Escola do Século XXI: as tendências tecnológicas na educação

21 de dezembro de 2015
tendências tecnológicas na educação

Está cada vez mais claro que estamos vivendo uma revolução na área de ensino neste século. Graças ao protagonismo da tecnologia, que encontrou na educação uma área fértil para evoluir, as mudanças observadas dentro e fora das salas de aula têm sido cada vez mais velozes. Se você dá aulas há pelo menos 5 ou 10 anos certamente notou que o ensino tem ficado mais tecnológico e as novas gerações são bem diferentes dos alunos que você teve ao longo da sua vida profissional.

Portanto, as tendências para a educação no ano que vem passam, necessariamente, pela tecnologia. Nesse aspecto o professor tem um papel fundamental: além de se atualizar para conhecer as novidades que estão não só no mercado, mas na vida de estudantes, gestores de ensino e da sociedade como um todo, o docente deve se preparar para ser uma espécie de tutor para os alunos. Em um contexto de excesso de informações é importante que o professor saiba orientar os estudantes. A lógica da educação até esse momento era de que o professor era fonte única de conhecimento, o que já foi ultrapassado já que, como todos sabemos, são múltiplas as fontes de informação e conhecimento a que temos acesso hoje. No entanto, também é sabido que nem sempre esses recursos são confiáveis. É papel do professor moderno separar o que é de má do que é de boa qualidade e incentivar o conhecimento.

Mas a tecnologia tem ainda um outro papel que não o de conectar pessoas e trazer novidades para o universo da educação. Hoje, ferramentas vem sendo desenvolvidas a partir de um olhar crítico sobre a realidade que cerca alunos, professores e gestores de instituições de ensino. Ao olharmos para os docentes, que são os responsáveis hoje pela formação dos estudantes, nos deparamos com uma situação delicada. Um levantamento feito há cerca de 5 anos pelo Ministério da Educação (MEC) apontou que algo em torno de 40% dos professores da rede de Educação Básica trabalhavam em mais de um turno. A maior parte desse grupo, cerca de 80%, trabalhava em dois turnos e, os demais chegavam a dar aulas nos três turnos – de manhã, à tarde e à noite.Segundo as estatísticas, 18% dos docentes lecionavam em duas escolas e 3% em três estabelecimentos.

Docentes recorrem a esse tipo de rotina desgastante principalmente por causa do salário oferecido a esses profissionais no Brasil. Pouco valorizados, os professores tem que abrir mão da qualidade de vida e da família para dar conta de cumprir toda essa carga horária de trabalho. E onde entra a tecnologia nessa parte da história? Algumas empresas têm apresentado softwares e outras ferramentas tecnológicas para tentar diminuir o tempo gasto em atividades muitas vezes mecânicas, burocráticas, que nada agregam à experiência do professor, além da perda de tempo.

No artigo de hoje, escolhemos algumas das tendências da educação. Boa leitura!

tendências tecnológicas na educação

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A colaboração é uma das palavras que definem bem o que começamos a viver neste século XXI e que vai, certamente, perdurar pelos próximos anos. Durante o ano de 2015 vimos uma série de exemplos de negócios e serviços que adotam a lógica da “economia compartilhada”, o que revoluciona o modo como nossa sociedade está organizada. Aplicativos como o Uber permitem que possamos agendar uma corrida diretamente com o motorista, com  um preço determinado e pagamento antecipado. Com o Airbnb, aquele quarto dos fundos da sua casa passou a receber turistas que preferem um contato mais próximo com a pessoa que vive na cidade do que se hospedar em um hotel. O Netflix rivalizou com a lógica engessada da televisão aberta ou fechada, cuja programação tem data e hora certa para acontecer, e se alinhou à rotina de uma pessoa normal, que quer assistir o que quiser e quando quiser.

