno (após a correção dos exercícios) podem se planejar para corrigir os erros até a aplicação da prova.

No entanto, aplicar exercícios no método tradicional pode trazer algumas desvantagens. Uma delas é que o professor que opta por esse tipo de técnica, na maior parte dos casos, leva trabalho para casa. E muito trabalho, diga-se de passagem. Boa parte dos professores brasileiros trabalha em mais de um turno e, muitas vezes, em duas ou três instituições de ensino. Também é comum que docentes deem aulas para turmas diferentes de séries diferentes. Ao pensar nas vantagens de se aplicar um exercícios em sala de aula o professor também opta por recolher toda aquela pilha de papeis. Com um horário cheio e dando uma aula atrás da outra, é bem provável que essa pilha de testes tenha endereço certo: sua casa e te tome boas horas extras de trabalho.

Pensando nesse cenário e na situação de desgaste dos professores é que algumas empresas buscaram aliar a tecnologia com a educação para resolver essas questões práticas. Hoje há um grande debate com relação ao uso de ferramentas nas questões relativas ao ensino. Claro que não dá para substituir o papel da escola e do professor no processo de aprendizado, no entanto, é perfeitamente possível delegar a alguns sistemas tecnológicos,  atividades meramente burocráticas – isso possibilita, aliás, além de mais qualidade de vida para o docente, que ele possa se planejar mais e melhor para essas atividades.

Uma das empresas que tem procurado encurtar a distância entre qualidade de ensino, tecnologia e qualidade de vida do professor é a Starline Tecnologia, empresa brasileira especializada nesse setor. Uma das invenções mais recentes é uma ferramenta que permite que o professor possa enviar exercícios online para seus alunos. A mesma ferramenta ainda simplifica o método de correção de questões fechadas. Lembra da situação da rotina desgastante do docente e das pilhas de papeis para corrigir noite adentro? Pois então. Com esse método, essa realidade não existe mais. Vamos conhecer mais sobre ela?

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Exercícios online: aliando o melhor método de ensino com a tecnologia

Os exercícios online aliam a efetividade do melhor método de estudo, conforme a publicação da organização norte-americana Association for Psychological Science, com a praticidade das técnicas que utilizam a internet como meio de transmissão. Optar pelos testes online é, por um lado, adotar a praticidade. Isso porque as ferramentas tecnológicas podem auxiliar na execução de todas as etapas do trabalho que o professor tem para que o exercício chegue às mãos de seus alunos. Desde a diagramação, a escolha pelo formato do teste, passando pelo número de questões e o nível de dificuldade de cada uma delas, até na apuração dos índices de erros e acertos. A empresa brasileira Starline, especializada em tecnologia para a educação, é uma das companhias que se especializaram em criar ferramentas para dar conta da elaboração de provas e exercícios online. O Sistema de Gestão de Provas (SGP) é um software que faz essa ponte entre o professor e o aluno na aplicação dos testes.

Funciona da seguinte maneira: pela ferramenta o professor escolhe um formato de prova ou faz a diagramação do próprio exercício, levando em consideração o número de questões que quer aplicar aos alunos e o nível de dificuldade de cada uma delas (fáceis, médias ou difíceis). Ao resolver o teste, ele salva as respostas das questões fechadas em uma espécie de “gabarito oficial” e envia o teste com as questões, por email, para o aluno. O professor, então, pode estipular um prazo para entrega do exercício preenchido. Então, com o teste de volta às mãos do professor, o software compara as marcações com a do gabarito oficial, feito primeiramente pelo professor e, automaticamente, revela a nota obtida pelo aluno.

Há ainda uma série de outras vantagens:

  • Banco de questões: Você não precisa elaborar uma prova por vez. Ao contrário, pode adicionar questões elaboradas, ou que foram publicadas em algum concurso ou vestibular a uma espécie de biblioteca virtual. Cada uma delas pode ser classificada e separada conforme o seu nível de dificuldade. Isso possibilita ao professor escolher um número de questões mais fáceis ou difíceis em uma prova e, até mesmo, aplicar diferentes versões de um exercício aos alunos de uma mesma sala.
  • Formato: É possível formatar e diagramar seus testes de maneiras diferentes, alterando a forma, a distribuição e o número de questões, de acordo com a sua necessidade;
  • Avaliação: Logo após o software corrigir os testes automaticamente é possível gerar relatórios personalizados. Dessa maneiras, você pode acompanhar mais de perto ou comparar o desempenho escolar do estudante;
  • Integração e segurança: Você pode integrar o sistema utilizado na sua escola com o utilizado para elaborar suas provas, tudo isso em um ambiente online e seguro.

Uma outra vantagem de se utilizar os exercícios e provas online é a economia de tempo. Corrigir questões fechadas, uma a uma, de centenas de provas não possui qualquer tipo de aprendizado e não agrega em nada as atividades comuns de professores. Ao contrário, faz com que o tempo que poderia ser de descanso, preparação de novas aulas e exercícios, por exemplo, seja ocupado com uma atividade burocrática. Utilizando o software, as questões são corrigidas automaticamente, baseando-se em um padrão feito e conferido pelo próprio professor. Com essa economia de tempo podemos esquecer aquele cenário do início do texto que mostra que, além de trabalhar nos diversos turnos, ainda é rotina para um professor de Ensino Médio levar um grande volume de trabalho para casa.

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Exercício online como forma de aproximar o professor do aluno

Os tempos mudaram e, com ele, a educação, os professores e os próprios alunos. Um estudante sentado em uma carteira de escola no século XX não é o mesmo estudante de posse de um smartphone no século XXI. Neste contexto, é importante saber falar a língua do aluno, entender sua sede de conhecimento e, principalmente, a melhor forma de garantir que ele aprenda, independentemente do conteúdo passado.

