O que é migração digital e como a pandemia acelerou este processo

6 de agosto de 2020

Movimento benéfico, que já era necessário, passou a ser quase obrigatório com a atual situação do mundo.

Você já ouviu falar em migração digital? Este é um processo super importante para todo o mundo, que já vinha sendo colocado em prática, é verdade, embora em passos não tão acelerados.

O movimento, capaz de afetar praticamente todas as áreas, tem um forte impacto na educação e é capaz de revolucionar intensamente seus processos e procedimentos, com benefícios nítidos para todos os envolvidos.

Se você ainda não sabe qual é a definição, fique tranquilo, pois veio ao lugar certo. Continue por aqui para entender o conceito geral e sua aplicação no universo educacional, que tem muito a ganhar com isso.

O que é migração digital?

Também definida como transformação digital, o conceito consiste em uma reestruturação de processos, que passam do “analógico”, que é o tradicional, para o digital, com toda a sua conectividade, agilidade e praticidade.

Quando pensamos em migração, é comum se lembrar dos movimentos migratórios, feitos por pessoas que deixam o lugar onde vivem e partem para um novo, sejam eles internos (dentro do mesmo país) ou externos (para outros países).

Ainda na mesma ideia, podemos lembrar também da migração de animais, movimentos direcionais em massa em que eles se dirigem de um lugar para o outro, o que acontece com gafanhotos, peixes, aves, morcegos e pinguins, entre outros.

Pode até parecer que saímos do assunto, mas ainda estamos na mesma linha de raciocínio. Ao analisar esses movimentos migratórios, a semelhança que vemos entre eles é que os indivíduos deixam o lugar em que estão para se dirigir a outro com melhores condições de vida, ou seja, que lhes será benéfico.

Paralelamente, é isso também que acontece com a migração digital. Não estamos falando, porém, de uma mudança regional, mas sim de tecnologias e processos, a qual também é muito benéfica para todos os envolvidos.

Essa migração fica clara em todo o mundo. Hoje, estamos muito mais conectados do que há 10 anos, por exemplo.

Antigamente, tínhamos celulares que passavam longe de ser tão inteligentes quanto os de hoje, que ainda nos permitem acessar a rede móvel de dados com alta velocidade onde estivermos, dos grandes centros metropolitanos a cidades mais afastadas.

Enquanto precisávamos de um computador para assistir a vídeos na internet, hoje podemos fazer isso com smartphones, tablets, consoles de videogame e Smart TVs, todos conectados a redes sem fio de altíssima velocidade e confiabilidade.

A migração digital possibilita que até mesmo carros, prédios e quaisquer outros objetos sejam conectados a internet, algo que só tende a crescer com o conceito cada vez mais abrangente de Internet das Coisas (IoT).

Estatisticamente, essa migração já é uma realidade, com o potencial de ser algo cada vez mais intenso na sociedade. Um estudo feito pela MarketsandMarkets mostrou que o mercado global de transformação digital, avaliado em US$ 469,8 bilhões em 2020, deve atingir US$ 1,010 trilhão até 2025.

Além de uma taxa de crescimento anual composta (CAGR) de 16,5% entre 2020 e 2025, que é bastante significativa, a previsão é de que a migração digital movimente US$ 2,767 bilhões por dia, US$ 115,28 milhões por hora, US$ 1,921 milhão por minuto e US$ 32,02 mil por segundo em 2025.

Outra informação interessante é que os principais motivos para este crescimento são o uso crescente de dispositivos e aplicativos móveis e a adoção de serviços na nuvem, que também tem crescido muito.

Portanto, na teoria, na prática, nas estatísticas e nas previsões, a transformação digital inegavelmente está em franca ascensão.

Como a migração digital se manifesta na educação?

De várias formas, que vão muito além do que podemos pensar em um primeiro momento, como plataformas virtuais e educação a distância.