Ou seja, esqueça tudo o que te parecia sólido demais para que pudesse ser ultrapassado. A evolução tecnológica e a popularização de aparelhos e outros equipamentos cria um ambiente perfeito para a inovação e a desconstrução dessas certezas. E por quê a economia compartilhada cria esse caldeirão de novas possibilidades? Primeiro porquê explora a tecnologia de acordo com as necessidades do usuário. Outro motivo é que promove a conexão entre pessoas diferentes, com mesmo estilo de vida, o que amplia os horizontes de qualquer cidadão e o que é uma demanda bastante importante nos dias de hoje (as redes sociais que o digam). Há ainda outra vantagem, que é a economia. Uma estimativa feita pela revista Forbes aponta que a economia colaborativa gere, hoje, uma receita anual de R$ 3,5 bilhões.

Na educação, o compartilhamento e a colaboração também serão palavras-chave em 2016. Utilizando a lógica da economia compartilhada e das redes sociais – que já são bastante assimilados pela geração em idade escolar – as relações entre as pessoas também irão mudar. Ambientes virtuais passam a ser tão importantes para o aprendizado quanto as salas de aula. Dessa forma, a tendência para o ano que chega é multiplicar: compartilhar vídeos, documentos, tutoriais, mapas, áudios e texto para que o ensino alcance cada vez mais gente e não fique restrito aos muros da escola.

Levando o seu próprio aparelho para dentro da sala

Isso passa por uma outra tendência, que é a adaptação cada vez maior das escolas a esse processo. Uma discussão importante que será travada na comunidade escolar neste ano é a da liberação de uso dos próprios aparelhos dos alunos dentro da sala de aula. De acordo com a pesquisa TIC Kids Online Brasil, em 2013 mais da metade das crianças e adolescentes brasileiros (53%, para ser mais exato) eram usuários de internet pelo celular. Um ano antes do levantamento, essa fatia correspondia a somente 21%. O número também subiu bastante entre usuários de tablets – de 2% para 16%. No entanto, o uso de gadgets dentro da sala de aula ainda é vista como uma desconfiança, um fator mais de dispersão do que retenção da atenção dos alunos. Isso, de certa forma, se explica pelo que as crianças e adolescentes fazem na internet. Ainda de acordo com esse levantamento, 79% dos jovens entre 9 e 17 anos têm perfis nas redes sociais, com preferência para o Facebook. Portanto, está aí mais um desafio para o professor: saber orientar os seus estudantes também na internet, mostrando que esse ambiente é muito mais rico e cheio de possibilidades, que vão além das redes sociais.

Aprendendo do seu jeito

Com o protagonismo das redes e dos ambientes online, criou-se um caldeirão de conhecimento particular.  Agora, o aluno não tem como fonte única de saber, o professor. Nem a apostila ou o livro didático como única leitura possível. Os estudantes podem optar agora, com muito mais facilidade, por outros formatos e outras fontes de conhecimento. Isso por um aspecto muito simples: cada pessoa é de um jeito, tem gostos e preferências diferentes.

De certo modo, a escola tradicional, como conhecemos e fomos educados, tem uma característica de nivelar os estudantes, como se todos devessem aprender da mesma forma e se moldar ao que a escola acredita ser o melhor, e não o contrário. No entanto, uma tendência hoje é de “ensino personalizado”, que leva em conta as preferências de cada um dos estudantes. Dessa forma, como não há uma maneira de ensinar individualmente dentro de uma sala de aula, fora dela a tecnologia cumpre esse papel. Quem prefere ler, tem acesso a milhares de arquivos e documentos. Quem se dá melhor com o aspecto visual pode recorrer a vídeos ou infográficos. Tudo isso para que o ensino seja melhor aproveitado por quem precisa: o aluno.

Nesse caso, é importante que o professor tenha conhecimento do seu novo papel na educação do século XXI: atuar como tutor, mediador, mostrando caminhos que mais se adequam aos anseios de seus alunos.

Transformando games em conhecimento

Em todo o Brasil, a indústria de games movimenta R$ 900 milhões por ano. É um mercado em franca ascensão, mesmo com outros indicadores econômicos apontando para uma crise financeira. E o que isso tem a ver com o ensino?

