Migração digital: o que você ainda não pensou sobre educação em meio à pandemia, mas pode fazer no 2º semestre

17 de agosto de 2020

A segunda metade de 2020 tem tudo para ser uma época transformadora para a educação.

A migração digital, já tão necessária há tempos para que fosse possível aproveitar todo o potencial que as novas tecnologias oferecem para a educação, deixou de ser opcional para se transformar em algo praticamente obrigatório no cenário em que vivemos.

Com a necessidade do distanciamento físico, as aulas tiveram que sair do presencial e partir para o virtual, muitas vezes sem que houvesse uma preparação adequada para tal, de fato, mas essa ainda era a melhor solução para que o elo com a escola não fosse perdido.

Embora isso tenha trazido algumas dificuldades (e ainda esteja trazendo), o movimento já era esperado e bem visto entre professores, diretores e alunos, mesmo antes da pandemia. Isso ficou claro no estudo “Education Technology Use in Schools”, com pesquisas feitas entre 29 de janeiro e 25 de março de 2019.

Entre tantos resultados interessantes trazidos por ela, alguns destaques são os seguintes:

  • 81% dos professores concordam ou concordam fortemente que enxergam um grande valor no uso de ferramentas digitais de aprendizagem nas salas de aula. O percentual sobe para 88% entre os diretores e 92% entre os administradores.
  • Quando a pergunta foi sobre o grande valor de usar essas tecnologias no futuro, os percentuais foram de 85% entre os professores, 93% entre os diretores e 95% entre os administradores.
  • Entre os professores que foram perguntados sobre a maior eficiência das ferramentas digitais que as não-digitais, 57% concordaram que isso se aplica à personalização do ensino, 52% no engajamento dos alunos e 50% na comunicação com os alunos.
  • 65% dos professores afirmam usar ferramentas de aprendizagem digital para ensinar todos os dias, contra 22% que afirmaram utilizá-las algumas vezes por semana e 13% que usam uma ou menos vezes por semana.
  • 53% dos professores disseram que gostariam de utilizar ferramentas de aprendizagem digital com mais frequência, enquanto 44% gostariam de usar o tanto quanto fazem atualmente.

Por ser uma pesquisa com resultados que foram obtidos basicamente um ano antes da COVID-19 ser classificada como uma pandemia, fica claro que o mundo já se movimentava neste sentido, o que ganhou ainda mais destaque na educação em meio à pandemia.

É fato que os dados foram colhidos nos Estados Unidos, país em que a realidade da digitalização e conectividade é mais avançada do que aqui, mas o interesse existe e a migração digital é um movimento que também acontece no Brasil.

Este segundo semestre de 2020 será decisivo para a manutenção das novas práticas e tecnologias, do ensino híbrido a novas formas de avaliação, e pode ser que a sua instituição de ensino ainda não tenha pensado em tudo o que precisa neste sentido.

Para te ajudar, nós separamos vários pontos interessantes e que podem nortear suas escolhas em relação à transformação digital na educação. Continue conosco!

A migração digital continua importante no 2º semestre de 2020?

Sem sombra de dúvidas! Além de a pandemia e suas consequências terem mudado de uma vez por todas o cenário da educação, movimentos importantes foram tomados por parte do Ministério da Educação neste sentido.

A Portaria nº 544, de 16 de junho de 2020, é um desses movimentos. Nela, o Ministério da Educação estendeu a autorização de aulas a distância em instituições federais de ensino superior até 31 de dezembro de 2020, além de ter permitido que elas suspendam as atividades acadêmicas presenciais pelo mesmo prazo.

O documento esclarece que tais atividades deverão ser “integralmente repostas” quando for seguro voltar ao ensino presencial, mas este é um claro sinal de que a migração digital já está sendo vista com outros olhos.

Há reflexos da digitalização da educação em meio à pandemia também em outros níveis da educação, como mostra o estudo “A Educação não Pode Esperar”, elaborado pelo Instituto Rui Barbosa, pelo CTE-IRB e pelo IEDE, com apoio da ATRICON e do CNPTC.

De acordo com o levantamento, feito entre maio e junho, 82% das redes municipais estavam oferecendo conteúdos a distância. Ao analisar o âmbito estadual, todos os 17 estados ouvidos estavam oferecendo atividades não presenciais.

Mesmo que haja planos de voltar às salas de aula ainda em 2020, eles não são unânimes. Mesmo que houvesse essa unanimidade por parte do poder público, nem todas as pessoas teriam o desejo de voltar às aulas presenciais neste cenário, o que mantém a migração digital como uma necessidade.

Depois de um início de ano mais “conturbado” neste sentido, já estamos em uma época em que a adoção pelos meios digitais já é vista com maior naturalidade, mas pode haver pontos importantes que sua instituição ainda não observou, e é isso o que queremos trazer aqui.

Confira também: O que é migração digital e como a pandemia acelerou este processo

Como manter a eficiência da educação em meio à pandemia neste 2º semestre de 2020?