Quando falamos sobre migração digital na educação, não devemos remeter apenas a inovações ou tecnologias, mas sim a algo relacionado com a cultura de tais instituições.

Quando são aplicados processos de digitalização nas experiências de aprendizagem, tanto os professores quanto os alunos conseguem desenvolver melhor suas habilidades, sempre com um objetivo em comum: criar um processo educacional mais engajante e efetivo.

Alguns caminhos nos quais a transformação digital na educação pode se manifestar são os seguintes:

  • Experiências personalizadas: imagine desenvolver um currículo diferente para cada aluno, de modo que ele saia da escola mais preparado para a carreira que deseja seguir, ou mesmo que haja provas personalizadas para alunos em diferentes estágios de aprendizagem. Essa é uma possibilidade real com o uso de sistemas de Big Data na educação.
  • Aprendizagem modular: a preparação dos cursos e programas de aula pode ser feita aproveitando conteúdos já desenvolvidos por outros professores, até mesmo de diferentes instituições. Essa “abstração digital” permite que os educadores criem materiais educativos para atender exatamente as necessidades de diferentes níveis de dificuldade, departamentos e competências.
  • Construção e potencialização de um patrimônio digital: a migração digital possibilita que todos os alunos tenham acesso a recursos educacionais de maneiras mais simples e baratas que os meios tradicionais. Eles podem, por exemplo, acessar todos os conteúdos usando apenas um smartphone, sem que tenham que ter outros dispositivos para estudar e desenvolver seus conhecimentos.
  • Conteúdos à mão a qualquer momento: não é mais preciso se dirigir às bibliotecas e livrarias para encontrar os livros necessários e carregá-los por aí. A disponibilidade de livros digitais acaba com esse problema, que poderia ser ainda mais grave quando aquele material não é encontrado, o que é capaz de prejudicar todo o processo de aprendizagem dos alunos.
  • Audiências globais: barreiras geográficas podem ser facilmente superadas com a migração digital, já que não é mais preciso estar no mesmo lugar para lecionar ou assistir às aulas. Com as salas assíncronas, alunos podem estudar quando precisarem, de modo que consigam adequar suas agendas da melhor maneira possível, sem que precisem se prender a um horário fixo.

Confira também: Desafios para educação 2020: o professor EaD

Como a pandemia acelerou a migração digital na educação?

Pela instauração de uma situação emergencial, em que deixamos de ter acesso a recursos com os quais já estávamos tão acostumados, como salas de aula, quadros brancos e trabalhos em grupo.

Na verdade, essa transformação digital não se deu apenas na educação, mas sim em toda a sociedade: da telemedicina, que passou a ser autorizada durante a crise do novo Coronavírus pela Lei nº 13989/20, à intensificação na venda de produtos e serviços pela internet.

É claro que a educação não poderia ficar de fora dessa. Nós até comentamos sobre isso em nosso artigo sobre ensino online x ensino remoto, quando mostramos que o que aconteceu, na verdade, foi mais uma adaptação dos conteúdos para o digital do que uma criação direcionada especialmente para este meio.

É compreensível que isso aconteça, já que não havia tempo hábil para mudar completamente um planejamento educacional que foi feito para aplicação presencial, mas isso acendeu alguns sinais importantes.

O primeiro deles é que a migração digital da educação é algo que já está ao nosso alcance. Com os recursos já disponíveis, é possível ter uma ótima experiência online de ensino e aprendizagem, que ainda tem a crescer em termos de adoção, é verdade, mas não é algo impraticável.

Outro sinal é que a transformação digital na educação não deve mais esperar. O mundo todo está se encaminhando para o digital, e uma área tão crucial para o desenvolvimento social não pode ficar para trás neste sentido.

Tecnologia e educação não só podem como devem andar juntas, pois podem se complementar e oferecer uma experiência ainda mais satisfatória a todos os envolvidos, de reitores, diretores, coordenadores e professores a alunos e seus responsáveis.

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