O que eu, professor, devo avaliar em uma instituição de ensino antes de aceitar o emprego?

8 de outubro de 2014
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Ser professor não e tarefa fácil; afinal, é grande a responsabilidade de passar conhecimento ao outro. Mais que isso, dependendo da fase em que o profissional irá lecionar, terá de desempenhar o papel de educador, impactando diretamente na formação daquele ser. E aí é imprescindível se perguntar: faz diferença a instituição a qual o professor irá passar seus conhecimentos?

A instituição se constitui por seus alunos e pelos profissionais que ali atuam. Logo, de imediato, ao se propor trabalhar em uma escola, assim como em qualquer outra área, o profissional precisa identificar se seu perfil é adequado para aquele local. E se perceber, por exemplo, que a realidade dos alunos é bem diferente da sua, é hora de analisar se vale a pena aceitar o desafio.

Um planejamento de aulas pode ser o mesmo, assim como a grade curricular, mas o público para o qual o professor irá falar pode variar de uma escola para outra. Nesse caso, mais que passar um conteúdo, é preciso entender a diferença entre uma turma e outra – e, aí sim, encarar o desafio de frente.

Contudo, não são só os alunos que formam uma escola, no sentido de prover um ambiente de trabalho agradável; ao entrar numa nova instituição é preciso conhecer as práticas pedagógicas e os métodos de trabalho e educação usados e, mais uma vez, avaliar se está dentro do seu perfil profissional.

O Brasil corre o risco de, em um futuro bem próximo, ter uma grave crise na educação por falta de professores. Isso porque a profissão está cada vez mais desvalorizada, com salários abaixo da média e falta de infraestrutura e condições justas de trabalho, que pode-se presumir um panorama geral no país. Diante desse caos, há uma realidade onde professores buscam por seus direitos básicos para estar em sala de aula.

A educação brasileira precisa, urgentemente, de uma reforma política e até mesmo social. A reforma política diz respeito às melhorias nas condições de trabalho, e quando se fala em reforma social envolve todos que, de forma direta ou indireta, participam da escola: professores, alunos, pais e comunidade como um todo.

A busca por essa mudança começa pelos próprios professores, quando aceitam fazer parte de uma escola. Eles precisam conhecer melhor as instituições nas quais estão entrando e, consequentemente, que irão representar. Ao entrar numa escola o professor passa a ser sua voz, fazendo a ponte entre administração e alunos.

Se dispor a estar em uma sala de aula para compartilhar conhecimento é tarefa das mais dignas – e certamente merece ser reconhecida. Para tanto, os próprios profissionais precisam reconhecer seu valor e se juntar à escola no intuito de somar forças e buscar melhorias para todos os envolvidos no processo educacional brasileiro.

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