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Políticas públicas

Estratégias para combater a reprovação escolar

Mais que um efeito negativo, a reprovação escolar é também um prejuízo para educação brasileira. Os danos são verificados em diferentes esferas — e impactam a gestão das instituições de ensino. Mas mais que um prejuízo, ela é também um problema complexo de ser resolvido. 

Isso porque aprovar alunos sem ter o mínimo de conhecimento necessário está longe de ser o ideal. Em pouco tempo, os resultados aparecem em avaliações externas, como o PISA, que colocam o Brasil entre os piores resultados de aprendizado. 

Para ter uma ideia, o Brasil está no 63º lugar da última edição da avaliação, realizada em 2015 Por outro lado, reprovar é uma prática com resultados graves, como o de distanciar os alunos da educação. 

Somente em 2016, o Brasil teve prejuízos de R$ 16 bilhões com a reprovação de 3 milhões de estudantes. Esse montante equivale a 10,26% dos estudantes da rede pública. Por sua vez, esse percentual é três vezes maior do que o observado em países desenvolvidos.

Apesar de os dados se referirem aos colégios públicos, esse número é um alerta para instituições particulares. Para ter uma ideia, 7 de cada 10 estudantes do 3º ano do Ensino Médio alcançam nível insuficiente de português e matemática.

O levantamento feito pelo Ministério da Educação (MEC) ainda revelou que menos de 4% dos educandos têm conhecimentos apropriados nas duas disciplinas mencionadas. Mais que isso, 71,67% dos estudantes apresentam nível insuficiente de aprendizado. Outros dados são:

  • 23% estão no nível 0, o mais baixo de todos;
  • 70,88% têm nível insuficiente de aprendizado, sendo 23,9% no nível 0.

Por conta desses resultados, o MEC chegou a duas conclusões:

  • a maior parte dos educandos não consegue encontrar informações explícitas em leituras, especialmente de opinião e resumos;
  • a maioria é incapaz de solucionar problemas com operações básicas com números naturais, bem como identificar o gráfico de função com os valores fornecidos em um texto.

Para encontrar uma solução para um dos problemas que mais afeta a educação no Brasil, a política pedagógica precisa ser bem desenhada e estruturada para surtir os efeitos esperados e garantir um ensino consistente. Nesse cenário entram as boas práticas e referências já utilizadas por outros países — como a aprendizagem adaptativa — que ajudam a alcançar bons resultados. Esse é o tema deste artigo. Vamos lá?

Os dados da reprovação escolar no Brasil

Os resultados do Brasil em avaliações externas e os gastos com reprovação, já apresentados, sinalizam a necessidade de modificar o contexto atual. Afinal, 4 em cada 10 jovens de 19 anos não finalizaram o Ensino Médio. Do total, 62% estão fora da escola e 55% deixaram de estudar no Ensino Fundamental. Apesar disso, a expectativa é que, até 2022, 90% ou mais dos brasileiros de 19 anos tenham concluído o Ensino Médio. Para o Fundamental, a meta é 95% ou mais.

Todos esses dados geram uma queda no número de matrículas na Educação Básica. Em apenas um ano (2017 a 2018), a redução foi de 1,1 milhão nos Ensinos Fundamental e Médio. Com isso, a chance de alcançar o índice esperado pelo Plano Nacional de Educação (PNE) é ainda menor. Nesse caso, deveriam ser atingidos 25% até 2024.

Os impactos da reprovação escolar na aprendizagem

Todos os dados apresentados evidenciam um problema significativo no Brasil. Especialistas em pedagogia destacam que a reprovação impacta a aprendizagem de maneira negativa. 

Segundo pesquisa do Centro de Estudos e Pesquisas em Educação, Cultura e Ação Comunitária (Cenpec), essa situação “é considerada prenunciador importante do abandono escolar, conturba a trajetória escolar, é prática financeiramente dispendiosa e gera resultados contestáveis”.

Para a Unesco, a reprovação traz “problemas de estigmatização e motivação”. De toda forma, fica claro que esse fator interfere na distorção série-idade verificada na vida escolar. Esse é um aspecto ainda pior para o sexo masculino. Apenas para comparação, no 6º ano do Ensino Fundamental, a divergência é grande: 31,6% para homens e 19,2% para mulheres.

