Tecnologias da educação: O que são, como funcionam e no que elas podem te ajudar

23 de junho de 2017
jovem sobre uma mesa escrevendo em seu caderno e com notebook a frente

Há alguns anos, estamos acompanhando o boom das empresas de tecnologia que trouxeram muita praticidade para nosso dia a dia, do pagamento de contas até mesmo o fazer compras.

Felizmente, os mesmos empreendedores descobriram o mercado da educação e vêm trazendo soluções cada vez mais inovadoras, que prometem tornar mais fácil o trabalho de professores, coordenadores, diretores e até mesmo dos técnicos responsáveis. Mas que soluções são essas?

Nesse artigo vou te ensinar tudo sobre tecnologias da educação, desde o que são até como aplicá-las na sua rotina escolar. Vamos lá?

 O que são tecnologias da educação

As tecnologias da educação nada mais são do que novas ferramentas de aprendizado e gestão que tornam as aulas mais atrativas e descomplicadas e facilitam a coordenação de processos dentro do ambiente escolar.

Alguns recursos específicos fazem parte do grupo das tecnologias da educação, que pode ser dividido em várias categorias. Há, por exemplo, os objetos digitais de aprendizagem, como videoaulas, jogos, animações e simuladores; e outros mais sofisticados como os ambientes virtuais, que compreendem laboratórios e museus virtuais ou recursos de realidade aumentada.

Ainda em relação à sala de aula e o contato com os alunos, podem ser utilizados ambientes virtuais de aprendizagem, plataformas adaptativas e MOOCs — sigla em inglês para Cursos Online Abertos e Massivos.

Em relação à coordenação, existem plataformas de correção de provas, gestão da sala de aula e gestão escolar. Já os especialistas em tecnologia devem criar uma estrutura adequada a essas inovações, mantendo os equipamentos sempre atualizados, disponibilizando ferramentas de trabalho e certificando-se de que os recursos a serem utilizados em sala de aula ou para a gestão são suportados pelos dispositivos disponíveis.

Benefícios para o dia a dia escolar

Além de tornar as aulas mais atrativas, a utilização de tecnologias da educação pode tornar o aprendizado mais eficaz. Manuseando o computador e outros dispositivos, o estudante sente-se coautor da aprendizagem, não mais um mero receptor de informações passadas pelo professor, que se torna, agora, um mediador.

Outra aliada é a aproximação da realidade. Utilizando a internet, é mais fácil relacionar os conteúdos aprendidos à prática na vida real. Há, também, o fator visual: a utilização de vídeos, apresentações e outros recursos visuais facilitam a absorção e memorização de informações.

Ao mesmo tempo em que respeita a individualidade, já que, usando dispositivos tecnológicos, o aluno pode aprender no seu tempo, as tecnologias de educação também estimulam a interação, pois a internet permite que todos expressem suas ideias e opiniões.

Já em relação à administração escolar, a utilização da tecnologia facilita a realização de tarefas rotineiras como matrícula, lançamento de notas e faltas, recebimento de mensalidades, controle de taxas acadêmicas, fluxo de caixa, entre outras.

Pode atrapalhar?

Sempre há, claro, alguns contras. Se não forem utilizadas de maneira correta, em vez de prender a atenção dos alunos, as tecnologias podem se tornar uma distração, transformando-se nas novas “bolinhas de papel”, e deixando-os dispersos durante as aulas. Também há o perigo da cola. Afinal, com a internet, é extremamente fácil encontrar a resposta para a maioria dos problemas sem precisar resolvê-los, de fato.

Por isso, é necessário que as atividades utilizando as tecnologias da educação sejam bem planejadas, a fim de abrir novas portas e possibilidades sem prejudicar o ensino. Também é essencial que os professores estejam capacitados para lidar com os recursos, para que o aprendizado seja efetivo.

