Plano de gestão escolar: como inserir tecnologias nas escolas

13 de setembro de 2017

Na sociedade da informação, aliar tecnologias a outros campos do saber já é uma necessidade estabelecida. Nas escolas, inserir ferramentas digitais com fins pedagógicos traz resultados que impactam tanto o desempenho dos alunos, quanto a formação e o plano de aulas dos professores. Mas como inserir as tecnologias educacionais nas salas de aula de maneira proveitosa?

Nos últimos anos, os métodos de ensino e aprendizado em sala de aula foram completamente ressignificados. Se, antes, os alunos tinham horários pré-definidos para acessar celulares e computadores, hoje o cenário já é outro: a tecnologia tornou-se uma aliada da produção e do consumo de conhecimento.

Aqui, não nos referimos a uma inserção tímida da tecnologia, como, por exemplo, os laboratórios de informática que, muitas vezes, fazem parte do plano de ensino dos alunos, principalmente em colégios da rede privada. Falamos de uma transição completa, onde as tecnologias aparecem como ferramentas complementares a todas as disciplinas, dentro das salas de aula do maior número possível de escolas.

O uso de celulares, notebooks e tablets, por exemplo, ampliou as possibilidades de acesso, compartilhamento e transmissão de informações. No entanto, a aplicação desses e outros dispositivos no contexto das escolas requer um planejamento minucioso do currículo escolar, por parte dos educadores.

Integrar tecnologia e educação é uma estratégia necessária e coerente com o tempo em que vivemos. Além de um plano de gestão escolar completo e redondo, é essencial que haja uma reeducação e constante atualização de competências, especialmente dos professores.

As funções e as relações desses profissionais serão modificadas com a presença de novos métodos de ensino em sala de aula, portanto, é indispensável que eles  mantenham-se antenados às tendências e busquem uma construção coletiva dessa nova forma de ensino junto aos alunos.

O simples fato de se inserir tecnologias com fins educacionais na dinâmica das escolas não garante nenhum resultado no processo de aprendizagem. Pelo contrário, caso as mudanças sejam estabelecidas sem uma pesquisa aprofundada realizada previamente — e que envolva todas as partes que compõem o corpo escolar — a solução pode se tornar mais um problema.

Por isso, alguns pontos são essenciais para que a implementação das tecnologias nas escolas seja feita de maneira correta. Assim, o caminho rumo à inovação educacional será mais concreto, garantindo uma mudança crescente e constante.

  • Entender as principais demandas dos alunos, de forma a compreender a maneira mais adequada de inserir recursos digitais em sua rotina de estudos.
  • Educá-los e realizar uma campanha de conscientização para o uso dos aparelhos durante as aulas. A geração Z, nascida e criada em um mundo dominado pela tecnologia, precisa estar preparada para receber a novidade, para que a familiaridade com os recursos digitais não os leve para longe do aprendizado;
  • Mapear as dificuldades dos alunos e professores no processo de aprendizagem. Tendo definido quais pontos apresentam fragilidades, é possível pensar em soluções mais efetivas e específicas para a instituição de ensino;
  • Promover um diálogo direto com pais e responsáveis — partes fundamentais da educação de crianças e adolescentes —, de forma a esclarecer as mudanças a serem implementadas.
  • Moderar e gerir o uso das tecnologias, para que o se dê de forma responsável e garanta a produtividade nas atividades.
  • Motivar o uso da tecnologia entre todos os funcionários da escola, afinal, é uma transformação que envolve todo o processo de aprendizado. É importante que esses profissionais sejam treinados e estejam por dentro de tudo o que está acontecendo.
  • Potencializar os benefícios oferecidos pelos dispositivos tecnológicos. Além de auxiliar pesquisas e sanar dúvidas, eles devem ser usados para outros fins, como por exemplo: combate ao cyberbullying, incentivo à leitura em diversos formatos, formação de um acervo de referências online e produção de trabalhos multimídias.
  • Planejar atividades e dinâmicas relacionadas ao universo dos estudantes, incentivando a participação e proporcionando maior dinamismo às aulas.
  • Fazer uma curadoria de sites, ferramentas, aplicativos e fontes relevantes aos alunos. Essa curadoria será importante para enriquecer seu repertório e melhorar sua produtividade.

Realizando pesquisas, planejando ações e agindo de maneira prudente, todo mundo tem a ganhar ao inserir as tecnologias no ambiente escolar. Essa é uma realidade já firmada e uma tendência que se fortalece a cada dia.

Diretores, professores e outros profissionais da Educação que pretendem adotar novas metodologias para suas instituições de ensino, podem (e devem!) buscar por empresas especializadas nesse tipo de serviço. Elas oferecem soluções inovadoras que enriquecem o processo de ensino-aprendizagem e transformam a sala de aula em um ambiente estimulante e desafiador, tanto para os alunos, quanto para os professores.

Os resultados irão proporcionar uma experiência que transcende os métodos tradicionais de ensino e funciona de acordo com o contexto no qual estamos inseridos.

Compartilhe conosco, nos comentários, a sua opinião sobre o assunto, bem como sua experiência com a tecnologia na educação!