Ofertar EAD: Quais os principais desafios?

24 de novembro de 2021

Ofertar EAD é uma excelente maneira de ampliar o alcance da universidade com diferentes públicos, porém essa implementação passa por alguns desafios até os resultados aparecerem.

Durante muito tempo, ofertar EAD não era a melhor das opções para as instituições de ensino superior, as quais tinham receio dos estudantes acharem os cursos sem qualidade e que não fossem capazes de levar à aprendizagem como o ensino presencial.

Felizmente, essa realidade mudou, e desde o início de prática mais efetiva – início dos anos 2000 – até hoje, obter um diploma de ensino superior através da Educação a Distância já foi a opção de mais de 1,5 milhão de matriculados, conforme apontam dados do último Censo da Educação Superior 2017, do Ministério da Educação.

Oferecer esse tipo de ensino traz realmente muitas vantagens, porém é inegável a existência de desafios no decorrer do caminho. Por isso, neste artigo vamos falar sobre os impasses na implantação dos cursos EAD nas IES. Acompanhe!

5 Principais desafios ao ofertar EAD

Com o crescimento da tecnologia e acesso à internet, aumentou potencialmente o número de pessoas fazendo um curso a distância. Apesar da popularização crescente dos últimos anos, as faculdades e centros universitários ainda têm dificuldades ao oferecer EAD no Brasil. 

Então, confira agora os pontos que pesam na hora de oferecer essa modalidade de ensino que proporciona facilidades e oportunidades de aprendizagem sem precedentes.

1 – Regulação da EAD junto ao MEC

A regulação de um curso EAD passou por algumas mudanças. Até 2006 o credenciamento da IES dependia da regulação específica da universidade para essa modalidade e em 2007 o MEC determinou que a faculdade solicitante já fosse credenciada ao ensino presencial.

Essa regra mudou e 2017, determinando que:

  • Todas as IES públicas ficaram automaticamente credenciadas para a oferecer cursos a distância;
  • Mesmo que não seja credenciada ainda para o ensino presencial, a IES pode ofertar EAD;
  • O credenciamento dos polos presenciais que dependiam da avaliação presencial do MEC passou a ser feito através de documentos e ferramentas tecnológicas disponibilizadas pela matriz.

Entretanto, mantém-se a regra de que qualquer curso EAD deve ser autorizado junto ao MEC.Portanto, de forma geral, alguns pontos ganharam agilidade visando que a instituição consiga ofertar seus cursos o mais breve possível, ainda que, em alguns casos, essa regulação demore um tempo considerável.  

2 – Centralizar a gestão dos polos

O polo de apoio presencial é um complemento da instituição EAD, devendo oferecer suporte acadêmico e pedagógico para os alunos, além de promover a socialização dos estudantes com outros estudantes e professores.

Aqui, o desafio está em unificar as ações realizadas por diferentes faculdades e centros universitários, já que cada IES (apesar de cursos iguais) faz a gestão e acompanhamento do encontro presencial de um modo diferente, o que dificulta, por exemplo, a mudança de curso de uma universidade para outra.

Nesse sentido, o ideal seria uma integração das plataformas digitais, de modo que a produção de materiais didáticos e ocorre em conjunto, sem grandes diferenças entre uma mesma disciplina, permitindo a unificação curricular, em qualquer instituição que queira ofertar EAD no país.

3 – Conduzir o processo seletivo

Às vezes, uma IES nunca ofertou cursos na modalidade EAD, o que gera certo receio nas primeiras experiências, além do medo de não conseguir dar o suporte necessário aos candidatos e/ou realizar a gestão financeira e de provas com problemas.

De fato, isso pode ser um impasse, já que há chances de comprometer a imagem da instituição. Por isso, o recomendado é investir em uma empresa especialista na gerência de processos seletivos, a qual cuide desde o planejamento da avaliação até a apuração dos resultados e classificação dos candidatos.

