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O que os profissionais de tecnologia e educação esperam para 2019?

Convidamos profissionais de tecnologia e educação de instituições de ensino brasileiras para avaliarem como será o impacto de novas tecnologias na realidade brasileira

Vivemos no centro da era tecnológica e isso implica preparar-se, periodicamente, para o surgimento de novas tecnologias que podem mudar nossas formas de convívio e de organização enquanto sociedade. E essas mudanças acontecem de forma específica para determinadas áreas, como a educação, por exemplo. 2018 trouxe para o mercado educacional inúmeras soluções em realidade aumentada e realidade virtual e um apelo maior para a adoção de conteúdos de programação para alunos do ensino médio. O drama vivido pelo gigante Facebook e a aprovação da GPDR (Regulamento Geral da Proteção de Dados) aprovado pela União Europeia trouxe à tona o cuidado muito grande com a privacidade dos dados dos alunos que utilizam tecnologias educacionais e a busca por soluções que os preservem. Essas tendências foram, inclusive, as que identificamos mais presentes no congresso anual da ISTE, que  participamos no ano passado em Chicago.

O lançamento de plataformas de criação de ferramenta de realidade aumentada mais recentes, como da Apple ARKit e do Google Arcore fez com que qualquer pessoa com acesso à internet pudesse a realidade aumentada e o desenvolvimento de aplicativos com realidade virtual. Isso significa o estímulo ao desenvolvimento de inúmeros casos de realidade aumentada por celulares simples, tornando a novidade mais suscetível de adentrar às salas de aula. Um exemplo é o aplicativo Mondly, desenvolvido para o ensino de idiomas e que disponibiliza a tecnologia de realidade aumentada e virtual aos professores que o utilizam.

O tema da programação nas escolas também ganha força com o  lançamento do programa da Amazon “Amazon Future Engineer”, que tem como objetivo de ensinar 10 milhões de alunos de populações carentes a programar. Na mesma pegada, a Apple passou a oferecer gratuitamente em suas lojas nos EUA a ‘Hora do Código’, como uma forma de expandir seu programa ‘Everyone can code’ e o Google, já há mais tempo envolvido com educação, continuou a financiar seu programa pré-escola CodeNext. Todas as ações, vindas dos gigantes da tecnologia, mostram a preocupação clara com a formação dos profissionais do futuro.

A expectativa dos especialistas em educação é que, a partir das iniciativas e plataformas lançadas em 2018, essas tendências passem a adentrar o mundo educacional agora em 2019, especialmente no que tange ao uso de dados. O portal americano MarketScale cita, por exemplo, que a adoção do ensino adaptativo através de dados em escolas públicas de Chicago foi capaz de aumentar em 20% as matrículas em cursos universitários na região. O aumento das vantagens traz também, a preocupação igualmente proporcional com a proteção dos mesmos. Estima-se, segundo o US Today, que 756 milhões de dados de pessoas foram roubados em apenas três meses de 2018, quando notícias de violações de dados de alto perfil do Facebook e do portal Quora foram divulgadas.

Tendências no Ensino Superior

A organização inglesa Quacquarelli Symonds, que lança anualmente um ranking universitário mundial classificando as melhores instituições ao redor do mundo, já anunciou que a perspectiva é que menos universidades brasileiras façam parte do topo da lista em 2019. Em 2015, o Brasil tinha 50 universidades que participavam da lista, ao passo que, em 2019, teremos apenas cinco. A queda na avaliação diz respeito a dois indicadores principais: a redução de citação em estudos acadêmicos e a redução da presença de alunos estrangeiros – ambas medidas fruto do congelamento de investimento em educação aprovado em 2017, o que impactou fortemente as políticas de incentivo à pesquisa no Brasil.

Mesmo vivendo um período delicado, especialmente no que tange às universidades públicas, o ensino superior brasileiro também se vê diante das mudanças trazidas pela tecnologia, especialmente para a formação de profissionais para um mercado de trabalho que se renova a passos largos. Nos congressos realizados em 2018 com foco em tecnologia e educação, fala-se cada vez mais sobre Big Data, ensino adaptativo, cocriação e realidade aumentada, embora elas nem sempre sejam realidade dentro da sala de aula.