Uma das tendências para a educação é utilizar aspectos dos jogos para deixar o ensino mais atrativo para os estudantes. Acostumados com uma realidade dinâmica, uma aula de 50 minutos em que só o professor fala tornou-se algo monótono e de difícil compreensão para boa parte da geração em idade escolar. Não se trata de substituir o ensino pelo entretenimento, que é o objetivo dos videogames, mas usar de algumas características dos games aplicadas à educação. Games utilizam de desafios, rankings e apresentação de problemas para que o jogador possa resolver. A mesma lógica pode ser usada para ensinar e aprender. Enumeramos algumas vantagens que a “gamificação”, como essa técnica é chamada, pode trazer à educação.

  • Engajamento: mais atraídos pelo conteúdo que é passado de uma maneira mais divertida e menos formal, os alunos também se engajam mais com a matéria que é passada.
  • Resultados na prática: Pesquisas de estudiosos norte-americanos mostram que com os “games”, a taxa de retenção do conhecimento pelos alunos é maior do que sem eles.
  • Motivação: os desafios apresentados e a semelhança com enredos de games deixam os alunos mais motivados em buscar resoluções para os problemas. Curiosidade, colaboração e aprender com os erros são algumas das expressões bem presentes com a questão da “gamificação”.
  • Multidisciplinar: a possibilidade de criação e alinhar conteúdos de diferentes áreas do conhecimento é outro ponto a favor da “gamificação”.

Exercícios online: porquê inovar na avaliação dos seus alunos?

tendências tecnológicas na educação

Outra tendência para a educação em 2016 é mudar a forma de avaliar os estudantes. Imprimir e gastar horas corrigindo exercícios pode ser substituído por um método novo e igualmente eficiente: os exercícios online. Com uma vantagem considerável: a economia de tempo. Em vez do professor, manualmente, a tecnologia faz o trabalho neste caso.  Uma das ferramentas desenvolvidas pensando nesse assunto é o SGP – Sistema de Gestão de Provas, criado pela empresa brasileira de tecnologia em educação, Starline. O software permite que docentes criem uma avaliação com questões de múltipla escolha e possam corrigí-la em segundos.

Dessa forma, o serviço pode substituir o tradicional “para casa”. Isso porque, com os exercícios online, o tempo gasto muda. O professor, ao criar o teste pelo aplicativo, também cria um gabarito oficial com as respostas para cada uma das questões elaboradas. Quando o aluno envia, por e-mail, o exercício respondido, o software compara sua folha de respostas com o gabarito oficial e gera um resultado de forma automática, que já pode ser disponibilizado imediatamente ao aluno. Imagine a economia de tempo em deixar de ter que comparar um a um os gabaritos de dezenas de alunos, de turmas e séries diferente e de várias escolas, como é o caso de muitos professores no Brasil.

Há ainda outras vantagens para quem ainda tem dúvidas se apostar na integração entre online e educação é uma boa.

  • Banco de questões: Você não precisa elaborar uma prova por vez. Ao contrário, pode adicionar a uma espécie de biblioteca virtual, questões elaboradas (ou encontradas em alguma outra prova) ao longo do semestre letivo. Separar as questões conforme o seu nível de dificuldade é uma maneira de criar provas diferentes para aplicar a uma mesma turma;
  • Formato: É possível formatar e diagramar seus testes de maneiras diferentes, alterando a forma, a distribuição e o número de questões, de acordo com a sua necessidade;
  • Avaliação: Logo após o software corrigir os testes automaticamente é possível gerar relatórios personalizados. Dessa maneiras, você pode acompanhar mais de perto ou comparar o desempenho escolar do estudante;
  • Integração e segurança: Você pode integrar o sistema utilizado na sua escola com o utilizado para elaborar suas provas, tudo isso em um ambiente online e seguro.

Neste texto, nós apresentamos sete dicas para que você possa montar seu próprio exercício online.