Assim, o sucesso da seleção será garantido e sua IES contará com os melhores recursos de preenchimento de novas vagas.

4 – Regulagem da qualidade

Apesar da expansão e regulação pelo MEC, algumas classes profissionais desvalorizam os cursos  na modalidade a distância, alegando que há um déficit de qualidade entre  a modalidade e o ensino presencial.

Até porque não existem estudos científicos que comprovem a teoria de que estudantes do ensino presencial são mais bem preparados ou melhores que aqueles vindos do ensino a distância.

Sendo assim, ainda que o diploma de cursos EAD tenha o mesmo valor do curso presencial, é necessário conscientizar a população sobre os benefícios que o ensino a distância traz para os estudantes e a sociedade, visando quebrar esse preconceito.

5 – Avaliar com qualidade e segurança

Está claro que ofertar EAD está intimamente ligado ao uso da tecnologia, logo, é fundamental que as universidades utilizem-se de mecanismos tecnológicos modernos e que também facilitem o acesso e a aquisição de saberes pelos alunos. Nesse cenário, alguns recursos podem otimizar essa aquisição, como:

  • Reforço de interativas entre os estudantes, como trabalhos colaborativos online e avaliação por pares;
  • Oferta de aprendizado adaptativo, um modelo que possibilita personalizar o conteúdo e trazer de volta conceitos de difícil compreensão pelo aluno;
  • Ferramentas para coibir a cola, visando evitar o plágio em trabalhos acadêmicos, como por exemplo, a  adesão ao browser travado, geração de provas diferenciadas e uso de métodos de reconhecimento, impedindo que outras pessoas façam as atividades do aluno.

Desafio extra: O estigma da EAD após a pandemia

Devido à pandemia de COVID-19, as escolas e universidades do mundo todo tiveram que inserir a educação à distância em sua rotina acadêmica. 

Sabemos que a estrutura e política de um curso EAD não é a mesma de uma aula remota, como as que estão acontecendo agora, mas elas dão uma ideia de como o processo é conduzido.

Diante de tudo, temos duas situações nesse pós-pandemia. De um lado, acredita-se que o estigma empregado ao EAD poderá ser quebrado com o oferecimento de novas formas de aprendizagem que não seja o ensino presencial, afinal, muitas IES tiveram excelentes resultados com a educação remota.

Em contramão, é preciso reconhecer que a maioria das universidades que não ofertavam educação a distância, tiveram enorme dificuldade para implementar essa “segunda aopção”, o que pode levá-las a reforçar uma ideia negativa perante a modalidade não-presencial.

De toda forma, é necessário reiterar o potencial que a EAD proporcionou aos estudantes no geral, possibilitando uma reinvenção na educação e permitindo que novos adeptos aderissem a esse sistema virtual. 

Por fim, é importante acentuar que somente com preparo profissional e infraestrutura adequada esse modelo pode dar certo, seja ele agora ou após a pandemia.  

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Ofertar EAD

Como pudemos perceber, apesar de todas as dificuldades de ofertar EAD no Brasil, as instituições de ensino superior têm muito a ganhar ao investir nesse formato de educação, principalmente porque ele está se consolidando com uma alternativa acessível para a população, com o mesmo alcance (ou até maior) de aprendizagem.

Se você é gestor de uma IES, sabe que implementar esse modelo não é algo tão simples, principalmente pela questão de preparar a sua universidade para receber essa clientela e oferecer a ela a melhor experiência de ensino. 

No geral, fora as questões de credenciamento que dependem de um politicas públicas para a análise e agilidade dos atos regulatórios, um software de software especialização em educação pode facilitar a implementação de cursos EAD na sua organização superior.

Com o Prova Fácil, você e a equipe docente e administrativa terão todo o apoio logístico para avaliar com precisão, oferecendo recursos de avaliação eficientes que tornarão o processo de seleção e aprendizagem um verdadeiro sucesso. Adquira nossas soluções e prepare-se para levar sua instituição a outro patamar!

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