Feedback na sala de aula: Como agir da melhor forma?

30 de março de 2015
feedback na sala de aula

Há muito tempo já se fala que uma nota baixa na prova não reflete, obrigatoriamente, que o aluno não sabe o conteúdo dado em sala. Ela pode estar cercada de questões como nervosismo, distração, dificuldade de construção de ideias, metodologia de ensino que não atende e muito mais. Na hora do feedback sobre o desempenho dos alunos nas provas, é preciso um mapeamento analítico do desenvolvimento de cada estudante para identificar as sutilezas do aprendizado. Afinal, cada um tem seu jeito de entender a matéria.

Na Aprendizagem Adaptativa, o foco vai para as nuances que os alunos apresentam individualmente. O cruzamento de dados ajuda o professor a entender como cada pessoa responde ao conteúdo, ressaltando as habilidades e esclarecendo sobre as necessidades do aprendiz. Num futuro breve, a convergência da Aprendizagem Adaptativa e do Data Mining (exploração e análise de bases de dados) permitirá uma atuação sobre a relação aprendizagem x conteúdo de maneira quase científica. O resultado será um professor com mais ferramentas para elaborar exames que respeitem o ritmo de cada aluno e o desenvolvimento de uma pedagogia mais assertiva e, do outro lado, estudantes mais engajados no processo de educação, mais participativos, entendendo sua parcela de responsabilidade para o sucesso da transmissão de conhecimento.

Quando os pontos fortes e fracos são ressaltados de forma analítica, o feedback das provas deixa de ser um momento angustiante para a maioria dos estudantes e passa a ser uma oportunidade de auto superação, com todo apoio que a escola puder proporcionar. É dessa forma que ele compreenderá melhor porque determinada disciplina lhe parece mais fácil e outra não, se sua forma de estudar em casa é a mais adequada e descobrirá os melhores mecanismo para potencializar seu aprendizado. A escola poderá investir num ensino mais personalizado, com atividades diversificadas tanto para a sala de aula quanto para casa, estimulando o foco naquilo que apresenta deficiência e mantendo a atratividade dos assuntos que o aluno tenha mais facilidade. O resultado será alunos mais conscientes do processo de evolução pessoal e acadêmico, com uma estima elevada para si mesmos e perante a turma.

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