Tecnologia na Escola Pública: é benéfica ou prejudicial?

29 de março de 2017
tecnologia na escola pública

É raro, nos dias de hoje, ver um adolescente sem um smartphone na mão. Crianças, desde cedo, utilizam computadores em casa e mesmo tablets e outros equipamentos com jogos educativos. De acordo com a pesquisa TIC Kids Online, em 2015, cerca de oito em cada dez crianças e adolescentes com idades entre 9 e 17 anos utilizaram a Internet, o que corresponde a 23,4 milhões de usuários em todo o Brasil.   No entanto, ainda há uma grande parcela de jovens desconectados no país, o que exige a criação de políticas públicas para a promoção da igualdade de oportunidades online. A pesquisa aponta que em 2015, cerca de 6,3 milhões de crianças e adolescentes não eram usuários de Internet, sendo que cerca de 3,6 milhões nunca acessaram a rede. A falta de disponibilidade de Internet em casa é o principal motivo apontado para não utilizar a Internet: 15% das crianças – o equivalente a 4,5 milhões de pessoas – mencionaram que a falta de acesso à rede em seus domicílios era responsável por mantê-los desconectados.   Neste quadro, a escola torna-se um lugar de extrema importância para a universalização do acesso às tecnologias. Segundo a TIC Kids online, 32% dos jovens afirmaram utilizar a internet no ambiente escolar, percentual que não difere entre as classes sociais, sendo 34% nas classes AB; 31% na classe C; e 32% nas classes DE. Os dados nos levam à conclusão de que as escolas públicas também estão se esforçando para que seus alunos tenham acesso a mídias digitais. Então, como a tecnologia está sendo usada nas escolas públicas?

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Mudanças e interações

  A pesquisa Educação e tecnologias no Brasil: um estudo de caso longitudinal sobre o uso das Tecnologias de Informação e Comunicação em 12 escolas públicas, realizada a partir de experiências de escolas no Paraná, em São Paulo e em Pernambuco, aponta que, em 2013, 100% das escolas públicas possuíam computadores de mesa e 85% possuíam laboratórios de informática para utilização pelos alunos. E, embora apenas 6% possuíssem tablets, algumas escolas pesquisadas permitiam que os alunos utilizassem os próprios dispositivos móveis no ambiente escolar.   Segundo o estudo, houve um movimento intenso de entrada de tecnologias móveis nas escolas pesquisadas, por meio da participação em programas de informatização baseados nesse tipo de tecnologia, como o Programa Nacional de Tecnologia Educacional (ProInfo) e o Um Computador por Aluno (UCA), do governo federal. Em seu especial sobre Tecnologia, o site Porvir destaca iniciativas interessantes da utilização de recursos tecnológicos em escolas. Na Escola Municipal Emílio Carlos, no Rio de Janeiro, enquanto o professor circula pela sala de aula ajudando os alunos, netbooks com vídeos ajudam estudantes com maior dificuldade a entender os conteúdos. No chamado ensino híbrido, os alunos passam a dividir sua atenção entre exercícios na folha de papel e quizz, questionários e videoaulas presentes nos netbooks disponíveis na escola. Já no Colégio Municipal de Indaial, em Santa Catarina, os estudantes estão aprendendo junto com colegas de outros estados por meio de videoconferências. Os alunos do ensino fundamental, por exemplo, estão realizando um projeto sobre animais em extinção e estão utilizando essa tecnologia para mapear espécies ameaçadas em seu estado e apresentar aos colegas de outras escolas. A atividade integra o programa Aprender em Rede, uma iniciativa do Instituto Crescer que promove o intercâmbio de experiências regionais entre alunos de todo o país.

Uma mãozinha nas avaliações

  Na rede estadual de educação de São Paulo, os professores estão utilizando o aplicativo Prova Fácil, da Starline Tecnologia, para corrigir simulados do SARESP, que busca produzir um diagnóstico da situação da escolaridade básica do estado, a fim de orientar os gestores do ensino no monitoramento das políticas voltadas para a melhoria da qualidade educacional. Com o aplicativo, é possível criar turmas e cadastrar alunos, corrigir automaticamente os gabaritos e gerar estatísticas que possibilitam fazer um diagnóstico dos pontos fortes e fracos das turmas e até de um único aluno.

Além do Prova Fácil, o Sistema de Gestão de Provas (SGP) também pode ser utilizado para avaliar o perfil de aprendizagem dos alunos e prepará-los para avaliações como a Prova Brasil, que avalia a qualidade do ensino oferecido pelo sistema educacional brasileiro a partir de testes padronizados. O SGP permite que o professor gerencie e organize o processo de criação das avaliações e faça a correção automática de questões objetivas e disponibiliza relatórios de desempenho tanto da turma quanto de cada estudante individualmente, sendo ideal para a realização de provas em larga escala como seria um simulado da Prova Brasil, por exemplo, ou mesmo do Enem.   Para ficar por dentro de outros exemplos do uso da tecnologia em sala de aula, acesse o Especial de Tecnologia na Educação do Porvir clicando aqui.

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