Nesse contexto, fica a dúvida sobre o que fazer. Se aprovar sem conhecimento é ineficiente, reprovar também é. Esse mecanismo ineficaz, no entanto, precisa ser substituído por outras ações. Entre as alternativas a serem colocadas em prática estão:

  • Implementação de políticas de atração e retenção de docentes que estão em contextos vulneráveis;
  • promoção do desenvolvimento profissional a partir de incentivos econômicos e condições de trabalho;
  • fortalecimento da formação inicial dos professores;
  • aplicação de práticas pedagógicas consistentes e adaptativas para consolidar o ensino-aprendizagem.

As soluções para a reprovação escolar

A maioria dos estudantes falha por um conjunto de fatores. Alguns dos principais são a evasão escolar, a falta de perspectiva e a desmotivação. Mas uma instituição comprometida com o aprendizado dos alunos pode investir em estratégias para ultrapassar esse desafio. A seguir, listamos alguns dos principais. Confira!

Reveja os métodos de avaliação

Os tipos de avaliação aplicados são fundamentais para uma boa prática pedagógica e fortalecimento do aprendizado. Com isso, há uma consequente queda da reprovação nas escolas. É o caso, por exemplo, adotado pelo Kroton para aumentar o engajamento dos alunos nos primeiros semestres das suas graduações. 

Nesse momento, é preciso considerar o que se pretende avaliar e se os métodos serão quantitativos, qualitativos ou ambos. Para chegar a esse patamar, o ideal é investir em avaliações contínuas. Elas permitem fazer um acompanhamento próximo para gerar resultados melhores.

Além disso, as avaliações recorrentes permitem identificar as habilidades e as capacidades dos estudantes. Como elas podem ser inibidas em análises essencialmente quantitativas, essa é uma forma de ter uma visão holística.

As avaliações frequentes ainda possibilitam considerar as características individuais de cada educando e encontrar abordagens complementares.

Aprimore a oferta de atividades complementares

O professor deve estar em constante busca por aulas mais atrativas. Utilizar diferentes tecnologias e abordagens consolida a estrutura de aprendizagem e fortalece o ensino pensando em alunos que têm os mais diversos perfis. Algumas opções disponíveis são:

  • adotar STEM (sistema que interliga as quatro áreas de conhecimento: Ciência, Tecnologia, Engenharia e Matemática) para práticas de ciências e matemática;
  • utilizar jogos educativos e técnicas de gamification;
  • adotar aplicativos educacionais;
  • executar alguma atividade prática para exemplificar o tema abordado.

Ofereça monitorias e turmas flexíveis

A gestão escolar que está preocupada com os níveis de reprovação precisa disponibilizar recursos para garantir o máximo de aprendizado ao estudante de forma personalizada. Existem diferentes opções a serem escolhidas — e cada uma delas tem suas próprias características. Veja:

  • turmas flexíveis: são criadas turmas diferenciadas. Os alunos são separados de acordo com sua necessidade de aprendizado;
  • monitoria professor-aluno: consiste na presença do docente em horário alternativo para explicar os conteúdos difíceis ou nos quais o aluno tem dúvidas;
  • monitoria aluno-aluno: utiliza os próprios estudantes, que ajudam os outros educandos. Os primeiros são de salas avançadas ou até da mesma turma, desde que apresentem desempenho superior à média.

Adote um sistema de gestão de provas

A tecnologia é uma grande aliada da educação — e ignorá-la é um erro. A Unesco define que alguns dos benefícios obtidos são:

A obtenção dessas vantagens surge devido a uma série de fatores. Dois deles são a capacidade de motivar os alunos e lidar com o desinteresse. As avaliações contínuas reforçam a necessidade do estudo frequente, além de desafiarem os estudantes a obterem melhores resultados.

Ao mesmo tempo, elas aproximam o aluno da vivência necessária, por exemplo, ao implementar problemas passíveis de acontecerem na vida real. Junto a isso, elas fornecem dados que subsidiam as decisões do professor.

Assim, fica mais fácil determinar a metodologia mais adequada, identificar pontos fortes e fracos dos estudantes, e reforçar o aprendizado dos conteúdos necessários.

Diante de todos esses aspectos, fica claro que a reprovação escolar precisa ser combatida da maneira correta. Ela representa um desafio, mas pode ser substituída por ações melhores e que trazem resultados práticos.

É o que você precisa fazer na sua escola. Como? Entenda como um sistema de gestão de provas ajuda a melhorar a qualidade do ensino.


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