Tudo conectado com a “internet das coisas”

O conceito surgiu já há alguns anos, mas à medida em que a tecnologia avança, fica mais perto de se concretizar. Segundo alguns especialistas, uma das maiores tendências tecnológicas para o futuro é a “internet das coisas”, que vai conectar todo tipo de objeto. Hoje em dia, alguns desses recursos já existem: pelo celular é possível ligar ou desligar a televisão, programar a temperatura do ar condicionado. Algumas geladeiras, conectadas à internet, planejam compras do mês à medida em que os itens são consumidos. Estudos mostram que até 2017 haverá mais dispositivos eletrônicos que pessoas conectados à internet. Só no Brasil, em cinco anos, serão 2 bilhões de dispositivos “conversando” entre si. Tudo isso por meio da internet.

Na educação, esse cenário também é animador e está em curso algo que poderia ser chamado como “escola das coisas”. Com ela, seria possível transformar toda superfície em uma tela em potencial, por exemplo. Cadernos de espiral com 200 folhas, quadros negros, relógios e outros objetos seriam substituídos por telas “touchscreen” com capacidade de armazenamento praticamente inesgotável. Acessar um vídeo relacionado a uma matéria que o professor está falando na frente da turma naquele momento, pode ser feito com apenas um toque – em tempo real.

Isso vai permitir uma maior interatividade e troca de conhecimentos entre alunos e professores. Com esses dispositivos superinteligentes seria fácil também economizar recursos: luzes só ficam acesas quando é impossível enxergar sem elas. A água só corre pelas torneiras, privadas ou mangueiras do jardim com a quantidade mínima necessária. A quantidade de papel será controlada pelo mínimo necessário, isso quando o texto em forma digital for um empecilho. Nesse contexto, conectar mais que os alunos e professores, mas os objetos traria um potencial de colaboração nunca antes visto.

tendências tecnológicas na educação

Apostando em uma gestão tecnológica

No início deste texto, nós falamos que a tecnologia pode ajudar a mudar a realidade dos professores, que se desdobram em uma rotina desgastante que inclui horas extras e trabalho, muitas vezes, em três turnos em várias escolas diferentes. Mas a revolução tecnológica aplicada à educação também pode mudar a forma como os gestores de ensino conduzem os estabelecimentos. Esses diretores de escolas hoje tem que aliar o bom relacionamento com pais de alunos, professores, estudantes, fornecedores, prestadores de serviço e funcionários, manter as contas organizadas e em dia, lidar com outros aspectos financeiros e administrativos, entre mil outras funções.

O diretor de uma escola é, hoje, mais que nunca, multitarefa. E em que aspecto a tecnologia também pode ocupar um papel de destaque nessa área? A resposta para essa pergunta está na capacidade de as novas ferramentas conseguiram gerenciar e organizar, em um único software, todas essas facetas que permeiam o cotidiano de um gestor de ensino.

O modelo que vem sendo usado nas escolas mais modernas do país é o ERP – sigla em inglês para Sistema de Gestão Empresarial -, que nada mais é que um método de gestão aplicado a instituições de ensino. Com ele é possível, por exemplo, que os pais de alunos acompanhem em tempo real e em qualquer lugar o desempenho de seus filhos na sala de aula.

Quer um exemplo? O Smart, também desenvolvido pela Starline. Uma plataforma de gestão escolar que agrega espaço para as obrigações financeiras e acadêmicas, sem desprezar o contato com o professor e o aluno. Com isso, você pode acompanhar de perto os resultados acadêmicos e o desenvolvimentos de seus estudantes, organizar documentos essenciais de cada um deles – histórico escolar, boletim, por exemplo – e outras vantagens.

  • Conteúdo é totalmente disponibilizado pela internet, permitindo o acesso de gestores, docentes, pais de alunos e estudantes em qualquer lugar
  • Otimização de vagas de alunos por turmas
  • Melhoria no fluxo de informação e processos operacionais

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