Quem faz

Opções não faltam se você quer implantar tecnologias da educação na sua escola ou universidade. Várias startups brasileiras estão investindo no ramo e procurando soluções para melhoria do ensino no país. Confira algumas:

  • EvoBooks: a empresa desenvolve livros-aplicativos para serem usados em sala de aula que não dependem de acesso à internet.
  • Descomplica: o site disponibiliza videoaulas, planos de estudo, exercícios e monitorias para quem está se preparando para o Enem.
  • Prova Fácil: com esse aplicativo da Starline Tecnologia, professores criem e corrijam provas de forma mais ágil e fácil pelo tablet ou celular. A ferramenta também gera estatísticas de correção e permite a criação de bancos de questões.
  • Geekie: a plataforma oferece ferramentas digitais que se adequam às necessidades de cada aluno. Há o Geek Games, com testes e personalização de plano de estudos para o Enem; e o Geek Lab, que disponibiliza conteúdos do Ensino Fundamental II e do Ensino Médio.
  • Árvore de Livros: funciona como uma “Netflix dos livros”, com livros para todas as faixas etárias. Os alunos podem acessar a plataforma de qualquer lugar e o professor pode acompanhar o progresso de leitura das turmas.
  • Sagalabs: a empresa cria ambientes pedagógicos virtuais, como Laboratórios, Oficinas e Salas de Aula.

Quem já usa

As tecnologias da educação já se espalharam pelo Brasil e muitas instituições estão aproveitando esse novo modelo educativo. Na Escola Municipal André Urani, na comunidade da Rocinha, no Rio de Janeiro, os quadros negros foram substituídos por lousas inteligentes, e os cadernos e lápis, por notebooks. De acordo com os professores, agora eles são mentores dos estudantes, guiando-os pelos sites da web.

O Colégio Dante Alighieri, de São Paulo, também está apostando na tecnologia. Além de lousas inteligentes, o colégio conta com rede wi-fi, notebooks e tablets para os alunos. Em São Caetano do Sul, também em São Paulo, todas as escolas municipais receberam tablets para uso dos alunos do 5º ao 9º ano do Ensino Fundamental!

Outras escolas também já estão se habituando ao novo cenário, investindo em aprendizagem colaborativa, gamificação, ensino híbrido, sala de aula invertida e avaliações digitais.

O que vem por aí

A mudança só está começando e algumas tendências para o futuro estão sendo sinalizadas. O primeiro passo deve ser enxergar a tecnologia como aliada do professor em vez de uma substituta. O foco deve ser em como as novas ferramentas podem ajudar o docente a melhorar suas aulas.

Por serem baratos e portáteis, os tablets aparecem como futuros protagonistas. Além de substituir as tradicionais salas de informática, que consomem recursos de manutenção, se os alunos utilizarem os próprios dispositivos, as escolas poderão investir em redes mais potentes e aplicativos mais sofisticados.

A maneira de utilizar a internet também deve ser repensada. É preciso refletir sobre o potencial que a rede oferece para além de sites de busca e redes sociais, a fim de evitar que a interação dos alunos com a web se limite ao “copia e cola”. Compartilhar dados, como no programa ambiental GLOBE, ou criar projetos em conjunto, como possibilita a plataforma Padlet, podem ser ótimos caminhos.

Fazer conexões com o mundo real, como tours digitais por museus e outros tipos de simulações, e estimular que os próprios alunos criem esse tipo de conteúdo, interagido e cooperando entre si é outra tendência.

Os games também encontram cada vez mais o seu lugar ao sol, pois têm a capacidade de exigir do aluno análise de situações, concentração e conhecimentos das matérias estudadas, além de tornar o aprendizado mais divertido e vivencial.

E, claro, é preciso incorporar a tecnologia na avaliação dos alunos, não só utilizando softwares que ajudem nesse processo, mas também avaliando as novas competências adquiridas com a utilização desses novos dispositivos em sala de aula.

As tecnologias da educação vieram para ficar, então, o melhor a fazer é se adaptar a elas e tirar o melhor proveito. Comece com o básico: algumas ferramentas podem tornar as aulas inovadoras e prender a atenção dos alunos. Temos um artigo completo sobre isso aqui no blog!

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