Teoria de Resposta ao Item: Do que mesmo estamos falando?

7 de julho de 2014

A Teoria de Resposta ao Item (TRI), método adotado nas provas do ENEM, é um sistema matemático que tem por objetivo evitar que candidatos submetidos a um teste utilizem o fator sorte na hora de responder às questões (itens). Esta é uma definição bem ampla e direta, considerando a complexidade do sistema. Mas é importante guardar essa informação para entendermos o seu funcionamento.

A principal característica da Teoria de Resposta ao Item é o fato de o peso final de uma prova realizada não estar vinculada, exclusivamente, ao número de acertos e erros, mas sim ao grau de dificuldade de cada questão.

Para possibilitar esta análise no grau de dificuldade de cada questão, aplica-se a TRI antes mesmo da realização da prova. Chamado de pré-teste, nessa fase as questões passam por um processo conhecido por calibragem, que determina a curva de dificuldade das perguntas (se são fáceis, médias ou difíceis). Essa curva de dificuldade pode ser construída com base em modelos variados de TRI – e o que formam e diferenciam cada um desses modelos são os parâmetros de dificuldade, discriminação e probabilidade de acerto ao acaso (quando o candidato “chuta” a questão).

Abaixo seguem os 3 modelos usuais:

· Com 1 Parâmetro = Envolve a dificuldade
· Com 2 Parâmetros = Envolve dificuldade e discriminação
· Com 3 Parâmetros = Envolve dificuldade, discriminação e probabilidade de acerto ao caso

Aplicado um desses modelos, conforme a necessidade da prova em questão é possível fazer comparações entre indivíduos que forem submetidos a diferentes provas. Obviamente, para que essas comparações sejam válidas é preciso que as estimativas estejam todas na mesma linha métrica das habilidades dos candidatos.

Como a TRI analisa cada questão individualmente, o peso de eventuais acertos fora do padrão diminui, pois considera-se que um candidato que teve dificuldade nas questões fáceis do teste dificilmente saberia solucionar as perguntas mais complexas. Sendo assim, a partir desse sistema é possível calcular o grau de confiabilidade e o erro padrão de medida de cada uma das questões.

Entendido o funcionamento da TRI, voltamos à questão das notas. Como dito, aplicada essa Teoria, o resultado final não se baseia apenas no número de acertos, nem as questões mais difíceis são as que valem mais pontos. É levada em consideração a atuação do candidato questão por questão, analisando tanto a dificuldade dos itens que se acertou ou errou quanto o número de questões de cada categoria.

Enfim, conhecendo os parâmetros das questões que compõe o teste, a TRI diminui o peso de uma questão chutada para estimar as habilidades do candidato, e não eliminá-la por completo.

Teoria de Resposta ao Item: Qual o impacto na prova realizada por seus alunos

Estudar, ler e reler os temas e matérias que vão cair em uma prova é, sem dúvida, a forma mais assertiva para ir bem naquele temido teste. O fato de se utilizar a Teoria de Resposta ao Item em uma prova não interfere diretamente no resultado do candidato.

O ponto positivo é que professores e educadores podem usar disso como argumento para estimular seus alunos a se preparar para uma prova. Afinal, com a TRI os candidatos serão avaliados a partir de suas habilidades e conhecimentos. Chutar algumas questões, se já não era uma opção confiável, agora se torna uma probabilidade com chances ainda menores.

Segundo o MEC, no Brasil, esse sistema é aplicado desde 1995 pelo Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb), que mede o desempenho de estudantes do ensino fundamental e médio. Atualmente, também foi adotado pelo ENEM.

De acordo com o próprio site do Ministério da Educação, “a TRI pressupõe que um candidato com certo nível de proficiência tende a acertar os itens de nível de dificuldade menor que o de sua proficiência e errar aqueles com nível de dificuldade maior. Ou seja, o padrão de resposta do participante é considerado no cálculo do desempenho”.

Preparando para a TRI

A TRI coloca um desafio a mais para os alunos no ENEM com o objetivo de conferir justiça ao resultado final: fica mais difícil conseguir a nota necessária com “apostas”, sem conhecer de fato a matéria cobrada. No entanto, a imprevisibilidade da nota final desperta insegurança nos candidatos e coloca um desafio às instituições de ensino. A melhor forma de superar isso, portanto, é aplicar simulados constantes corrigidos já com base na TRI. Assim, o aluno consegue medir ao longo do ano como será seu desempenho quando o ENEM chegar.

Para isso, a tecnologia é sua aliada. Dentre as funcionalidades ofertadas pelo Sistema de Gestão de Provas da Prova Fácil, é possível contratar uma solução com foco em simulados, que permite o treinamento constante dos alunos para a conquista de certificados. Os simulados podem ser agendados e aplicados pela instituição ou iniciados pelo aluno, quando ele desejar estudar.

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modelos de prova