Em nosso artigo sobre Ensino Online x Ensino Remoto, comentamos que a situação do Brasil estava mais para o ensino remoto (adaptação do presencial ao digital) do que para o ensino online (planejado especialmente para este meio), mas há que se ponderar o fator surpresa que a pandemia trouxe.

Dentro de poucos dias, as salas de aula cheias passaram a estar vazias, e é perfeitamente compreensível entender porque não houve um planejamento tão eficaz a respeito da migração digital, mas depois de alguns meses, já podemos ter uma visão mais clara sobre o assunto.

Mesmo depois de passada a primeira fase da pandemia, em que as aulas foram direcionadas para o ambiente digital, a falta de unanimidade de que comentamos anteriormente exige adaptações importantes por parte das instituições de ensino para manter a máxima qualidade possível até o final deste ano – e além.

Algumas propostas que merecem ser colocadas em prática neste momento são as seguintes:

Novas formas de interação com os alunos e entre eles

Quando se pensa em uma sala de aula, a comunicação não deve se restringir apenas de professor para com seus alunos, mas também dos alunos para com os professores e entre os próprios alunos. Assim, o processo de ensino-aprendizagem correrá de uma maneira muito mais eficiente.

Em um cenário em que a proximidade presencial não é mais possível (ou pelo menos não como antes), deve-se pensar em uma estratégia prática e eficiente de manter essa comunicação, o que é indispensável para o desenvolvimento de todos os envolvidos.

como melhorar o desempenho na escola

Essa interação, inclusive, pode tanto ocorrer de forma síncrona (necessária a participação do aluno e do professor ao mesmo tempo e no mesmo ambiente, como em uma videoaula ao vivo) quanto assíncrona (não é preciso que eles compartilhem o mesmo horário, como em um grupo no WhatsApp).

Ao manter essa comunicação, a experiência obtida com a educação em meio à pandemia será ainda mais próxima ao que se tinha antes.

Excelência na gestão institucional

A pandemia escancarou uma necessidade latente: pensar melhor na gestão das instituições de ensino. Tudo deve estar perfeitamente ajustado para que ela possa lidar da melhor maneira com eventualidades, como a situação que ainda estamos vivendo.

Um exemplo é a posse de mailings atualizados para contato com os alunos. As medidas de distanciamento social fizeram com que muitos deles fossem às pressas para casa, e quem não tinha os dados necessários para entrar em contato com o corpo discente certamente encarou problemas.

Além de ter essas informações, a migração digital também instaura a necessidade de ter processos de comunicação bem definidos com os alunos. Assim, eles sabem como se dará o contato com a instituição sempre que for necessário e não perderão nenhum informe importante.

O planejamento financeiro é outra necessidade. Ainda no cenário da pandemia (e para além dele, com certeza), é fundamental ter as contas em ordem, inclusive com um bom capital disponível, para poder reestruturar a equipe e o espaço sempre que necessário.

Mapear e analisar novas tecnologias também é outra atribuição indispensável para as instituições, principalmente por vivermos em uma época tão conectada e em que as novidades surgem quase que diariamente.

Essas são algumas das principais frentes que as instituições precisam organizar muito bem para viver bem em um mundo VUCA (Volatile, Uncertain, Complex and Ambiguous, ou volátil, incerto, complexo e ambíguo) como o que temos hoje.

Formação e preparação do corpo docente

A escolha dos profissionais do corpo docente já costuma ser feita com muito cuidado, pois isso interferirá diretamente nos resultados da instituição. Porém, a cautela e a atenção não devem parar aí.

Hoje em dia, no mundo VUCA em que vivemos, como vimos acima, é fundamental investir em treinamentos e preparações para que os professores possam se adaptar aos mais diversos cenários.

Dessa forma, eles estarão prontos para as mudanças que já estão em curso na Educação, seja na BNCC para a Educação Básica ou na transformação digital do mercado, a qual tem provocado profundas mudanças na oferta de conteúdo do Ensino Superior.

A transformação digital nas instituições de ensino é um desafio para 2020 (e além), mas precisa ser encarado de frente, o que passa pela preparação do corpo docente para que todos entendam bem qual é a direção a ser seguida e como isso será colocado em prática.

Criação de trilhas de aprendizagem

Nós já comentamos sobre o ensino adaptativo por aqui, mas não há como deixar de falar dele neste cenário pós-pandemia e de retorno às aulas que vivemos atualmente.

Será praticamente obrigatório trabalhar com diferentes trilhas de aprendizagem dentro do currículo educacional para que seja possível atender aos alunos em seus diferentes estágios, já que não há uma uniformidade nessa vinda do ensino remoto.

Isso acontece pelo fato de que alguns alunos podem ter se adaptado bem ao cenário das aulas remotas, mas outros não. Logo, ainda que estejam no mesmo período letivo, provavelmente alguns estarão defasados em relação aos outros.

Cabe ao corpo docente planejar uma estratégia de ensino adaptativo, com diferentes trilhas de aprendizagem, para equiparar todos os alunos e, assim, garantir um processo mais proveitoso para todos os envolvidos.