Os alunos interagem com seus colegas em ambiente virtual, utilizam a internet em suas pesquisas para atividades acadêmicas e, sobretudo, para comunicação. É claro que essa mudança de hábitos e perfis não justifica um deslocamento total dos processos de aprendizado para o ambiente online. No entanto, especialistas têm chegado a conclusões que é importante inovar na forma de aprender e de ensinar.

O exercício online é uma maneira de agilizar o processo de aprendizado por meio avaliativo. O contato entre professor e aluno, além da sala de aula, pode se dar por outras plataformas – como o e-mail – em que o professor disponibiliza exercícios de questões fechadas ou abertas e, após receber o gabarito preenchido pelo estudantes, já tem acesso praticamente automático à sua nota.

Outros métodos de ensino

Além de recomendar os exercícios, a publicação da Association for Psychological Science ainda lista outros nove métodos de ensino:

Alta efetividade

  • Organizando um cronograma: a rotina dos estudos em uma escola ou na faculdade exige que o aluno saiba conciliar os diferentes conteúdos ensinados em diversas matérias. No Ensino Médio ou no caso de alunos se preparando para o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) as disciplinas são quase uma dezena. Conforme a pesquisa, o importante é montar (e seguir) um cronograma. Isso evita duas situações: a primeira em que o aluno deixa tudo para a última hora e não consegue aprender o que deveria e, a segunda, evita a procrastinação para quem passa um dia inteiro em frente aos livros mas o estudo “não rende”. Seguir um cronograma detalhado dá mais eficiência aos estudos e os resultados são melhores.

Média efetividade

  • Elaboração de perguntas: se perguntar os “porquês” de uma matéria ajuda a fixar o conteúdo e suas respostas. O método funciona melhor para estudantes de séries mais avançadas, como as do Ensino Médio, por exemplo, já que requer uma maior familiaridade do aluno com o assunto. Criar questões como “porquê isso é verdade?” ou “porque isso faz sentido” contribui para agregar mais informações ao que já é de seu conhecimento. A dica é: quanto mais familiarizado com o tema, mais perguntas aprofundadas você é capaz de criar e melhor será o seu aprendizado.
  • Explicando o conteúdo para você mesmo: quem é que nunca “conversou” consigo mesmo para lembrar de detalhes de uma matéria que você precisa saber? Esse método, também de efetividade média conforme a pesquisa publicada pela Association for Psychological Science, funciona bem quando você já tem o domínio do conteúdo e consegue decodificar o que está no papel.
  • Intercalando os estudos: em vez de dedicar uma semana inteirinha para aprender os diversos conteúdos de matemática, usar uma tática diferente pode ajudar no rendimento dos estudos. A pesquisa mostra que intercalar diferentes conteúdos em uma mesma sessão de estudo “força” o cérebro a se lembrar de algo que não foi visto nos últimos minutos, o que ajuda a fixar o conteúdo.

Baixa efetividade

  • Fazendo resumo: essa é uma técnica clássica, que pode apresentar problemas se não for feita corretamente. Consiste em reescrever o texto lido dando ênfase às informações mais relevantes. Mas como considerar um conteúdo mais relevante que outro? Essa confusão pode fazer passar batido detalhes importantes se você, por exemplo, não interpretou o texto corretamente ou se só escreveu o mesmo conteúdo com outras palavras, o que não ajuda a memorizar as informações mais importantes.
  • Grifar partes importantes do texto: mais um método tradicional para estudar (e que contém problemas, como o anterior, se não for feito de forma adequada). É preciso saber o que é importante ressaltar em um texto. Um erro muito comum é grifar blocos de texto ou parágrafos inteiros, o que não ajuda a destacar o que tem maior relevância. Esse “excesso” prejudica a memorização
  • Usando palavras-chave: fazer associações mnemônicas, com palavras ou expressões que levam a uma ideia geral pode funcionar, mas somente em casos específicos, em que é possível associar imagens mentais a um conteúdo específico. Um exemplo: usar a frase “Minha Vó Tem Muitas Jóias; Só Usa No Pescoço”, cujas iniciais são usadas para remetar à ordem dos planetas no Sistema Solar (Mercúrio, Vênus, Terra, Marte, Júpiter, Saturno, Urano, Netuno e Plutão) – isso quando o último ainda era considerado planeta.
  • Imagens e textos: transformar conteúdo falado em sala de aula pelo professor ou escrito em material didático em imagens. O método pode ajudar a organizar as informações de uma forma mais clara. No entanto, os pesquisadores não conseguiram identificar com precisão em quais situações esta técnica poderia ser melhor aplicada, o que contribuiu para que ela fosse classificada como de “baixa efetividade”.
  • Releitura: outro método simples e bastante utilizado. Consiste, como o próprio nome diz, em reler o conteúdo já lido uma vez. Alguns estudos apontam que deve haver um prazo – entre dois e quatro dias – para retomar o contato com algum material já apreendido já que força mais o cérebro a relembrar de conteúdos vistos já há algum tempo. No entanto, outros métodos citados acima são mais eficazes.

O que você achou do métodos de ensino e da praticidade de adotar exercícios, provas e simulados online para que seus alunos possam aprender melhor? Compartilhe seu conhecimento, dê dicas e faça sugestões na seção de comentários abaixo. Além disso, não deixe de baixar, de graça, nosso ebook Manual do Professor Moderno.

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