Vacinação e educação: quais os impactos no seu planejamento para 2022?

6 de outubro de 2021
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Conforme a vacinação avança em todo o Brasil, cresce a esperança de um ano letivo bastante próximo do normal em 2022. Para que isso realmente aconteça, precisamos ter consciência das defasagens causadas pelos quase 2 anos de pandemia e traçar estratégias para recuperar o tempo perdido.

Desde que as aulas presenciais foram suspensas, em março de 2020, educadores e alunos de todo o país vêm enfrentando um dos períodos mais difíceis dos últimos anos.

Afinal de contas, como manter a qualidade de ensino enquanto o país enfrenta um caos social praticamente sem precedentes?

Foi difícil. Mas, felizmente, os números cada vez maiores de vacinados apontam em direção a uma luz no fim do túnel: um ano de 2022 mais próximo do “velho normal”.

Mas quais cuidados tomar durante essa retomada? Com quais consequências da pandemia ainda precisaremos lidar, mesmo quando o vírus em si não for mais uma ameaça?  

Principais impactos da pandemia na educação

Evasão escolar

Para nos prepararmos para este retorno, é preciso entendermos aquilo que ficou pelo caminho. 

Neste sentido, talvez a consequência mais preocupante da pandemia para o setor da educação tenha sido a evasão escolar. 

Segundo dados da Pnad, somente em 2020, 3,8% dos alunos entre 6 e 17 anos abandonaram a escola. Quase o dobro da média nacional de 2019, que ficou em 2%.

Além destes, 11,2% dos estudantes regularmente matriculados em instituições de ensino não receberam nenhuma atividade neste período.

Esses números não impactam apenas a educação básica, já que o número de jovens fora das universidades em 2020 aumentou de 30% para 35%. 

Trata-se de um efeito cascata que prejudica a sociedade como um todo e só tem uma solução: a vacinação e a retomada das atividades presenciais.

Inadimplência 

Com a perda de renda durante a pandemia, o boleto da escola foi o primeiro a ser deixado de lado pelas famílias. 

Segundo dados do Sindicato dos Estabelecimentos de Ensino do Estado de São Paulo (SEESP), até março de 2021, 30% das escolas particulares de ensino infantil (0-3 anos) fecharam as portas no maior estado do país. 

A maioria das que permanecem abertas ainda enfrentam graves problemas financeiros e risco de fechamento.

A lógica é simples, e até compreensível: em tempos de dificuldade financeira, muitas famílias deixam de pagar a escola para que consigam pagar luz, água, internet e outros serviços que parecem mais essenciais quando se está em casa.

O fato de muitas instituições não terem dado a devida atenção para as atividades online também foi fator determinante para que o pagamento das mensalidades acabasse sendo deixado em segundo plano.

Falta de motivação

Outro grande desafio dos educadores neste período de incerteza sobre o futuro foi manter os jovens motivados.

Essa falta de motivação se vê refletida diretamente na qualidade do aprendizado: segundo relatório do Banco Mundial, o número de alunos latino-americanos na faixa dos 10 anos com dificuldade de leitura pode chegar a 70% por causa do fechamento prolongado das escolas.

Nesta retomada, a adoção de métodos modernos que busquem recuperar o interesse do estudante pelo conhecimento serão fundamentais.
Entre eles, está a aprendizagem centrada no aluno, que busca substituir as aulas expositivas por métodos ativos, capazes de tornar os alunos protagonistas do próprio conhecimento.

Aumento da desigualdade

De todos os impactos trazidos pela pandemia, este talvez seja o mais complexo. Já que não basta o avanço da vacinação e a retomada das atividades presenciais para que as consequências econômicas deixem de ser sentidas.
Levará algum tempo para que as pessoas recuperem a renda que tinham antes da pandemia.

Para amenizar este problema, é importante que a instituição esteja aberta a negociações e a oferecer condições mais acessíveis para os alunos e candidatos durante este período de retomada. 

Por que vacinar é importante, incluindo para práticas educacionais?

É importante lembrar que a vacinação é uma estratégia de saúde coletiva, e não individual. Uma única pessoa ser vacinada não elimina totalmente a chance de que ela adoeça, muito menos de que passe o vírus para outras pessoas.

No caso do sarampo, por exemplo, é necessária a vacinação de 95% da população para que a imunidade seja estabelecida em uma sociedade, segundo a OMS.

Por isso, é fundamental que todos se vacinem. E isso inclui adolescentes, grupo que antes despertava dúvidas quanto à necessidade da imunização.

Em documento recentemente publicado, a Fiocruz afirma que a vacinação de adolescentes e jovens é condição primordial para o retorno das atividades normais em ambiente escolar:

“A implementação da vacinação para adolescentes pode reduzir significativamente o fechamento prolongado de turmas, escolas e interrupções de aprendizagem e lentamente permitir o relaxamento das medidas de proteção na escola e das intervenções não farmacêuticas, como o uso de máscaras e distanciamento físico, que pode ser prejudicial à vida escolar normal”, diz trecho do documento.

Ainda segundo os profissionais da Fiocruz, a vacinação dos adolescentes pode permitir com que eles retomem atividades extra-curriculares, como a prática de esportes, o que ajudará na ressocialização e pode melhorar o desempenho escolar.

Vacinação e educação: expectativas para 2022

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Ainda não sabemos quantos alunos estarão 100% imunizados em 2022, mesmo assim, a expectativa para o próximo ano letivo é de retomada gradual do ritmo normal.

Nas instituições de ensino superior, o caminho parece ser encontrar maneiras de atender 100% dos estudantes, mantendo a presencialidade como algo opcional.

Segundo Waldemiro Gremski, presidente do Conselho de Reitores das Universidades Brasileiras (Crub), enquanto 100% da população não estiver vacinada, as universidades devem seguir um modelo híbrido, onde 60% dos alunos acompanham a aula presencialmente e 40% de maneira remota.

Já na educação básica, a ideia é entender as perdas que ocorreram nestes dois anos e buscar uma recuperação. Muitas instituições estão realizando avaliações para entender quanto o aluno conseguiu absorver do conteúdo durante o período remoto para traçar estratégias a partir daqui.

Como o Prova Fácil pode ajudar?

Neste momento de tantas adaptações, é fundamental que a escola invista em ferramentas que lhe forneçam suporte, aliviem as tarefas do dia a dia e contribuam para uma readaptação tranquila à rotina normal.

Pensando nisso, o Prova Fácil fornece uma série de soluções capazes de otimizar o ambiente escolar. 

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