Leia também: Como utilizar o ensino adaptativo no ensino fundamental

Desenvolvimento socioemocional dos alunos

Sem dúvidas, um dos principais desafios dos professores é o desenvolvimento socioemocional de seus alunos, embora isso seja fundamental para suas vidas, seja para crianças, adolescentes ou adultos.

Além de sua importância em condições normais na Educação, o pós-pandemia realçou ainda mais a necessidade desse desenvolvimento, pois as aulas remotas e o cenário de mudanças deixaram claro como os alunos devem desenvolver soft skills (competências comportamentais) como autogestão e disciplina.

Esses dois pontos são imprescindíveis para a manutenção do ensino a distância, que ocorre de maneira diferente das salas de aula e demanda mais organização e autocontrole por parte dos alunos.

Além disso, temas como ansiedade e depressão também se fizeram presentes para aqueles que estiveram tão ligados às atividades acadêmicas, o que, na verdade, sempre pode se manifestar, não apenas no cenário educacional como também em outras ocasiões da vida.

Tendo isto posto, é interessante que a instituição de ensino pense em estratégias que possam ajudar neste desenvolvimento por parte dos alunos, o que sem sombra de dúvidas será altamente relevante para diferentes aspectos de suas vidas.

Novas formas de avaliação

Avaliar os alunos continua sendo muito importante, já que é por meio disso que os professores poderão saber como está sendo sua evolução na educação em meio à pandemia.

Em nosso artigo sobre avaliação diagnóstica e o retorno às aulas, comentamos como elas são importantes para entender qual é o nível de aprendizagem dos alunos e, assim, orientar os professores sobre a profundidade e a abordagem do conteúdo com o qual darão sequência.

Mesmo depois dessa “equivalência”, continua sendo necessário fazer as avaliações, e a migração digital também se aplica aqui, com soluções que trazem praticidade, segurança e eficiência para alunos e professores.

O Prova Fácil Avaliações Regulares é perfeito para isso, pois permite a criação de provas inteligentes. Por meio dessa solução, sua instituição pode entrar na era da conectividade dos dados e gerar informações pelo cruzamento de resultados, o que aumenta continuamente o desempenho dos professores e alunos.

Ele oferece módulos para planejamento de avaliação, gestão do conteúdo, banco de questões, logística de aplicação de provas, gestão do conhecimento, correção automática e divulgação dos resultados online, entre várias outras funcionalidades.

Este é um ótimo investimento não apenas para a educação em meio a pandemia, mas também para o “novo normal” que se sucederá daqui em diante.

Leia mais: Por que o Prova Fácil é importante para a transformação digital na educação?

Estratégias para captação de alunos para o final do ano

Os impactos do Coronavírus para a educação estão sendo bem grandes, mas a educação não pode parar. Isso significa que sua instituição deve pensar em maneiras inteligentes de conquistar novos alunos no final do ano, de modo que estes possam iniciar os estudos em 2021.

A seriedade e profissionalismo da instituição continuam sendo pontos super importantes e que certamente farão parte da avaliação dos interessados, mas não podemos deixar de destacar um aspecto que também deve pesar bastante: a forma com a qual ela lidou com a educação em meio à pandemia.

O que esperamos (e torcemos ansiosamente para tal) é que estejamos livres de situações de pandemia por muitos e muitos anos, mas ela nos mostrou que há muitos pontos que fogem do nosso controle, e cabe à instituição de ensino saber como lidar em relação a isso.

Se ela teve um plano acionável e prático para continuar com o ensino mesmo em situações adversas, isso deixa uma imagem positiva para quem está em busca de uma nova instituição de ensino para o ano que se inicia, já que demonstra preocupação com os alunos, professores e todos os envolvidos.

Outra questão que também deve chamar muita atenção é a própria migração digital e o ensino híbrido, modelo em que uma parte das aulas é feita presencialmente e a outra virtualmente.

Num mundo cada vez mais conectado, inclusive com pessoas que já nasceram em uma época em que a conectividade fazia parte de suas vidas diretamente, não há como deixar isso de lado na captação de novos estudantes.

A própria aplicação das demais sugestões que abordamos neste conteúdo já pode ajudar bastante na captação de novos alunos, já que estes perceberão todos os esforços que foram feitos em prol de melhorias no ambiente educacional, mesmo em meio a uma situação tão inesperada.

Migração digital: uma solução para a educação em meio à pandemia

Já estamos no segundo semestre do ano, mas ainda temos alguns bons meses para colocar planos eficazes em prática, sempre com o objetivo de beneficiar os alunos, os estudantes e todos que estão envolvidos com o processo de ensino-aprendizagem.

Pode ser que o primeiro contato que a sua instituição teve com o digital na educação em meio à pandemia não tenha ocorrido da melhor forma possível, mas ainda é tempo de revolucionar este cenário.

É notório que a migração digital está se transformando em uma obrigatoriedade, e quanto antes sua instituição colocar isso em realidade, melhores tendem a ser os resultados obtidos, que devem vir em ainda menos tempo. Coloque isso em prática, também com o auxílio do Prova Fácil, e colha todos os bons frutos dessa decisão!