Seguindo essa tendência de preparar os alunos para um novo mercado de trabalho, a Universidade Tiradentes prepara-se para lançar, no primeiro semestre de 2019, o Innovation Center, espaço para discutir o futuro da educação, atraindo edtechs (tecnologia educacional), e tornando um centro de formação de professores no Nordeste em Google for Education com programas de capacitação e certificação. A instituição foi reconhecida pelo Google em  2018 como Universidade de Referência por promover transformações culturais na educação superior. Também neste ano a prova passará a aplicar as suas avaliações, geridas pelo Prova Fácil, em chromebooks em todos os polos que contam com a tecnologia.

Mas, segundo Lucas do Vale, Gerente de Tecnologias Educacionais da instituição, os investimentos em tecnologia em 2019 não cessam aí. A UNIT intensificará seus projetos de gamificação, iniciado há três anos. A ideia é aumentar a prática de objetos de aprendizagem e estratégias ativas especialmente em disciplinas que têm baixo desempenho, já que perceberam o engajamento maior dos alunos. Para executar esse projeto, as coordenações pedagógicas são envolvidas e, especialmente, o curso de Jogos Digitais oferecido pela própria instituição.

Mobile learning é outra tendência forte na instituição, principalmente por encontrar o aluno onde ele está mais presente. Atualmente eles produzem conteúdos específicos para o aplicativo da instituição como, por exemplo, pílulas de conhecimento para o ENADE. É também no aplicativo que os alunos contam com a estratégia de adaptive learning desenvolvida pela instituição. Com ela, o aluno conta com conteúdos personalizados para o seu desenvolvimento, recebe sugestões de conteúdos pelos quais poderia se interessar e tem acesso aos formatos que mais lhe interessam: vídeo, texto, áudio, entre outros.

Segundo do Vale, com o big data, a instituição passa a contar com um dashboard de acompanhamento do sucesso do aluno, estratégia que tem trazido ótimo resultado para combater a evasão de alunos. Por fim, a realidade aumentada e virtual também começa a se fazer presente em simulações de laboratório e aulas de anatomia. “Tanto os cursos presenciais quanto de EAD terão disciplinas com conteúdos com realidade virtual e realidade aumentada, em que os alunos poderão visualizar suas disciplinas ao toque do tablet. Nós temos como diretriz garantir que os projetos sejam pensados igualmente para o EAD e o presencial”, conta.

Foco na Metodologia

O Diretor de Soluções Educacionais da Universidade Cândido Mendes, Jeferson Pandolfo, que realiza um mestrado em Novas Tecnologias Digitais na Educação, preocupa-se, especialmente, com as metodologias de ensino para a adoção de novas tecnologias. “Estive em congressos na França e Londres no último ano e minha percepção é que as tecnologias precisam ser concretizadas e pautadas em metodologias de ensino para que tudo tenha mais sentido. A tecnologia tem que ser uma prótese da educação para que ela seja mas efetiva”, analisa. Nesse cenário, ele avalia com entusiasmo o fortalecimento de estratégias de dados para ensino personalizado e as metodologias ativas, como sala de aula invertida e Project Based Learning (PBL).

Na Cândido Mendes, estão implantando na graduação um projeto para tornar o ambiente do aluno mais intuitivo, garantindo uma experiência positiva com a navegação em termos de leitura fluida e webconferências ao vivo. O Big Data também é utilizado para o combate à evasão dos alunos e, por fim, o lançamento de um canal de comunicação via whatsapp para aproximação do atendimento ao aluno.Como as novas tecnologias estão adentrando a realidade da sua instituição de ensino? Compartilhe conosco sua experiência com a tecnologia na Educação! Aproveite e baixe gratuitamente nosso Ebook sobre Transformação digital na educação – uma das grandes tendências em tecnologia educacional!

tecnologia e educação

 


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